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terça-feira, fevereiro 06, 2007

O visualmente virtuoso abutre


V


Vivo o uivo
O silvo
Vaga
Voa
Vertical o uivo
A vulva
A válvula mitral
O vazio mortal
A vaca verde
Vende o véu vermelho
Vibra o alvéolo
A veia vela o vício
O Vaticano se vinga
Da vírgula velha
Ventral varíola
Varicocele
Via vaginal
Para o óvulo da víbora
Vasta vergonha
A vasculhar com vassoura
As varizes da prima-vera
O vagabundo varrido
Vadia
Vigia o vigia
Que vigia o varal
Várias vezes o vendilhão
Foi visto
Veludoso
Venerando a vulnerabilidade
Da virgem.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

O Rapto de Europa, Matisse.


Acho


A língua portuguesa, embora falada em todo o país, épara poucos quando se trata de escrever, ler e entender a mensagem. Antes que me acusem de presunçoso, devo dizer que suo sangue quando se trata de fazer um texto. Para piorar, não sou nenhum gramático, lingüista, lexicógrafo ou coisa que o valha. Apenas um teimoso.

Mas voltemos ao português.

Não tenho paciência para assistir a uma entrevista com jogador de futebol, por exemplo. Não sópela maneira entediante com que se expressam, como se as palavras mordessem, com aqueles ééé... popularizado por Rivelino quando ele jogava. Depois veio Marcelinho Carioca colocando "onde" onde não cabia. Por exemplo: eu estava na cara do gol, onde chutei a bola para fora. Quando, seria mais adequado. A propósito, ele também não falaria para e, sim, pra, como qualquer um de nós numa conversa falada.

Opa! Pleonasmo? E existe alguma conversa que não seja falada? Quem não conhece o MSN e o SMS podem achar que não. A gramática não está morta, precisa se atualizar com os costumes.

E o que falar do "acho". Aí já não é privilégio dos jogadores, é uma mania nacional. "Eu acho qu sou prifissional...", "Eu acho que estou com fome..."... Essa parece piada, mas encontrei um computador ligado à internet por ondas de rádio. Quando iniciado surge a mensagem "acho que está conectado" ou "acho que não está conectado". Caramba! Até computador está por uma fase de incertezas?

Mais um devaneio. Voltemos ao onde. Já reparam que essa palavrinha está na moda entre os futebolistas? Ele veio com o pé alto onde me atingiu na coxa. Por que o sujeito não usa o que?

Outra palavrinha, da qual já falei por aqui mais de uma vez, é a extremamente. Segundo o Aurélio: Que está no ponto mais afastado; remoto, distante; longínquo. Que atingiu o grau máximo; extraordinário. Final, derradeiro. (...)

Quando um comentarista diz Schumacher é extremamente rápido, estará ele dizendo que o piloto é mais rápido que a luz, a extrema velocidade atingida pelos entes físicos conhecido? Quando um de nós fala que está extremamente irritado, quer dizer que nada poderá irritá-lo mais? Pode até ser, mais seria uma afirmação extremada. Tudo bem, pode ser apenas uma hipérbole, um vício de linguagem aceitável, assim como o tabagismo. Só que o tabagismo só é aceitável por alguns, por isso me dou o direito de repudiar esse vício de linguagem. Ai, o Gianechini é extremamente lindo!. Tá, o cara é lindo, mas qual o aparelho usado para mensurar a beleza? Ainda não conheci, mas é muito provável que exista alguém que não o ache lindo, talvez bonitinho, e aí, como éque fica?

O quase presidente Tancredo Neves gostava de usar realmente em cada frase. Talvez para que não achássemos que quando ele não empregasse o termo, os cidadãos poderiam pensar se não realmente, deve ser mentiramente, falsamente. Lembremos que virtual ainda não era antítese de real, antônimo criado com a febre cibernética por que passamos.

Tudo isso pode até ser aceito, relevado, coisa que fazemos todo o tempo, mais grave é a falta de leitura crítica, aquela que nos faz interpretar o texto, o subtexto, o pretexto e contexto para que a mensagem fique clara, sem dúbia interpretação. Isso deveria ser ensinado nas escolas, mas, falo por experiência própria e profissional, aos professores, via de regra, dão-se por satisfeitos quando o aluno consegue unir as letras formando sílabas e as sílabas formando palavras e as palavras formando frases. Se essas frases formam um texto e se o aluno o compreendeu na íntegra, já não é problema seu, do professor.





