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quinta-feira, janeiro 25, 2007

Jean, Folha de São Paulo


  • Ainda estou entendendo o tal PAC, lançado pelo governo, mas se os tucanos estão falando tão mal, alguma coisa de boa esse pacotedeve ter.

  • Por falar em PAC, uma coisa tem me chamado a atenção, o uso do FGTS para fomentar a construção civil. Quando havia o BNH, Banco Nacional da Habitação, o FGTS era utilizado para a construção de moradias populares. O BNH mostrou-se um fracasso devido às fraudes e à ma administração, sem falar que o país vivia numa inflação gigantesca, o qe ajudava o governo a lesar o mutuário, criando dívidas impagáveis, juros sobre juros e coisas que tais. Por outro lado, empregado nenhum teve seu dinheiro confiscado. Isso poderia acontecer se ocorresse um boom de demissões, fazendo que os cofres públicos ficassem esvaziados, sem dinheiro para pagar os demitidos, o que seria uma catástrofe, mas uma catástrofe infundada.
    Mesmo na década de 80, quando o país praticamente não cresceu, os demitidos ficaram sem receber sua parte no Fundo.
    Por isso não vejo, na minha inocência econômica, por que não se usar esse dinheiro para ajudar a reduzir o déficit de moradias por que passa o Brasil.
    Porém, creio que os juros dessa poupança forçada poderiamser maiores, uma vez que alguém vai lucrar com ele, as construtoras, e alguém vai pagar, os mutuários. São apenas 6% ao ano, de lucro real.

  • Os tempos mudam... Dessa vez a recepção que Lula recebeu em Davos foi diferente daquela dos anos anteriores. Talvez ressabiados com os rumos que a América LAtina vem toando, graças às atuações malucas de Chávez e Morales, levando na carona Brasil, Equador e Uruguai, os governos e empresários do primeiro mundo preferiram dar um gelo em Lula. Quem tem recebidoas loas é a China, crescendo mais de 10% no ano passado, comprando e vendendo às toneladas e cabeça de ponte da Organização Mundial do Comércio.

  • O Lino Resende está convidando os blogueiros para um post coletivo no próximo dia 30, dia mundial da não violência. Quem se interessar, pegue seu selo no blog dele.

Faça parte da corrente

  • Ainda de férias e desaco cheio de não fazer nada, resolvi aventurar nas telas de pintura. Um ótimo passatempo. Com tintas e pincéis nas mãos, tenho me ocupado horas, daí pouco tempo para outras coisas, inclusive postar. Perdoem o posts menorese menos atraentes, mas agora estou com outra paixão.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Silvino, A Charge On Line


  • A briga pela presidência da Câmara pode gerar um novo Severino. Preparemo-nos.

  • Na Europa já estão pensando na prescrição do Prozac para crianças. A neurotização globalizada, depois da erotização desmedida.

  • Um chinês que seria julgado por estupro, fingiu que estava em coma para tentar fingir do julgamento, mas o médico não caiu na dele e o desmascarou. Como é que um sujeito finge estar em coma? Deve ser mais difícil do que qualquer homem fingir orgasmo.

Há alguns dias, policiais do Rio mataram uma brasileira que vivia na Noruega e visitava a cidade com o marido, enquanto brincavam com suas armas e uma delas disparou acidentalmente, atingindo a brasilera na cabeça. Num ato de política da boa vizinhança, os policiais cariocas resolveram dar uma chance aos turistas permitindo que eles, os turistas brincassem com suas armas. A palhaçada aconteceu no Trigésimo Terceiro Batalhão, em Parati. Na foto abaixo, uma das turistas brinca de ser presa. Olha a cara de alegria do PM ao brincar de mocinho e bandido com uma loiraça gringa.
O blog foi retirado do ar

  • O blog onde foram postadas as imagens foi retirado do ar.
    É por gente com esse preparo técnico que a população é protegida.

terça-feira, janeiro 23, 2007

Dumm, Hoje em Dia, MG


  • Henrique Paes Bezerra é um garoto alagoano de 22 anos e acabou de ser aprovado no vestibular de História na Cesmac, e aguarda o resultado da Universidade Federal. Até aí nada demais, a não ser por um pequeno detalhe: Henrique é portador da Síndrome de Down. E o rapaz nem precisou de cotas. Parabéns a ele e à família.

