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domingo, junho 06, 2010

Goliastein

 

O vídeo acima é a sensação do momento entre os democratas do Twitter. Não confundir democratas com os quadros do DEM. Me refiro aos democratas de todas as matizes e pedigrees. Por incrível que pareça, no PT também existem democratas, apenas não perceberam ainda que estão no partido errado ou são tão idealistas que creem que, como Davis, poderão mudar o modo de pensar no Golias. Os democratas petistas de boa cepa não notaram que esse Golias está mais para o monstro do doutor Frankenstein muito piorado, diga-se de passagem. O Goliastein petista tem a testa recapeada do Zé Dirceu; o bigodinho que esconde o mau caratismo do Mercadante; as orelhas e olhos que quem espiona à distância do Franklin Martins; o cérebro defeituoso de Berzoini; os bolsos largos do Vaccarezza; a mão grande de Genoíno; o sexo mal resolvido da Marta; as pernas rápidas da Dilma (aquela que correu da ditadura depois de ter levado uma dura e ficou entocada de 1973 a 1985 sem que alguém consiga afirmar com segurança em que toca ela se escondeu); a empáfia do seu presidente de honra, aquele cara a quem admirei um dia mas que vem demonstrando, dia após dia, que sabe mais de propaganda pessoal do que seu remodelador, Duda Mendonça, e de quem evito falar o nome, algo que me dá náuseas. Já falei de suas má qualidades em post anterior, não me alongarei nessa parte anatômica, embora psicológica, do monstro vermelho. Esse monstro tem também a boca mal cuidada do Marco Aurélio Garcia, de quem as palavras saem podres, misturadas com lascas de tártaro e maledicências.

O vídeo em que o Marcelo Madureira mostra que os comunistas/socialistas não são, necessariamente, maus caráteres sectários e pouco analíticos, não são por definição vaquinhas de presépio, que podem analisar e abandonar o barco quando esse passa a ter mais ratos que marujos. E foi nesse barco putrefato que transformou-se a esquerda brasileira após ter conquistado o poder supremo. Aliás, para qualquer democrata de verdade, a presidência da República e toda a máquina a ela atrelada são apenas um poder transitório que deve ser exercido para zelar pelo rumo certo do país, zelando-se com rigor pelo bem estar de toda a comunidade brasileira, ao contrário do que vemos acontecer sob a batuta petista. Os caras assumiram o poder com um projeto de 40 anos de manutenção do poder. Algo que eles próprios condenavam nos governos anteriores.

Me é ainda muito clara a imagem daquela horda vermelha de universitários que maldiziam as oligarquias, defendiam a alternância de poder, pregavam ardentes a liberdade de expressão, contraditoriamente aspiravam a ditadura do proletariado em que a vontade popular sobrepujava o fisiologismo dos partidos e dos grupos políticos e econômicos... Mas, como diz o Madureira, quem manda no país hoje era aquela turma que não estudava. A começar pelo presidente que orgulha-se de jamais ter lido um livro inteiro.

A respeito dessa ignorância confessa, seus partidários nos acusam, a nós oposicionistas, de facistas, reacionários, preconceituosos, na velha defesa da ignorância que a esquerda tomou como bandeira como forma de conquistar as classes mais pobres. Dizem admirar o trabalhador analfabeto e assim conquistam sua simpatia. A pior é que fazem de tudo para que essa massa continue sem informação, mais fácil de manipular. Outra coisa que cansei de ouvir em seus discursos nos meus tempos de escola: os generais querem o povo analfabeto para melhor manipulá-lo. E é justamente essa a arma que o PT e seus coligados atuais usam. Abusam da propaganda, aumentando em mais de 2000% os veículos de comunicação de massa que divulgam a propaganda oficial.

