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terça-feira, março 09, 2010

Pelas barbas do PT!

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A primeira moda lançada por Lula foi a barba. Quando começou a popularizar-se com as greves dos metalúrgicos, nos jurássicos anos 80 do século passado, a barba desgrenhada de quem não tinha dinheiro para comprar giletes passou a ser imitada. Tirando Karl Marx, Lênin, Che Guevara e Fidel Castro, não me lembro de um socialista/comunista notório que usasse o adereço facial.

“Comunistas” de norte a sul passaram a copiar o líder recém surgido. A barba era usada como uma espécie de crachá. Não bastasse estarmos saindo dos deselegantes anos 70 em que barba, cabelo e bigode grandes, além das pantalonas e bocas de sino, eram aceitos, hoje restritos à Argentina, a barba socialista era um identificador entre seus pares. O equivalente feminino era a falta de depilação, os cabelos de piaçava e as batas indianas. Homens e mulheres se igualavam nas bolsas a tiracolo e nas sandálias de couro de bode, mas essa é outra conversa.

Dessa época vem a piada de uma festa regada a rum cubano e charutos cubanos e paraguaios, se é que me entendem. Os barbados identificavam-se como policiais  cubanos e tinham passe livre. Um penetra imberbe é barrado na porta. Tentando imitar os barbudos que entraram antes, também disse ser da polícia de Castro, o leão-de-chácara duvida, alega que falta a barba. O imberbe mostra os pêlos pubianos e sussurra “polícia secreta”.

Os socialistas enriqueceram, pelo menos os mandatários. Depois do fim da ditadura saíram da clandestinidade, formaram um partido que mais tarde tornou-se mais um sindicato como os muitos sindicatos que sempre comandaram, só que um sindicato de ladrões; elegeram-se legisladores, de vereadores a senadores, fizeram estardalhaço na Assembléia Nacional Constituinte; ascenderam às prefeituras e subiam mais, às governadorias e, por fim, à presidência da República. A cada degrau da subida a barba se fazia presente.

Petista sem barba era objeto de desconfiança, embora pudesse ser da “polícia secreta” de Lula. Talvez fosse essa a intenção, assim prestássemos atenção às barbas e esquecêssemos de notar os caráteres defeituosos que elas escondiam, superficialistas que somos.

Já existiam e proliferavam os lulistas e eles se dividiam e se dividem em dois grupos: os que creem cegamente em seu líder e os que se aproveitam do brilho de seu inegável carisma para fazerem negócios e negociatas na sombra. No primeiro grupo, além da barba, outra característica de Lula era imitada: a língua presa. Não são poucos os lulistas de primeira ordem que ou tinham essa característica nata ou, simplesmente, copiavam o chefe. Vicentinho talvez seja o melhor exemplo da língua presa do primeiro escalão.

A respeito do Vicentinho, quando percebeu que estudar não doía, distanciou-se do antigo companheiro e… retirou a barba.

Mas prender a língua dá trabalho, é incômodo e pode ser esquecido no meio de uma discussão, tipo de ação em que os vermelhinhos são pródigos. A barba era mais fácil de manter.

Com a escalada social petista a barba transformou-se. Zé Dirceu, por exemplo, tirou a barba, manteve o bigode por um tempo e hoje, nem isso. Fazendo parte da turma que trabalha nas sombras, de preferência as mais escuras, Dirceu mostra que não é tão lulista e muito menos socialista, é capitalista dirceusista puro, dono do próprio bigode e intenções.

Marco Aurélio Garcia mantém uma barba totalmente desalinhada, mas esse é um deselegante completo. Dentes com tártaro secular, ternos amassados, gestos obscenos e mente transversa. Um verdadeiro lulista que não evoluiu, manteve-se nos 80, fora a influência e a conta bancária.

Berzoini, que nunca privou da amizade íntima de Lula, reduziu a barba a um asqueroso cavanhaque; Vaccari, o desonesto tesoureiro, herdeiro de outro desonesto tesoureiro barbudo, o delúbio, repete a barba desenhada do mestre depois de usar um emaranhado de pêlos na época de início de ascenção; Mercadante, o capachão, a estrela em decadência, também usa os pêlos aparados como Lula; Suplicy jamais usou barba, talvez por isso mesmo tornou-se petista do bloco do “eu sozinho”. Marta tirou a barba com depilação permanente.