  • Correntes no Orkut não é nenhuma novidade e é das coisas mais ridículas existentes na internet. O que me causa espécie é ver tanta gente em condições sociais privilegiadas, como médicos e advogados fazerem parte dos que as propagam. É a prova que diploma universitário não extingüe a idiotice.

  • Saca aquele saquinho com Q-Suco que é vendido em todo o país e que tem dezenas de nomes: geladinho, chope, sacolé, dim-dim...? Um sujeito aqui da cidade resolveu inovar. Criou o geladinho "da fruta" comleite e o geladão. Um saquinho de 300 ml. Putz!, se um saquinho pequenininho já é ruim, imagina um sacão desses.

  • De novo Juca Chaves:
    "cai, cai, cai, cai
    outra construção civil
    realmente ninguém segura
    a arquitetura do Brasil"
    Dessa vez em Minas Gerais. Um andaime desmoronou com vinte trabalhadores sobre. Três morreram. Por onde anda o CREA?

  • O momento é de se discutir o PAC, Plano de Aceleração do Crescimento, lançado ontem pelo governo federal. Não sou nenhum economista e nem tenho a mínima idéia do que sejam várias siglas, sinônimos de fundos, taxas e impostos, por isso não vou partir para o "não entendi e já não gostei". pela reação dos políticos, principalmente os governadores, o que ficou claro pra mim é que, pelo menos politicamente, nada muda.
    Quem é da base aliada elogiou o pacote; quem é da oposição criticou ou foi lacônico, caso do Aécio Neves que, igualzinho faria seu avô Tancredo, ficou em cima do muro no tipo "vamos ver como é que fica".
    O que percebi é que nas áreas da construção civil e tecnologia, tanto naprodução quanto no comércio, os incentivos foram bastantes, os maiores que já vi em pacotes oficiais anteriores. Seja na redução de impostos, seja na abertura de créditos. Isso, para gatos escaldados como eu, não significa redução de preços para o consumidor, mas aumento de ganho para os produtores, como aconteceu com os livros, que tiveram os impostos reduzidos no último ano e os preços continuaram os mesmos ou aumentaram. Quer comprovar? Cheque os livros escolares de seus filhos, sobrinhos, afilhados...
    Uma coisa, porém, não gostei nenhum pouquinho no pacote: a extinção da Rede Ferroviária Nacional e da Companhia de Navegação do São Francisco, uma continuidade no sucateamento do transporte de massa iniciado no governo FHC. Sempre achei inaceitável um país desse tamanho se deslocar basicamente por rodovias. Na época de JK foi justificável, mas ficamos atrás do bonde da história. Basta ver o que acontece na Europa e mesmo na Índia, onde o trem, que é mais caro de se implantar, mas muito mais barato na operação e manutenção, são meios de transporte de grande parte da produção e de passageiros. A quem interessa isso senão à indústria automobilística (de onde veio o presidente) e à indústria do IPVA?

  • Também tenho meu lado fútil (ainda bem). Realizei esse teste e deu esse resultado. É a minha cara, ara quem quer me conhecer melhor.

  • Nem tomaram posse e 45 deputados federais já mudaram de partido. Pelo percentual, fica claro que não será nessa legislatura que haverá uma reforma política profunda como o Brasil necessita há ddécadas.

  • Tomei conhecimento deste site no blog do Lino Resende. Achei interessante e me inscrevi por lá, não no intuito de ser rankeado como ele, merecidamente o foi, mas por ter uma lista inumerável de blogs de todo o mundo. Ótimo lugar para se passear. Conheçam oTechnorati Profile"> Technorati.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Tempestade


Noite absoluta
De estrelas apagadas
Luz ausente
Flashes no horizonte
Absurdamente noite
De silêncio de vento
Relâmpagos no horizonte
Pescador não vai ao mar
Periga não voltar
Assovio no negrume
Assovio de sereia
Pescador não vai ao mar.

sábado, janeiro 20, 2007

Jottas, Expresso Popular, SP


  • A polícia canadense colocou no You Tube a fita de segurança de um posto de gasolina. Pouco tempo depois recebeu um telefonema denunciando quem eram os bandidos. Foi o primeiro caso de solução de um crime que contou com a ajuda do You Tube. Louvável. No Brasil isso não aconteceria. O tempo todo vemos imagens do Congresso Nacional e ninguém é preso...