Ah, a propaganda, a galinha de ovos dourados dessa administração. Difícil crer, mas os investimentos em propaganda superaram o feitos em saneamento básico. Lavagem cerebral em massa. E o povaréu se deixar assear a massa cinzenta, permitiram que essa corja encarnada pense por ele; entregou sem resistência o cheque, a caneta e os livros aos que fazem da ignorância casada com a propaganda a mais efetiva arma de conquista de votos e encabrestamento do eleitor.

Mas ainda não nos entregamos. Há o grupo dos 15% que ainda luta pelo desmascaramento do ditadorzinho fantasiado de democrata e sua camarilha goebelliana fantasiada de assessores.

O monstro Goliastein não tem boa aparência, não tem bom hálito, tem péssimos ideais os hábito alimentar antropófago é seletivo, só come carne não vermelha, porém come com muita fúria e é insaciável. As melhores partes do corpo de suas presas, são o cérebro e a língua. Ocupam o cérebro com a repetição de mentiras e arrancam a língua para que, ao serem devorados, seus jantares não gritem a verdade.

©Marcos Pontes

sexta-feira, junho 04, 2010

Tornei-me um mentiroso

 

A gente muda, isso, mais que um clichê, que uma observação óbvia, é uma indefectível verdade. Ontem, dando uma olhada no cabeçalho deste blog que alimento desde 2005, percebi que tornei-me um mentiroso sem perceber. Sem maldade, mas mentiroso.

Diz ali em cima “crítica de lado nenhum a não ser do lado oposto dos profissionais partidários” e isso deixou de ser verdade.

Nos dois primeiros anos do governo lula, quando eu escrevia num outro blog, poupei o governo e o governante de críticas mais duras. Acredito que há a necessidade de o novo governante levar um tempo para desatar os nós deixados pelo antecessor para, só então, conseguir dar seus próprios nós. Sendo o mandato presidencial de apenas quatro anos, dois já seriam até demais ou não se governaria em quatro.

Nos dois primeiros anos Lula e sua gang não sabiam que rumo dar ao país e gastavam tempo, saliva e nossa paciência culpando o governo de FHC por todos os problemas nacionais, mesmo os que Pedro Álvares Cabral já havia encontrado. Já que não havia jeito, tinha que dormir e acordar sob a sombra dessa mácula chamada PT, dava minhas marteladas aqui e ali, criticava um pouquinho um ministro, uma estatal, um projetinho sem vergonha, mais pelo hábito crítico do que pela ânsia de bater.

Porém também fui cansando de ser bonzinho. O país não andava, a quantia gasta em propaganda superava as verbas para saneamento básico; aumentavam-se os salários de algumas categorias, mas não se cobrava a contrapartida em qualidade; a infraestrutura continuava para as carroças a que se referira Collor em 1990 e nada melhorava, somente a qualidade das carroças; os escândalos pipocavam diariamente, não pela melhoria na eficiência da Polícia Federal e demais órgãos fiscalizadores, mas porque a corrupção crescera sob o tráfico de influência dos novos comandantes, pela sede com que os vermelhinhos assumiram o poder, ávidos de comerem tudo o que não comeram em toda a história da República; a desagregação social bancada pelo governo assustava desde que a ministra das tapiocas pregou que negros poderiam agredir brancos em nome do resgate histórico, mas brancos não poderiam agredir negros, isso é racismo, piorando com os discursos do presidente pregando a insurgência de pobres contra ricos, vilanizando quem estuda, produz e emprega e vitimizando analfabetos, despreparados, pobres e periféricos; os ditos “movimentos sociais”, em sua maioria ONGs bancadas pelo erário com objetivos lindos no papel e podres na prática, mandando e desmandando, invadindo propriedades públicas e privadas sem jamais serem importunados pela Justiça. Teve o assustador exemplo dos “agricultores vítimas de hidrelétricas” assumirem a sala de comando da hidrelétrica de Tucuruí e ameaçar apertar os botões, algo que seria um crime duramente penalizado, mas que sob a proteção petista e companheiros não passou de xiste de um companheiro; as tiradas futebolísticas ou sexuais do governo, que vai do “meio de campo entrosado”, de Lula, ao “relaxa e goza’, da Marta. Do “top-top”, do Marco Aurélio Rei do Tártaro Garcia, aos dois “ponto G”, do mesmo beócio-presidente; as mentiras deslavadas do Lula, a primeira assustadora no “eu não sabia de nada” (com dupla negativa pra ficar mais próprio de sua semialfabetização), e seu sequazes, uns apoiando os outros nos desvios pecuniários e morais contumazes e repetitivos; da marolinha que não nos atingiu, segundo o chefe da gang, mas que, contraditoriamente, não nos permite crescer e ainda causa a necessidade de cortarmos gastos no orçamento; a candidatura mais esdrúxula que Lula poderia tirar de sua algibeira para tentar eternizar-se no comando e que tenta nos enfiar pelos gorgomilos abaixo...