Até lula mudou de barba. Hoje a desenha meticulosamente e só a mantém por ter ela tprnado-se um símbolo pessoal depois da eternização do “sapo barbudo” proferido pelo Mário Amato. Até tentou apenas o bigode por um tempo, mas voltou à velha iagem externa. Internamente esqueceu-se que foi pobre e que a gilete era cara. A pobreza passada ficou apenas para os discursos populistas.

A barba petista é símbolo mais revelador do caráter de quem a usa do que a estrela vermelha relegada à lapela do rebutalho da militância. Quanto mais se aproxima dos altos negócios e negociatas do vértice superior da pirâmide petista, mas a barba é trabalhada ou excluída.

domingo, março 07, 2010

Elas




Luci, Inês, Beatriz, Valdice, Lia, Lívia, Nely, Liziê, Letícia, Keila, Hadassa,Edna, Jemima, Rebeca, Marli, Magali, Glenda, Raimunda, Jucileide, Deisid, Andréia, Veridiana, Celina, Zeca, Mitsy, Cídia, Eliane, Margaret, Ana Rita, Ana Maria, Ana Clara, Kátia, Eliene, Gabriela, Valdirene, Beatriz, Gracinha, Váldia, Eliene, Fernanda, Glícia, Mariana, Marina, Tereza, Elisabete, Mara, Sílvia, Simone, Solange, Cida, Rosane, Sabrina, Alexia, Larissa, Pâmela, Jô, Joana, Kelly, Paula, Karina, Thais, Thays, Jéssica, Luiza, Fernanda, Manuela, Amanda, Bruna, Camila, Sâmara, Samira, Vanessa, Andressa, Andrezza, Alana, Iara, Priscila, Aline, Lúcia, Lícia, Ádila, Adriana, Adriane, Cláudia, Ariadne, Alice, Carolina, Caroline, Anaíra, Ângela, Anne, Ariane, Ariana, Roberta, Manuela, Bárbara, Magnólia, Margô, Haydée, Bartira, Berenice, Bianca, Mayara, Mayana, Callyane, Carla, Karla, Carine, Cecília, Chimene, Cristina, Christiane, Cristiana, Cinéia, Clara, Cleciana, Diana, Daiane, Daiana, Daniela, Daniele, Darlane, Daíza, Denise, Diandra, Duane, Elenita, Hellen, Helena, Eloá, Elis, Benilde, Mariane, Alessandra, Valéria, Alessiane, Emília, Emilly, Aluana, Luana, Luane, Erênia, Ize, Isa, Fabiane, Fabiana, Fabrícia, Fernanda, Flávia, Geisa, Gilana, Giliane, Gislaine, Elaine, Gláubia, Grasiela, Grazielle, Hanna, Henika, Érica, Ihanny, Thanany, Ingrah, Ingrid, Isabela, Isabele, Itana, Rogéria, Rogélia, Jaiana, Jamille, Jaqueline, Fátima, Jenifer, Júlia, Juliana, Camila, Isabel, Kárita, Catarina, Kira, Laiana, Laís, Laila, Laura, Lays, Laisa, Leidiane, Leilane, Lena, Liz, Lorena, Lorenza, Luana, Analu, Luciana, Lucimere, Magdali, Mahira, Geórgea, Márcia, Eugênia, Mary, Melissa, Michele, Miriam, Natália, Natasha, Ohana, Poliana, Patrícia, Thamires, Petya, Rafaela, Regina, Regyana, Renata, Raíssa, Sandra, Alessandra, Alessiane, Sayonara, Suany, Selma, Telma, Tânia, Sibele, Sílvia, Silvana, Sibéria, Irlanda, Cíntia, Suzana, Suzane, Thayane, Talita, Tássia, Cássia, Tatiana, Tatiane, Thiara, Tâmara, Tássyla, Vanessa, Vitória, Virgínia, Viviane, Vânia, Warribe, Yana, Elma, Meire, Rosimeire, Lara, Mariala, Raquel, Tábata, Geovana, Bárbara, Marjory, Ticiara, Débora, Jaíza, ...

Toda mulher é Maria. Felicidades infindas a todas as Marias.


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sábado, fevereiro 20, 2010

Diz-me Com quem andas que direi quem és





O PT passou os primeiros dez anos de sua existência evitando coligações. Com seu propósito de destoar da política partidária sempre praticada no Brasil e aplicando a máxima popular “quem com porcos anda, farelo come”, o partido evitava se unir com aqueles a quem combatia para não ser com eles confundido. O PT já era, por si, uma salada de siglas e ideologias.