Tem conto meu na revista Extremo 21. Ou melhor, têm dois. A cada semana terá um novo.

sábado, fevereiro 03, 2007

Mulher na praia, Cícero Dias


Desespero


Dá vontade de morrer ou de sofrer
Só para deixá-la com remorsos,
Mas se ela ficar com pena
O melhor é esquecê-la.

A não ser que me faça o cafuné
Pelo qual sempre esperei.
Mas se eu morrer, que besteira,
De que adiantariam os cafunés?

Ela é luz de dez mil sóis
E escuridão de noite apagada
No meio da selva sem frestas.
Ela é relâmpago quando passa.

E eu sofro de fazer dó
Por ela não vir que a vejo passar
No seu passo de pomba de guerra,
Ah, eu choro, como choro.

Em meio à multidão
De comércio em meio ao rush
Procuro a sombra iluminada dela
Mas só vejo sombras comuns.

Não sei se ela é de teatro, apenas,
De sei lá que literatura
Ou se é mulher de verdade,
Só sei que não a acho nos livros.

Mas quando a vejo
Fito-a com tanto cuidado
Com medo de quebrar com os olhos
Sua morenice fugidia.

Se ela é ou não é
Pouco importa para mim amante besta.
O que importa é que a amo
E como a amo, apatetado,

Largado de cara no mundo.
Um amor meio não quero
Como se de muito adiantasse,
com que diabos!, como preenche

O tempo, os espaços, o cérebro
A ponto de esquecer o resto,
De poetar calado para ela
Cada segundo, cada passo cardíaco.

E saio olhando as paredes,
As estrelas, as praias, o sol,
Imaginando como a vêem.
Parece que nada a viu

Porque nada me conta dela.
Me embriago esperando
Notícias dela no fundo do copo.
Copo vazio não fala e

Copo cheio se engasga ao falar.
Ela não está ali também.
Enfim, quando a encontro e
O coração tapa a boca

Querendo pular para a rua,
Não consigo falar da falta
Que ela me fez efaz.
Ela nem-te-ligo continua sendo ela

Gesso e bronze como estátua.
Estátua que anda e dança,
Não pára quieta, brinca e
bebe, sei lá em que botecos.

Estátua estática sou eu
Com medo que a um simples
Gesto se assuste e vá embora.
Fico quieto, estanque, estátua.

Nem assim a prendo.
Ela é máquina de se mexer.
Não sossega, é energia,
É força motriz, a danada.

No tempo de um piscar
Ela já sumiu entre ventos,
Folhas e papéis e lá se vai.
Tempo para reencontrá-la.

Caço e me coço para achar
Pelo menos as marcas do seu
Sapato, mas ela pisa tão suave
Que não deixa nem rastro para mim.

Ela é éter, tão volátil,
Que fico imaginando
de onde Orfeu a criou,
Se não é fantasia apenas.

Se há por baixo dos cabelos
Um cérebro pensante ou se é
Toda idéia minha. Se ela
Toma banho ou a água a atravessa.

Será que ela tem ossos?
Tem pensamentos? Saliva?
Será que ela dorme? Come?
Ou se alimenta de desejos?

Com tanta luz que irradia
Ela não pode ser real.
Ninguém pode vê-la, só eu,
Que sou um sonhador.

Ela é só mistério, é
História mal contada,
Mas não é apenas sonho.
Ela é mais que real.

Ela é passeio na praia,
Viagem a São Paulo,
É dança noturna, é
Beijo em lábios desconhecidos.

Ela é imagem gravada
Na eternidade do papel.
Ela é passos nas ruas,
É cerveja, suor e sol.

Como não violentar a vontade
E tentar invadir sua visão
Perdida nos paralelepípedos e
Solta na aragem litorânea?