Por todo o conjunto da obra infelizmente inacabada, mas que ameaça nos acabar, mudei. Não posso mais dizer que sou um crítico geral. Mesmo não sendo um “serrista” ou um tucano sacramentado, tornei-me, pela força das circunstância, o crítico ferrenho e irremediável do PT, de Lula, de Dilma, do governo atual e de qualquer coisa referente a essas coisas.

©Marcos Pontes

quinta-feira, junho 03, 2010

Campanha de eleitor

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Confesso que tem horas que dá vontade de desistir, embora a campanha ainda esteja em seu aquecimento.

Para um cidadão apartidário como eu, uma campanha eleitoral é dividida em quatro partes: 1. Análise dos candidatos; 2. Definido o candidato, ajudar a promovê-lo; 3.Pode até não ser lá muito democrático, mas a cultura política brasileira nos leva a espinafrar e desacreditar os candidatos opositores ao que escolhemos; 4. Dar pitacos, divulgando ou criticando, nas plataformas dos candidatos.

Numa eleição polarizada entre PT e PSDB, escolher candidato ficou fácil. Nem pensar em votar em venais bissextos, aqueles que se candidatam somente para promoverem seus partidos, ou por um ego defeituoso ou para ganharem uma graninha no caixa 2 de campanha. Política é coisa séria, o que me leva a excluir, antes de se mostrarem, os Plínio de Arruda Sampaio, Mário Oliveira, Brandt e sabe-se quantos outros do naipe. Vamos deixar a política pra gente minimamente preparada para a missão e nesse rol eu coloco, mesmo a contragosto, a Dilma, que tem experiência ministerial e em empresas públicas. A Marina, que também foi ministra e segue uma trajetória que lembra em parte a de seu ídolo, Lula.

Ambos foram pobres e encontraram em suas vidas quem lhes desse orientações políticas e conhecimentos teóricos sobre a história política ao redor do mundo e é aí que se acabam as coincidências. Lula, alérgico a livros e leituras – tanto que assina decretos, projetos, medidas provisórias, nomeações ou qualquer documento sem ler, como já confessou em mais de uma ocasião – aprendeu aquilo que seus luas pardas quiseram que ele aprendesse. Com tutores políticos como Greenhalgh, Mangabeira Ünger, José Dirceu, Aloísio Mercadante, Antônio Palocci, Berzoini e mais uma carrada de outros da mesma baixa estirpe moral,além de sua já cantada, decantada e decorada vaidade, Lula foi guiado malevolamente para os caminhos tortuosos e derrotados da esquerda ditatorial stalinista, maoísta e, mais recentemente, bolivarianista. Seria apenas uma trajetória malfadada ao insucesso se isso não significasse que junto consigo, o presidente leva todo o país.

Já a Marina não. Esta teve oportunidade de estudar e estudou. Foi procurar conhecimento teórico científico, embora numa faculdade de história de uma universidade federal o que significa antro da esquerda distorcida latinoamericana. Aliás, via de regra, as faculdades federais da área social – Comunicação Social, Ciências Sociais, Serviço Social, História... – têm linha esquerdista, com viés socialista, comunista nessa ou naquela coloração, mas esquerdista. Mas isso não importa nessa comparação. Lula é um imbecil que se deixar guiar por urubus espertalhões, enquanto Marina é esquerdista de universidade, livros e catequese religiosa que ainda é amplamente praticada nos confins amazônicos.