Formado ainda no período ditatorial, com a anuência dos generais que desejavam a abertura por perceberem que o regime militar estava caducando, juntaram-se esquerdistas da Luta Operária, MR-8, Libelu, Ligas Camponesas, PCB, PCdoB, MNR e mais uma gama de letrinhas vermelhas. Além dessas, porrasloucas sem ideologia definida, que lutavam desordenadamente reivindicando vantagens para suas categorias laborais, entre elas o próprio Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, presidido por um tal Luiz Inácio que jamais havia lido um livro e, provavelmente, nada sabia das biografias de Marx, Lênin, Mao, Stálin ou Luiz Carlos Prestes, o que dava margem à sua manipulação por espertinhos com profundo embasamento político-ideológico de esquerda.

Percebendo que haveria uma guerra interna entre as muitas siglas que compunham o aglomerado PT quando este alcançasse o poder, sonho persistentemente perseguido, suas lideranças pardas começaram a ensaiar coligações tímidas nas eleições do início dos anos 90. Houve uma crise já esperada, portanto, facilmente contornada. Os petistas fundamentalistas, aqueles militantes de viseiras, sectários, que não conseguem ver as vias vicinais, somente a estrada principal, por causa dos antolhos que usam, ensaiaram uma rebelião, a expulsão dos progressistas. Para eles era inadmissível um partido que pregava a ditadura do proletariado, o comunismo mais comunista que pudesse existir, aceitasse sequer negociar com rosadinhos como o PDT de Brizola. E o embate persistiu, cada vez menos fraco e digerido pelos majoritários, se não em número, em poder, grupo em que se encontram os negociadores sem escrúpulos, como Lula, Mercadante, Palocci, Zé Dirceu, Greenhalgh, Mangabeira Unger, Berzoini, Genoíno e outros que tais. Esse grupo aglutinou os demais e quem não estivesse satisfeito que “pedisse as contas”.

Um grupinho, formado pelo paraense Babá, Luciana Genro, Heloísa Helena, Sebastião Nery, João Fontes, foi defenestrado. Babá, Genro, Helena e Fontes foram expulsos por acharem o PT igual aos a quem combatia, com razão, e montaram o PSOL, à imagem e semelhança do velho e vermelho PT. Levaram consigo meia dúzia de petistas insatisfeitos.

Com a expulsão desses companheiros de primeira hora, o PT dava o aviso à arraia miúda: quem manda nesse boteco somos nós, o grupo majoritário e progressista. Quem não se abaixar diante das nossas vontades, podem pular a cerca e por carreira ou nós os mandamos embora. As portas para coligações e negociações estavam escancaradas.

Assim surgiu essa agremiação monstruosa, não apenas no sentido figurado, numa referência ao tamanho a que chegou, mas também no sentido literal. O PT transformou-se numa massa disforme, sem identidade político ideológica, mas com os propósitos de um grande e inescrupuloso empresário que faz negócios, legais ou escusos, com Deus e o Capeta, desde que não perca nem as migalhas que, por ventura, escaparem de seus beiços gulosos. O PT tornou-se um monstro que engole a tudo e todos que se meterem à sua frente, insaciável por dinheiro e poder, capaz de associar-se a quem quer que seja para perpetuar-se no comando do país, mesmo que para isso seja necessário impor-nos uma ditadura disfarçada de democracia, como o bolivariano Hugo Chávez vem ensinando desde a sucursal do Foro de São Paulo instalada em Caracas.

Em nome desse poder e da insaciedade de gang inescrupulosa que comanda o partido do alto de seu pedestal intocável, colocado alguns metros acima da cegueira da Justiça, que o novo PT, sem foice e martelo, mas de gravata, pasta 007 e colarinho branco, consegue juntar ao redor do umbigo de ser líder supremo (pelo menos pró-forma, porque na verdade quem comanda é o grupo que se reúne na inviolabilidade dos escritórios escuros) e de sua candidata à continuidade dos desmandos, nomes tão esdrúxulos, quando juntos como Collor e Calheiros, inimigos mortais nas Alagoas; José Roberto Arruda e Paulo Octávio, as estrelas do DEM, segundo maior opositor do PT nessa legislatura; Paulo Maluf, o homem que, indiretamente, ensinou persistência a Lula, perdendo várias eleições até achar seu devido lugar na Câmara Federal; Ciro Gomes, tão presunçoso quanto Lula, que persiste numa candidatura falida em troca do fortalecimento de seu nome e de um séquito de ovelhas cegas que poderiam angariar algum poder para imporem para si cargos num possível futuro governo petista; Sérgio Cabral, o ignóbil menino amarelo que governa o Rio de Janeiro, estado pródigo em eleger incompetentes populistas como César Maia, seu filho Rodrigo, bispo Crivella e até um rinoceronte chamado Cacareco; José Sarney, o dono de dois estados miseráveis e cada vez mais pobres por conta da fome que a família e seus satélites têm de devorar recursos públicos; e outros tantos menos conhecidos, como Temer, que, segundo o historiador Marco Antonio Villa, “vende até a mãe”.