Faço-me palhaço para ela,
Faço-me soldado, atleta,
Me faço de mago e bruxo
Para receber, de relance,

Um mínimo de olhar,
mesmo que não seja
Todo meu ou em minha
Intenção. Tento roubar

Qualquer segundo vazio
Que ela queira jogar fora.
Quero uma migalha de
Sua atenção dividida.

Tento um esbarrão descuidado:
Me desculpa, moça, eu...
Mas a oportunida flui, aérea
Por entre o estalo indeciso.

Tento, então, negar sua existência
Tão gasosa, tão querer, querente,
Cheia de arroubos de loucura e
Fuga, de descaso e aconchego.

Faço de conta que não existe
Só para me sentir bem.
Como me sentir bem
Sem a existência dela?

Como sonhar, comer, beber,
Andar vagabundo, poetar,
Se os sonhos que sonho
São todinhos delazinha?

Se os pratos que delicio
São feitos por suas mãos
E para seu fino paladar?
Se a água ou o álcool

Que refrescam o mínimo
Da memória que persiste
São em toda sua intenção
De existência infinita?

Se só ando vagabundo por
vielas pútridas, à toa, à toa,
Somente na esperança vã
De vê-la a uma esquina?

Se todos os versos poetados
São apenas e unicamente
Para dizer da saudade boba
E constante da presença dela?

A razão se torna amiga
Da emoção reforçada
Só para me contrariar
E dizer que ela existe, sim.

Quero a morte sem ar
Do último beijo dela.
Quero a vida intensa
Abraçado as braços dela.

Que todos os raios
Se reúnam no céu
E despenquem sobre mim
Se não conseguí-la aqui!

Que me venha a morte
Mais letal de todas as mortes
Se serei impotente de
Conseguir todo seu amor!

Que sequem os meus mares
E o horizonte se acabe
Se não forem para trazê-la
Com todo o seu feitiço!

Eu a sei morenice viva,
Viva, vida, viramundo, vaga,
E louco me enebrio
Bêbado de seus olhos.

Como eterno amante
Faço dela jamborandi,
Minha floresta e ar;
Elejo-a minha natureza.

Que danem-se os astros
E todos os horóscopos
Se predizem a distância
Que há de se impor

Entre nossos egos tão
Díspares e tão iguais
Na vontade de não mais
Ficarem lonje entre si!





Tem conto meu na revista Extremo 21.

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

CARO MARCOS...

Me enviaram para mim isso "

· Uma blogueira está fazendo uma campanha para conseguir recursos para ajudar crianças carentes num outro país. Eis que me deparo com uma senhora que deu o calote numa outra blogueira que confeccionou o lay-out do seu blog. Agora me perguntem se eu tenho coragem de doar algum centavo para essa bem intencionada dama.
E fiquei estupefata, Marcos, por que tivemos divergências, sim.Mas, nunca que eu tenha mencionado seu nome ou denegrido vc.Marcos, eu chegiuei a contactar Sérgio que vive aqui em Maceió paa contactar vc.


Eu não dei calote em ninguém.
Por quê vc nao checou antes de dar a notícia, em seu blog

Se vc está se referindo (...), Marcos.A história nao foi assim.EU NAO DEI CALOTE ALGUM.EU PAGUEI.SOMENTE NAO USEI O LAYOUT.

ISSO É CALÚNIA, MARCOS.E COMO VC OU ELA VAI PROVAR....HEIN..EU TENHO COMO PROVAR, MARCOS QUE NAO DEI CALOTE NENHUM POR QUE EU DEPOSITEI NA CONTA DELA O DINHEIRO E ELA RECBEU.

EU FAÇO MEUS LAYOUTS.TODO MUNDO SABE.ASSIM COMOF AÇO DE GRAÇA PARA DEZENAS DE PESSOAS.
E PEDI PARA TRÊS PESSOAS FAZEREM LAYOUTS PAA MIM E A TODAS, EU PAGUEI.


NUNCA DEI CALOTE E PELO CONTRÁRIO, MARCOS, RECEBI CALOTE MAS NUNCA EXPUS.

ATÉ HOJE, AMIGOS QUE ME CONHECEM SABEM...QUEM EU SOU.


