Diz a Wikipédia: é uma estratégia de propaganda política baseada na exaltação das virtudes - reais e/ou supostas - do governante, bem como da divulgação positivista de sua figura. Cultos de personalidade são freqüentemente encontrados em ditaduras, embora também existam em democracias. O termo culto à personalidade foi utilizado pela primeira vez por Nikita Khruschov no "Discurso secreto" para denunciar Josef Stalin. Khrushchov citou uma carta de Karl MArx, que critica o "culto do indivíduo". Um culto da personalidade é semelhante ao apoteose, exceto que ele é criado especificamente para os líderes políticos.
Numa pequena reforma política e durante as discussões da Lei de Responsabilidade Fiscal, no Brasil passou a ser proibida a divulgação dos nomes dos governantes em obras públicas, em fachadas de prédios públicos, em timbres de documentos oficiais, enfim, tentou-se diferenciar a coisa pública das propriedades privadas. Aspirava-se, com isso, desassociar as obras dos administradores que as realizavam.
Não era raro ouvir o cidadão referir-se à escola do prefeito beltrano, a avenida do deputado fulano de tal, o estádio do governador “raimundinho” e por aí a fora. Ainda persiste o hábito, embora em menor volume. Resquícios do país que acostumou seus cidadãos a viverem comodamente silencioso e à sombra do Estado e dos pseudo-estadistas.
Tudo ia bem, até a administração atual se instaurar.
Com marqueteiros e jornalistas à mancheia em sua folha de pagamento, seja dentro do país, seja nos escritórios montados na Europa, à bagatela de R$ 750 mil mensais, o governo federal não perde a oportunidade de ligar qualquer realização pública federal à imagem do beócio presidente, ou presidente beócio, como preferir, dá na mesma. Até mesmo aqueles projetos que fizeram água ou nasceram mortos, como o Fome Zero, tinha a barba da Anta Bípede estampada no fundo dos pratos vazios.
Os sectários seguidores do líder (não direi nosso líder porque me recuso a ser liderado por ele e porque ele governa para os seus, não para o país), qunado não têm argumentos para defenderem a administração e suas realizações ou como negar as denúncias de incompetência, desmandos, viés ditatorial, corrupção ativa, passiva ou de alguma nova modalidade que seu grupo é capaz de criar, desconversa e cita a personalidade do chefe.
Como cortina de fumaça para as besteiras da gang, exaltam-se as qualidades do capo. Assim agiram os aseclas de Lênin, de Stálin, de Mao Tsé-Tung, de Papa Doc, de Hitler, do Padre Cícero, de Peron, de Idi Amin… Os déspotas, ditadores, caudilhos, assasinos oficiais, desde os tempos imemoriais, tiveram sua imagem mais divulgada e até divinizada do que os roubos, a incompetência, as mortes que provocavam.
O Brasil passa por isso. Lula não é um assassino, lógico, mas a corrupção lhe impregna as vestes. Impossível se justificar, por exemplo, a fortuna amealhada em 20 anos se nesse período ele jamais trabalhou oficialmente. Como presidente de sindicato ou deputado federal, os únicos expedientes que deu, não seria fazer fortuna limpamente. Mas ele o fez. E a qualquer ameaça de se cavucar sua vida, de verdade e não nessa brincadeirinha milionária de sua pseudo biografia filmada pelo Barreto, a claque faz barulho, alega discriminação pelo homem de infância pobre (os mais tolos alegam sua pobreza atual), pregam a ira contra os que criticam sua pouca escolaridade, colam em nós, opositores, a pecha de preconceituosos, elite branca ( sendo elite, em qualquer lugar do mundo aquele que detém o poder, e um crioulo como eu só não se ofende em ser chamado de branco porque esse negócio de cor de pele é uma das maiores imbecilidades humanas).
O governo pode até ter opositores, isso a base assalariada admite, mas seu líder é intocável. Criticar o presidente é motivo para a execração pública daquele que ousa levantar argumentos contra o quase divino dirigente sindicalista, antes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, hoje do Sindicato de Ladrões de Brasília, São Bernardo e alhures.
Para os seguidores do divino líder, o governo e Lula não têm oposição, mas golpistas. Opositores não são apenas seguidores de outras ideologias e ideais, são golpistas. É um caminho perigosíssimo.
São muitos os exemplos de líderes ao redor do globo e no decorrer da história que, em sua vaidade suprema, preocupavam-se mais em endeusarem suas imagens do que dirigirem com competência e responsabilidade. Em todos os casos, de Átila, o huno, a Saddam Hussein, nós sabemos bem como a história acabou.
©Marcos Pontes