@Marcos Pontes



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terça-feira, fevereiro 16, 2010

Os muitos erros do Amorim

Gravura de William Blake representando a Europa apoiada na África e na América, 1796.



Muita gente mais lida e mais capacitada que eu já descerrou sobre o assunto, mas, ousado, me permito dar meu pitaco sobre a política externa do governo Lula.

Diz um ditado norteamericano “cuidado com o que deseja que isso pode tornar-se realidade”, assim posso me penitenciar por ter desejado tanto uma mudança nos ritmos do Itamaraty. Eu vivia reclamando do pragmatismo de nossos chanceleres, do faz de conta que não é conosco o que acontece no mundo. Reclamava da passividade dos nossos embaixadores, nem todos tão simpáticos e próximos do cidadão comum e seus anseios, como Vinícius de Moraes era. Tanto desejei mudanças, que deu no que deu.

Tá legal, eu não tenho nada a ver com isso e nem os rumos da política externa seguem os desejos do meu umbigo, mas que mudou, mudou e, no que vale realmente a pena, para pior.

Por exemplo, na briguinha milenar entre judeus e palestinos, o Brasil adotava uma postura de pacificação, mas apenas com discursos e conselhos iguais para ambas as partes, mais ou menos como fazem os papas, que todos ouvem e comentam, mas ninguém segue ou obedece. Deixamos para EUA, URSS, depois Rússia, e o Conselho de Segurança da ONU a resolução do problema, algo que nunca foi feito, embora muita gente tenha ganhado Nobel da Paz por conta disso: Anwar Al-Sadat, Jimmy Carter, Menachen Begin, Bill Clinton, Elie Wiesel... Na minha ignorância de idealista, esperava que o Brasil tomasse posição mais firme, que desse sugestões plausíveis para gerar paz. E o que aconteceu? Na contra-mão, Celso Amorim, a mando do Lula, analfabeto histórico e emprenhado pelos ouvidos, declarou apoio unilateral aos palestinos. Besteira grande que ainda não gerou contratempos, mas está, sem dúvida, na cadernetinha dos judeus e poderemos ser cobrados por isso no futuro.

Ainda no Oriente Médio, o Brasil enfrenta todo o Primeiro Mundo (ainda se usa essa terminologia? Vou usá-la, sou do tempo dos Três Mundos) e põe-se “incondicionalmente” do lado do “democrático” Mahmoud Ahmadinejad e seu “libertário” estado teocrático mulçumano fundamentalista. Todo o mundo sabe que, por baixo dos panos, o governo iraniano compra tecnologia e componentes para enriquecimento de urânio e fabricação de armamentos nucleares de cientistas russos que passam perrengues financeiros desde o fim da União Soviética. Por questões de segurança mundial, para não criar um clima de guerra fria com Rússia e China, a diplomacia americana faz de tudo para evitar a entrada do Irã no “clube atômico”, mas Lula, um ignorante confesso e incorrigível, parte para a política de seus assessores “antiimperialistas”, Franklin Martins, Zé Dirceu, Greenhalgh, Unger (que, paradoxalmente, trabalha e mora nos EUA), Marco Aurélio “rei do tártaro” Garcia e, lógico, Celso Amorim (que tem um filho cineasta ganhando grana no cinema estadunidense) e declara o Brasil amigo e apoiador do programa nuclear iraniano.