O QUE EU TE FIZ, MARCOS PARA VC NAO ME OUVIR E IR DIRETO FAZER UM POST ME CALUNIANDO....
EU NÃO PEDI DINHEIRO, MARCOS.NEM A VC E NEM A NINGUEM....EU FIZ UM SORTEIO.
COMPROU QUEM QUIS.
EU TENHO QUASE 3 ANOS DE BLOGOSFERA, MARCOS.NUNCA ME ENVOLVI EM NADA QUE ME DENEGRISSE.

MAS SEI DE MEUS DIREITOS.E ISSO QUE VC POSTOU É UMA CALÚNIA.

QUANDO A AMIGA LEU, ELA PENSOU QUE VC ESTAVA SE RELACIONADNO A UM BLOG QUE FIZ E A PESSOA RETIROU MEUS CRÉDITOS...


O LAYOUT QUE A (...) FEZ PARA MIM, EU PAGUEI E TENHO COMPROVANTE.

SE EU NÃO USEI, COMO DISSE A ELA, O PROBLEMA É MEU, CONCORDA!!!!!!

Quem me enviou o post nao pensou que vc estava falando de mim, por que seu blog estava linkado ao meu.Sim, Marcos, linkado ao meum desde o dia em que vc divergiu de mim.Por que eu aceito todass as opiniões.
E falei apra (...) que of ato de vc discordar, vc escrevia textos bons ....

Hoje, mARCOS ME DEPARO COM ISSO...

VC NÃO SABE MARCOS O QUANTO VC ME MAGOA.


ANTES DE POSTAR ALGO, VEJA OS DOIS LADOS DA MOEDA, MARCOS.

POR QUÊ VC NÃO MEE SCREVEU PERGUNTANDO SE HAVIA VERACIDADE OU NAO...TÃO SIMPLES, MEU AMIGO...


EU TE DESEJO, APESAR DO QUE VC FEZ COMIGO, QUE DEUS TE PROTEJA DE TODO MAL QUE HOUVER NESTA VIDA.POR QUE EU TENHO MEU CORAÇÃO E MINHA ALMA TRANSPARENTES, MARCOS.DISTO TU PODES TER CERTEZA.
EU NAO VOU ENTRAR EM SEU BLOG E DISCUTIR.NÃO..AQUELE QUE ESTA LÁ EM CIMA ESTÁ VENDO, MARCOS SE MEREÇO O QUE VC FEZ...


E TE DIGO COM TODA SINCERIDADE:APESAR DA DOR QUE ME CAUSAS, NÃO TNHO RAIVA DE VC...NÃO...VC É HUMANO E PODE ERRAR.TENHO E ABOMINO O ATO QUE VC PRATICOU.ESTE, SIM, NÃO ACEITO.

FICA COM DEUS...




