Posso estar errado? Sim, claro. Aliás, quase sempre eu acho que estou errado, mas não basta achar, espero as provas. Se eu não consigo provar que estou errado, que outro o faça, mas não na base do “eu acho”, quero provas e argumentos convincentes.
Politicamente me coloco mais à direita a cada dia, não por ser um direitista convicto, mas por não aprovar o esquerdismo puramente ideológico, sem a comprovação de que seria a melhor maneira de se governar o mundo. Não vou ficar repetindo ad aeternum que todos os países socialistas pioraram a vida de seus cidadãos, isso já é sabido, batido e rebatido, somente os cegos pelo ideologismo emocional não conseguem ver ou, se vêem, se deixar convencer ou admitir a derrota.
O comunismo pode ser a melhor forma de se administrar o planeta? Talvez o seja, até me permito pensar nessa possibilidade, mas antes ele teria que ser totalmente reformulado. Os atuais modelos socialistas e aqueles já reprovados pela história, definitivamente não trariam a melhoria global. Em seu relativismo, os esquerdistas argumentarão que o capitalismo também não provou ser o ideal, ainda mais agora nessa quebradeira generalizada. Também admito a possibilidade de achar o capitalismo falido e necessitando de reajustes sérios, sintonia fina entre os meios de produção e as aspirações sociais, a readaptação aos meios modernos de se viver. Quais seriam as mudanças? Não sei, deixo isso para os mais estudiosos e conhecedores do mundo, aos analistas científicos e aos globetrotters além do turismo de prazer, apenas posso afirmar que o socialismo marxista, stalinista, maoísta leninista, castrista, chavista ou petista não são a alternativa, simplesmente por se basearem na truculência, na mentira infinitamente repetida, na maquiagem de números e índices sociais, na lavagem cerebral gramscita, no apadrinhamento dos amigos do partido a despeito de sua competência questionável ou sua mais absoluta ignorância.
Esta semana leu-se muito sobre o descontentamento de Álvaro Uribe, ex-presidente colombiano, com a política externa lulista, sua incoerência, sua desfaçatez, sua megalomania alimentada por seres desprezíveis como Celso Amorim. E eis que Amorim volta ao ministério, embora em outra pasta, depois de oito anos dando conselhos estapafúrdios ao então presidente, aproximando o Brasil de regimes totalitários e ditaduras de décadas, desta feita na pasta da defesa, gerando descontentamentos dos militares, os mesmos a quem ele sempre agrediu, na velha postura rancorosa da esquerda que pegou em armas, mas condena as Forças Armadas por também terem pegado em armas. Aliás, depois de José Genoíno, outro sem caráter que combateu o Exército com arma em punho, ser agraciado com a Ordem do Mérito Militar.
Para a insatisfação dos generais, bem ao seu estilo, Lula, que deveriam não mandar mais em nada já que não tem cargo ou mesmo função oficial, tem a resposta nada conciliatória, o que deveria ser esperado de um sujeito que passou oito anos pregando a cisão nacional, escondido atrás da faixa residencial que ele disse que tinha vontade de levar para casa, e deve ter levado junto com o crucifixo do gabinete presidencial que furtou: "Não cabe aos militares gostar ou não gostar de uma indicação da presidente da República. Temos que aprender a trabalhar para depois ver se vai dar certo ou não".
Ora, quer dizer que na esquerda primeiro aprovam-se as medidas, fazem-se leis, indicam-se ocupantes de cargos para só depois analisar para ver se as medidas tomadas foram as corretas? Essa gente nunca ouviu falar em planejamento, análise, levantamento de custos e riscos? Nem ele, nem a presidente, nem o staff petistas pararam para pensar em perguntar aos generais quais seriam os bons nomes para presidir a pasta, par depois decidirem pelo melhor. Do ato da empáfia esquerdista, preferem impor um nome político, sabidamente despreparado emocional e ideologicamente para comandar as Forças Armadas e todo o sistema de defesa nacional.
Talvez por esse despreparo, esta cegueira ideológica, que tenham caído tantos ministros em oito meses de governo. Primeiro empossam-se os amigos, para depois perceberem que os nomes eram péssimos, mas aí o estrago está feito. Se isso traz ônus para a nação e desgaste para a imagem da presidente, pouco importa. O que conta é que eles detêm o poder, seu primeiro objetivo logo seguido pela riqueza. Povo, nação, gastos, roubos, falcatruas, justiça... Essas coisinhas são apenas percalços facilmente transponíveis pela máquina vermelha.
©Marcos Pontes