Ora, se nem nós podemos fabricar armas atômicas para nos defendermos de superpotências terroristas, como a Bolívia de Morales e a Venezuela de El Loco Chávez, por que diabos apoiamos a decisão do Irã? Porque criamos uma escola diplomática irresponsável e revanchista, para a qual tudo o que é anti-ianque é bom para nós.Posso até entender isso, porque é assim mesmo que me relaciono com o governo lulo-petista: se é bom pra eles, é ruim pra mim ou, pelo menos, motivo de desconfiança e análise.
Não temos mais uma política externa responsável e consequente, mas uma maquininha de dar dor de cabeça ao Tio Sam e tirar seu sono. É uma politiquinha tão tacanha que éramos parceiros e amiguinhos do odiado George W. Bush e nos tornamos adversários do queridinho mundial Barak Obama. Vai entender...

A bobagem e o desacerto são tão grandes que, após Ahmadinejad anunciar que ordenara o enriquecimento a 20%, Celso Freitas foi aos jornais anunciar que Mahmudizinho estava blefando. Com que autoridade Amorim pode fazer uma declaração dessas? Por um acaso as plantas atômicas iranianas foram abertas para a vistoria de cientistas brasileiros? Celso Amorim, além de defensor de ditadores (Chávez, Fidel, Ahmadineja, Mugabe,...) virou seu porta-voz e ministros de relações exteriores?

A historiazinha de bomba atômica para nos defendermos da Bolívia e da Venezuela foi apenas uma ironia, afinal de contas somos irmãos siameses, ao invés de separados após o parto, colados depois de velhos, desses dois países cujos os presidentes, outros dois irresponsáveis e despreparados administradores, como têm provado nos últimos anos, são coparticipantes do Foro de São Paulo, subscreveram os compromissos “bolivarianos”  (o pobre Bolívar, que defendia a alternância no poder, deve tremer na tumba a cada vez que alguém pronuncia essa aberração: bolivarianismo).

São muitos os exemplos de medidas mal tomadas e amplamente rechaçadas pela população brasileira e mundial, embora os diplomatas itamaratianos, cúmplices das sandices da dupla Lula-Amorim, façam de conta que nada aconteceu e que não houve uma grita geral: a expulsão dos boxeadores cubanos, a defesa do terrorista Battisti, a pretensão de sermos mais fortes que os EUA no socorro e reconstrução do Haiti, a defesa frustrada de Zelaya, a defesa da louca brasileira que se autoflagelou na Suíça, a frustração de Doha no encontro do G20, a geurra comercial que se prepara contra os EUA, a escolha iminente dos caças franceses,...

O lado positivo, embora questionável, é o de ter colocado o Brasil em foco, tê-lo tornado agente participativo nas grandes questões mundiais, embora quase sempre do lado errado. Mas isso não é gratuito, faz parte do projeto forjado por Zé Dirceu e crido pelos demais megalômanos do governo, inclusive e principalmente o maior deles, Lula, de dar ao presidente o desmoralizado Prêmio Nobel da Paz.

@Marcos Pontes

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segunda-feira, fevereiro 15, 2010

Mensalões, culpados e inocentes



A gente fala e fala e fala de mensalão e sua nova modalidade, o mensalão do DEM, também conhecido como panetonegate, mas termina falhando a memória quando tentamos relembrar do início dessa história. Para os mais esquecidinhos, em rápidas pinceladas o histórico do primeiro e original mensalão.

Em junho de 2005, durante investigações sobre os negócios escusos do todo poderoso (com minúscula, porque com maiúsculas eu me referiria a Lula) Daniel Dantas, a Polícia Federal descobriu que o Banco Oportunity havia injetado R$ 127 milhões na agência de publicidade DNA, do Marcos Valério, e que essa era a principal fonte de pagamento de mensalidades pagas extra-olerite a parlamentares da situação para que aprovassem projetos de interesse do governo e de seus amiguinhos que esperavam retorno dos investimentos feitos para bancar as campanhas políticas da gang. Estava descoberto o valeriduto.

O termo “mensalão” foi forjado pelo então deputado Roberto Jeferson em sua bombástica entrevista à imprensa em que admitia a prática de compra de votos, escrúpulos e consciências por parte do Executivo, tendo Zé Dirceu, um dos presidentes “de fato” da República. Jeferson, porém, sabe-se lá a que custo de ameaças ou propinas, isentou Lula de culpa. O ex-gordo e comandante da tropa de choque do Collor, jogou toda a culpa no Dirceu que, como bom zagueiro e comandante de quadrilha, recebeu as denúncias, não entregou os parceiros, culpou os adversários de perseguição política, jurou inocência, levou bengalada de um invejável e indignado brasileiro e saiu do cargo como se nada tivesse acontecido. Depois de uns meses mergulhado, voltou à tona com consultorias, lobbies, assessoramento remoto, palestras... Ou seja, aconselhando quem puder pagar a como burlar as fiscalizações do Fisco e da polícia e a quem procurar em Brasília e outros sítios para fazerem negócios e negociatas. Está livre, rico e influente e sem a perseguição da imprensa que tinha quando governava de dentro do Palácio do Planalto. Em outras palavras, está bem melhor agora do que quando no poder de direito. O de fato é mais tranquilo.