GRACE


Calma, Grace!
Em momento algum citei seu nome. A (...) foi quem fez essa referência por pura dedução dela.
Aliás, não me referi a blog nenhum e nem a qualquer pessoa específica ou a que crianças de que país a tal blogueira pretende ajudar. Convenhamos, mal-entendido tem limite.
Não vou dizer que houve maldade da (...), ela apenas acreditou em sua própria dedução. Nõ me fez qualquer pergunta, entrou direto em "sua defesa", coisa de amiga. Entendo e aceito isso.
São milhões os blogs brasileiros, centenas de campanhas nesses blogs.
Por favor, não se sinta acusada por mim, não fiz isso.
Coincidentemente, fiz algumas referências à sua campanha no blog do (...), mas releia o que escrevi lá. Sequer fui contra sua iniciativa, muito pelo contrário. Disse que é válida toda e qualquer ajuda a quem quer que seja, até te parabenizo pela iniciativa. Apenas eu prefiro assistir primeiro os mais próximos.
Não me referi sequer a quem fez o lay-out da tal blogueira. Se você teve algum problema referente à confecção de um para você pela (...), eu não tenho a mínima idéia de que problema seja esse.
Não vou pedir desculpas a você, Grace, porque tenho plena consciência de que não cometi erro que a ofendesse. Se ofendi a pessoa a quem me referi e essa me provar que estou errado, aí, sim, pedirei desculpas a ela.
Não tenho absolutamente nada contra você, pode estar certa. Nem estou magoado com a (...), tenho certeza que ela não teve intenção de fazer fofoca. Por alguma lógica que ela não me explicou, achou que eu me referia a você. Talvez até pelos poréns que coloquei no blog do(...). Sei lá. Só ela poderia explicar isso.
Você me adicionou no MSN e eu aceitei, já imaginando que você deveria ter sentido-se ofendida e gostaria de tomar satisfações, mas não tive tempo de conversar com você, estava na hora do almoço e tinha que voltar para o trabalho. Mas você está adicionada e poderemos conversar assim que coincidir de nos encontrarmos.
A propósito, no mesmo post tem um comentário de uma outra pessoa pedindo que eu mandasse um e-mail para ela dizendo quem era a blogueira para que ela se precavesse. E eu não respondi. Sabe por que? Porque não tenho interesse de expor quem quer que seja.
Aí você perguntaria: "então por que você falou no assunto?". E eu te respondo, pelo mesmo motivo que coloquei o tópico acima, no mesmo post. Para que as pessoas fiquem alertas sobre o que ocorre na blogosfera, que pesquisem antes de "comprar" e não sejam ludibriadas pelas falsas correntes, campanhas, vendas e coisas que tais.
Fique sempre bem e sucesso em sua campanha, mui digna, diga-se de passagem, e sem qualquer rancor de mim, mal interpretado apenas. Garanto que eu não tenho qualquer rancor por você e até entendo o estado de espírito em que se encontra agora.
Mas como você disse que eu deveria perguntar a você antes, você também deveria ter feito o mesmo, concorda?





Eu perguntar a quem e o quê;;;;Marcos quem é que na blogosfera faz campanha...quem....pelo amor de Deus..
A (...) foi em minha defesa por que a minha campanha é a única que ela conhece e muita gente me enviou o que vc escreveu.
A (...) não sabia de (...).Sabia da (...) que me pediu um blog e eu fiz.Na hora H, ela disse " não quero seu avatar que identifica o meu blog por que SPAulo nao tem praias."
Quanto a (...).E fez um layout pra mim e eu paguei.Não devo nada a ela;Mas vc me machucou profundmente.Meu marido que tem quase 60 anos, ao ler aquilo, a pressão subiu lá em cima...Vc pode imaginar isso....Marcos..Eu corríapra o tlefone, le localizei e ao deixar mensagens na sua caixa postal..não fiz outra coisa...a não ser chorar...
Por que só em 2006 eu fui a África 4 vezes.Por que faço por eles e nao pelos brasileiros, Marcos.!!!!Eu viví na Suécia , uma país de imigrantes, pois meu marido é sueco, e eu via láquanto sofrimento eles passavams e ao convrsar com eles, ouvia" pior nós vivemos no ´pais de origem, com as guerras e conflitos tribais"
Daí, decidid saber se a CDC-Convenção dos Direitos das Crianças era levado em conta na áFRICA E DECIDI FAZERMEU TCC BASEADO NISSO.E depois de visitar 6 campos, escolhí o de Moçambique.

E a ajuda que lá deixei nunca comentei em blog.Mas, qua ndo soube que muitas crianças estavam morren do por causa da lona azul da escola, que nao tme paredes, decidíajudar.EU soube por que continuo mantendo contato com o Administardor do Campod e Refugiados que é representanto do governo moçambicano.
Eu postei ontem sobr o sorteio.E sobr as confabulações via MSN por que 3 amigos meus não disseram queeram contra mas outro que foi a favorachou desleal os 3 estarem na net a falar da minha honestidade.

A (...) não viu outra coisa....A não ser a minha campanha falada pelas entrelinhas por vc...POr que eu tenho mais ou menos 70 blogs na internet e nunca ganhei ummcentavo por
isso.Vera, (...), (...)(me conheceu pessoalmente) e tantas outras, sempre pede meu endereço ara enviar presentes.Nunca enviei, Marcos.NUNCA aceitei presente algum.Eu faço por prazer.


E eu escrevi a (...), perguntando se tinha partido dela.