Lula não é candidato, coisa rara desde o quarto quarto do século passado, mas tentar nos enfiar goela abaixo a Dilma, tentando pintá-la com cores que a façam sua imagem e semelhança feminina. É o primeiro engodo dessa campanha de mentiras e, mais recentemente, dossiês terroristas, prática comum nas campanhas petistas desde seu surgimento nos anos 80.

Dilma nasceu rica, Lula pobre. Dilma foi educada em escola católica de tradição em boa educação, Lula abandonou a escola pública na quinta série e nunca mais voltou a um banco escolar. Dilma tornou-se socialista, guerrilheira, terrorista e delatora dos companheiros clandestinos por opção, rebeldia de adolescente. Para bancar esses caprichos comunistas ela contava com a grana fácil do pai imigrante que se deu bem. Já o Lula talvez não saiba até hoje a diferença entre comunismo e capitalismo, repete o que lhes ensinam seus tutores acobertados pelo lençol encardido da corrupção, do tráfico de influências, das licitações fraudadas, dos superfaturamentos contumazes, da propaganda alienante. Tornou-se porta voz da camarilha mal intencionada que faz fortuna às custas do discurso de igualdade social. Para que Lula não se rebelasse por ser apenas carta manipulável e manipulada pela corja de ternos Armani, esse grupelho asqueroso também lhe deu fortuna. Nada mais mudo do que um socialista milionário.

Dilma é uma mentira ambulante. Pode até ganhar a eleição, mas jamais contará com meu voto, minha simpatia ou minha tolerância. Para evitar um desgaste pessoal de quatro anos, faço hoje passo a passo a trajetória de um eleitor que ainda não sabe o que é melhor para o país, mas tem certeza do que é pior.

©Marcos Pontes

domingo, maio 23, 2010

Emprego para dona Marisa Letícia

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Uma das práticas mais comuns nos quadros dos Poderes Executivos municipais, estaduais e federal, desde sabe-se lá quando, é a nomeação da primeira dama (a quase totalidade dos mandatários ainda é masculina) para a pasta de assistência social. É uma prática nepotista, mas, pelo menos, tirava da mulher a figura decorativa da primeira dama dondoca. No atual governo federal a primeira dama nos fez regredir, não abre a boca (e isso é muito bom) e lambuza-se com as benesses do cartão corporativo. Não foi nomeada ministra, não ocupa cargo oficial, mas tem salário sem fundo e benefícios mil.

O nepotismo deu lugar às despesas secretas, tratadas como de “segurança nacional” (uma elevação no status estratégico do Botox, do colorante capilar e mais um estoque de cosméticos e horda de cosmetólogos que a deixa com a mesma aparência das primeiras damas dos generais e qualquer outro governante brega da república desde Getúlio. Tirando dona Tereza Goulart que, além de jovem, era lindíssima e autêntica.

Dona Marisa Letícia, se não fosse semianalfabeta como o marido, poderia cuidar dos programas sociais federais, algo que qualquer Márcia Helena Carvalho Lopes é capaz de gerir a partir do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, um nome pomposo e quilométrico, bem do jeitinho petista de se propagandear.

A dona Marisa poderia ter feito o Fome Zero, que morreu no nascedouro e transformou-se num conjunto de ações, tivesse resistido à mortalidade infantil que o vitimou. Diz o Ministério que o FZ tem por objetivo dar acesso aos alimentos, fortalecimento da agricultura familiar, geração de renda e articulação, mobilização e controle social. E assim tem sido feito, embora jamais tenha prestado contas do dinheiro arrecadado em doações, com grana, obras de arte, artefatos de celebridades a serem leiloados... Já o fortalecimento da agricultura familiar tornou-se uma mentira – mais uma – que vai desde a falta de assistência técnica às famílias agricultoras, passando pela burocracia proibitiva para se conseguir crédito, dificuldade de escoamento da produção. Enfim, tudo como dantes no quartel de Abrantes. Com esses empecilhos que se mostraram intransponíveis, a geração de renda fica por conta do plantador e não do auxílio oficial.