  • Assisti num documentário na TVE que o dinheiro enviado para o Brasil pelos mestres de capoeira ao redor do mundo é mais vultoso do que o que o país recebe pela venda de soja. Impressionante! Se isso for fato, além de surpreendente, é a quebra do senso comum de que baiano é preguiçoso. Vamos encher o Congresso Nacional de capoeiristas!

  • A Polícia Civil do Ceará desbaratou uma quadrilha de traficantes de drogas. Nem uma novidade até aí. O que chamou a atenção dos policiais e da imprensa é que co os traficantes foram encontrados uma carteira de trabalho, nove carteiras de identidade, dois títulos de eleitor, um certificado de reservista, quatro carteiras de habilitação, duas certidõs de nascimento e um cartão de Bolsa-Família. Eram a garantia de que os viciados pagariam suas dívidas. Viu só? A Bolsa-Família não serve só pra comprar cachaça, como afirmam os críticos do programa e do governo.

  • Você acredita em mula-sem-cabeça, boi-tatá, lobisomem, curupira, saci-pererê e negrinho do pastoreio? Claro que não, isso são invencionices de pobres, capiaus, analfabetos. Bobagens.
    E em fadas, bruxas, duendes, pé grande e na Atlântida, você acredita? Bom, aí a coisa é diferente. Se foram os europeus e norte americanos que afirmaram a existência dessas entidades, a coisa deve ser séria. Imagina se povo do primeiro mundo inventaria essas coisas.
    E em disco voador e seres intra terrestres, você acredita? Como não? Óbvio que isso existe! Há um fundamento científico sério que comprovam a existência deles.
    Pois é, santo de casa não faz milagre mesmo.

  • Do discurso à prática há uma distância abismal, Dante Alighieri já sabia disso. Diariamente a gente vê uma das muitas celebridades nacionais aparecerem diante das câmeras defendendo a ética, a retidão, a honestidade, a cidadania. Mas seus exemplos deixam tanto a desejar...
    Hebe Camargo continua defendendo Paulo Maluf e se dizendo sua eleitora. Belo exemplo.
    Geovani e Oscar fazem propaganda de equipamentos de ginástica passiva que não têm nenhuma comprovação de eficácia, tudo em troca de algum dinheiro. Decepcionante.
    Artistas globais foram os primeiros a fazerem propagandas dos bancos que abrem crédito para aposentados, incentivando-os a se endividarem em troca de juros baixinhos. Aí apareceu a Polícia Federal e mostrou as muitas falcatruas que envolvem aquelas instituições financeiras. Os artistas sumiram, acabaram-se as propagandas, mas muitos velhinhos já estavam endividados e com sérios problemas para sanarem as dívidas contraídas.
    Essas pessoas têm uma obrigação social enorme, mas, assim como um popular qualquer, como você e eu, colocam sua situação financeira à frente dos interesses gerais. A diferença é que sua palavra tem um peso enorme para boa parte da população.
    Agora aparece o Ronaldo Ésper, senhor de todas as razões, o único que sabe das coisas, com excessão de seu desafeto Clodovil, outra sumidade em sapiência, preso por roubar dois vasos de mármore em um cemitério. Que vergonha... O cara aluga - não vende, aluga - um vestido de noiva por R$ 4.500,00 e não consegue desembolsar algumas centenas de reais para comprar dois vasos? Ou será que a coisa não é não poder pagar, mas a velha máxima popular que diz que "a ocasião faz o ladrão". Vergonha!
    Lógico que as socialites paulistanas quatrocentistas vão sair em defesa do costureiro, serão solidárias ao pobre moço depressivo que atravessa momentos difíceis, toma remédios de tarja preta que o incapacitam de raciocínios sensatos. Encherão as revistas, sites e televisões de fofoca com suas desculpas altamente coerentes. Um advogado cujos honorários são maiores que a soma dos salários de uma rua inteira de classe baixa, fará de tudo para que o costureiro, pego em flagrante, seja colocado em liberdade, vítima de uma injustiça que foi.
    Mas a pobre dona de casa, se roubar uma lata de leite para alimentar seus filhos famintos, irá para uma cela escura, sem escusas de quem quer que seja. A mãe está errada? Sim. Mas erro maior é desse senhor, que roubou por capricho e não por necessidade, assim como fazem muitos de nossos políticos.