            Esse episódio apresentou ao país, da pior forma possível, figuras como Delúbio, Genoino, Severino Cavalcante, enfim quarenta ladrões devidamente processados pelo ministro Joaquim Barbosa e absolvidos pelo esquecimento, como é práxis em julgamentos de bandidos de colarinho branco e com amigos nas altas rodas. Lula, o chefe da gang, bastou dizer que nada sabia que tudo se acalmou para seu lado. Fico pensando se essa maneira de escapar de acusações fosse algo tão fácil: o cara mata a esposa, chega frente do delegado e diz “eu nem sabia que aquilo era uma arma ou que aquela mulher era minha esposa, autoridade”, aí o delegado liberava o assassino com um tapinha nas costas e um pedido de desculpas. Lula criou a desculpa perfeita, diversas vezes utilizadas nesses seus sete anos de mandato.

            Mas essa história toda só serviu pra mostrar aos eleitores mais desavisados uma maneira de se fazer política há séculos, no Brasil. Lembram-se de como Odorico Paraguaçu comprava votos de eleitores com um par de sapatos, um pé antes da votação e o outro depois da apuração? E de como comprava o apoio dos vereadores com promessas de emprego para a família, caixão para a sogra, roupa para o batizado do bebê, ambulância...? Nem Odorico e nem Dias Gomes criaram o mensalão e a corrupção de políticos por políticos, de legisladores por executivos, apenas retrataram, um escrevendo e outro agindo na ficção, o que viram muito nos muitos Brasis desse Brasilzão.

            E o que aconteceu com os mensaleiros petistas e seus compadres pepistas? Nada! Muitos são autoridades, outros estão submersos em cargos do terceiro escalão, alguns dirigem seus partidos (ta, me refiro diretamente aos petistas que fazem parte da Executiva do partido). Todos impunes. Pode-se considerar impunidade até mesmo a perda de direitos políticos de Zé Dirceu que faz fortuna, ou aumenta a que já tinha, aqui e no exterior e não sofre perseguição dos jornalistas e nem tem que dar explicações diárias sobre as besteiras que ele e seu chefe de papel  faziam desde a hora em que acordavam até o fim do dia, a cada dia.

            Agora, com o espetáculo do mensalão do Arruda, vemos os petistas cheios de puã, exigindo a punição exemplar dos corruptos, pregando a intervenção federal no Distrito Federal, acusando todo o DEM de corrupto, empunhando foices, espadas e martelos para decapitar o monstro corrupto da direita reacionária, como gostam de chamar a todos os que lhes fazem oposição.

            Muito justo que se exija a prisão dos salafrários, sua expulsão da vida pública, sua prisão, a devolução de tudo o que desviaram do cofre público, independentemente de que partido, corrente ideológica os amigos que tenha, mas não se pode cobrar a aplicação da pena dura ao mesmo tempo em que abriga sob suas asas bandidos tão ou mais sujos do que aqueles a quem apontam os dedos sujos da tinta de cédulas desviadas do curso legal.

            Que sejam presos e jamais soltos José Arruda, Paulo Otávio, Geraldo Naves, Wellington Moraes, Haroaldo Carvalho e todos e cada um dos demais envolvidos no mensalão brasiliense, mas, por ordem de chegada, que antes sejam também exemplarmente punidos o Zé Dirceu, Delúbio, Daniel Dantas, Lula, Roberto Jeferson e todos e cada um dos mensaleiros petistas que há cinco anos gargalham das nossas caras de babacas pagadores de impostos que nada podem.

            E eis que na hora em que fecho esse texto, a Roberta Blancato me manda esse link em que se mostra envolvimento do PT também no mensalão brasiliense, que deixa de ser mensalão do DEM.

            E antes de acabar, meu muito obrigado à Ana Graña, que foi quem sugeriu o tema desse post.

@Marcos Pontes


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