Por outro lado, existe a bolsa Família, carro chefe da assistência social, que dona Marisa também poderia administrar com facilidade. A coisa é muito simples, desde o cadastramento das famílias a partir do CadÚnico, que é um sistema centralizado de cadastro da situação sócio-econômica das famílias até a retirada da grana na boca do caixa de uma lotérica pertinho de você. Não há fiscalização (daí as constantes denúncias em quase todos os municípios de gente que recebe o benefício sem ter direito ao mesmo e à evasão escolar das crianças beneficiadas, mas não fiscalizadas). A contrapartida não é vigiada, por isso a primeira dama estaria apta a verificar a aplicação e prestação de contas.

Junto com o ministro Lupi, do Trabalho, dona Marisa poderia dirigir o programa Primeiro Emprego, que prometia isentar de 1% do Imposto de Renda a empresa que desse o primeiro emprego a jovens de 18 anos. Este programa, se não me engano, ocupa a cova ao lado da do que prometia um lap top por aluno de escola pública. No caso do primeiro, os empresários fizeram as contas: sairia mais caro contratar jovens sem formação técnica do que pagar 1% dos impostos. Já o segundo foi abortado depois de se provar que os devaneios do presidente em produzir computadores a manivela, literalmente, além de caro geraria monstrengos ciberneticamente inúteis e ultrapassados. A indústria entrou em guerra pela concessão, mas desistiram ao perceber a inaplicabilidade da tarefa.

Mas não seja eu tão pessimista. Ainda resta emprego para dona Marisa, mui digníssima agraciada com a Ordem do Rio Branco, comenda máxima do Ministério das Relações Exteriores, historicamente conhecido pela pomposo alcunha Itamaraty, por seus préstimos incomparáveis na política externa brasileira (cá pra nós, deve ser a conselheira de confiança do ministro Celso Amorim).

Dona Marida poderia, fácil, fácil, administrar a política de cotas nas universidades e escolas técnicas federais. Em nome da igualdade e justiça social, o governo adotou a política da discriminação oficial pela cor da pele, condição física e/ou social. Os jovens pobres, pretos e deficientes não precisam mais se preocupar com acesso á universidade ou cobrar a melhoria da qualidade do ensino das escolas públicas. Estudando um pouquinho só a mais que seus colegas também pretos, pobres e deficientes físicos, seu acesso á universidade federal está garantido. Quanto ao emprego, não se preocupe. Pode fazer como as 500 costureiras que o governo do ceará treinou, mas que se recusaram a serem empregadas pela indústria para não perderem o direito à já citada bolsa Família. Pegue seu diploma, faça um monte de filhos e fique na rede ganhando seu sustento às custas dos filhos que não podem trabalhar, graças ao PETI – Programa de Erradicação do trabalho Infantil -, mas lhe dão dinheiro oficial em nome de justiça social.

Aliás, o PETI foi um grande avanço social, mas radicalmente severo. Erradicar o trabalho infantil é uma coisa, mas ele chega a ponto de proibir o pai, um sapateiro, por exemplo, de contar com a ajuda de seu filho como auxiliar em sua oficina. Se o PETI existisse desde os anos 50, Antônio Ermírio e Lauro Setúbal não teriam feito a fortuna que fizeram, Silvio Santos seria camelô até hoje e diversas outras fortunas não teriam se formado, além dos milhões de empregos e dólares que elas geraram para o país.

Fico agora em dúvida sobre o que é pior, o nepotismo em que são empregados incompetentes pelas mãos de padrinhos desonestos ou a ociosidade remunerada de parentes despreparados que sugam o erário em nome da segurança nacional e sua pseudo-beleza.

 

©Marcos Pontes

sábado, maio 22, 2010

Mudança de tática urgente!

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O PT é famoso, desde sua criação, pelo poder de mobilização de seus seguidores durante campanhas eleitorais.

Com o passar dos anos o sectarismo se infiltrou tão profundamente na alma dos petistas que a capacidade de discernimento e autocrítica foi para o espaço. Se a liderança do partido disser uma coisa, logo aparece uma horda vermelha repetindo o que foi dito. Isso às vezes, ou muitas vezes, cria situações hilariantes quando, por exemplo, o presidente fala uma coisa e um outro cacique fala o inverso e aí ficam duas correntes do partido falando coisas diferentes sobre o mesmo tema, numa clara demonstração se acompanhamento cego das palavras dos capitães do comando central.

Se essa postura da militância é nociva ao debate político, uma vez que evita-se o debate racional quando este se fixa na repetição das palavras que “o mestre mandou”, como numa brincadeira de boca-de-forno, por outro lado tem sido ela a maior responsável pelo crescimento eleitoral do PT. Por décadas repetindo a postura de papagaio analfabeto, que fala, fala, fala, sem saber exatamente sobre e o que está falando, a militância petista vem arrebanhando outros seguidores da lei do menor esforço, o eleitor que não questiona, que não se esforça em conhecer o Brasil e seus problemas, que perdeu o poder de vigilância e cobrança de seus representantes. E assim vem elegendo mais e mais gente.

Desde que assumiu o comando do talão de cheques, a coisa tem ficado mais fácil para o PT e seus caciques. Se não arregimentam pelo convencimento, o fazem pelo poder da grana. A imprensa é o mais cobiçado representante da sociedade civil organizada. Depois que a lei eleitoral proibiu os showmícios, os artistas foram alijados do processo eleitoral de convencimento, dando lugar aos jornalistas. Não foi à toa que o governo federal ampliou em mais de 2000% a verba de veiculação de propaganda, com mais e mais veículos transmitindo as cascatas de Brasília. Rádios, Jornais e televisões, além de sites internéticos, são mais e mais cooptados pelo poder da grana, seja o legal do PT, seja o do erário expropriado pelos marqueteiros do partido/governo, que terminaram se fundindo, confundindo a coisa pública com as posses milionárias do PT e seus chefes, ou donos, como preferirem.

“A força da grana que ergue e destrói coisas belas” ajuda a calar bocas e mudar consciências. Troca o lay out e a postura da candidata do PT à presidência, ensina-lhe a sorrir, a vestir-se, a tentar parecer mais simpática e eleva seu índice de popularidade eleitoral. Enquanto isso a oposição e sua militância dispersa perde mais tempo em espinafrar os institutos de pesquisa do que em elevar seus candidatos.

Está na hora de aprendermos com os petistas a nos mobilizarmos uníssonos, a batermos sem ouvir as vaias da torcida, em focarmos em questões deveras importantes, além da aparência física da adversária. A verdade nem sempre importa ao eleitor, que não tem saco em pesquisar se o que ouviu é ou não verdade, produto de uma educação em que a pesquisa sempre foi relegada a uma postura de copia-cola. Talvez devêssemos copiar a postura petista de apenas repetir o que diz o candidato sem questionarmos demais se ele tem ou não razão, se fala a verdade ou divaga, se suas idéias são viáveis ou delírio de louco. Chega de falar mal das pesquisas e trabalhar sério para reverter esse crescimento da candidatura pseudo-vermelha petista.

Não precisamos mentir, roubar, comprar votos e consciências, como tornou-se prática do PT, uma reprodução da política de seus líderes Lênin, Stálin e Mao, mas podemos aprender a falar a língua do eleitor que não lê jornal e nem conhece seu país além do campo da visão.

©Marcos Pontes