(...) me conhece Marcos.(...), tbm.A (...), nem tanto.Mas, se possível for gostaria QUE VC RESPONDESSE AO COMENTÁRIO DA (...) E DISSESSE QUE O SEU POST NAO TEM RELAÇÃO COMIGO.SOMENTE ISTO.

Eu nao tenho raiva de vc.Aliás, eu nao tnho de ninguém.Tenho de seu ato, se este foi dirigido a mim...somente isto.
Mas nao aprei de chorar desde a hroa em que li...
EU SOU HUMANA.
Tenho 3 anos de blogosfera e fiz amigos reais e sinceros.Não pedi dinheiro de ninguém.NUnca dei calote, mas, vc pode até dizer que não se referiu a mim, mas, as nuances de seu post, não tEM COMO NÃO IR EM MINHA DIREÇÃO.

DIAS FELIZES PRA TI E QUE DEUS TE PRTEJA DE TODO MAL.

GRACE


Você que está insistindo que falei de você, não eu. Ao explicar no último e-mail, muito bem explicado, deixei bem claro que não foi a você que me referi, mas, talvez por ainda estar chocada, prefere não acreditar em mim. Não conversei com a (...), não conversei com a (...), não conversei com qualquer outra pessoa a esse respeito, nem mesmo com a (...). De imediato me veio à mente o caso de uma outra blogueira, muito bem intencionada, por sinal, que fez uma campanha pró-Natal dos pobres. Você teve conhecimento dessa campanha? Volta e meia vejo outras. Tenho linkado uns 70 blogs, talvez conheça de visitas esporádicas uns trezentos, e isso é apenas a gota no oceano de blogs que existem.
Aos teus amigos que insistem que eu estava falando de você, por favor, transmita o que te falei no e-mail anterior e nesse: NÃO ME REFERI AVOCÊ E NEM TENHO QUALQUER INTERESSE EM NOMEAR A PESSOA A QUEM ME REFERIA. Se eles têm dúvida, que falem comigo antes de especularem. Sei que são seus amigos e têm a melhor das boas intenções em protegê-la, mas cometeram um erro tão grande quanto o que me acusam de ter comentado.
Quanto ao comentário da (...), me desculpe, Grace, mas já que foi ela quem citou seu nome, que ela vá lá e faça outro comentário referindo-se da maneira que achar melhor, uma vez que partiu dela a iniciativa de citá-la. Eu não posso ser responsabilizado pelo que ela disse.
Mais uma vez falo que NÃO TENHO ABSOLUTAMENTE NADA CONTRA SUA CAMPANHA. TODA E QUALQUER INICIATIVA PARA AJUDAR O PRÓXIMO É MUITO BEM VINDA. MAS
EU PREFIRO AJUDAR AOS QUE ESTÃO MAIS PRÓXIMOS.
Parabenizo a você e a todos aqueles que têm o desprendimento de ajudar os mais necessitados, sejam de onde forem, enquanto tantos não mexem um dedo para auxiliar sequer uma velhinha a atravessar a rua.
Está me parecendo que houve uma infeliz coincidência. Nesse momento estou conversando com a (...) no MSN e ela me falou, agora, que realmente houve um incidente entre vocês duas em relação a um template, mas que foi só um mal entendido. Que fique bem claro, ela jamais havia me falado disso, falou agora porque eu perguntei.
Bom, eu achava que as coisas estariam esclarecidas a partir do outro e-mail que mandei, agora já não sei em quem você vai acreditar, se em mim ou nos seus amigos especuladores. A propósito, pergunte a eles se em algum momento falei para algum sobre você.
Estou on no MSN, caso queira esclarecer isso tudo de uma vez.
Fique bem.





Omiti propositadamente os nomes citados em nossos e-mail para não expor mais ninguém, além do que, essas pessoas sequer sabem que eu postaria isso aqui.
A Grace me mandou mais um e-mail, mas não o reproduzirei aqui por ser demais agressivo a alguém que nada tem a ver com essa história.
Eu já expliquei o que tinha que explicar, se ela vai ou não acreditar em mim, nada mais posso fazer. No que me diz respeito, caso encerrado.
Kalighat Cat With Fish, Montu Chitrakar


Solitário e Arteiro


Não havia muito a se fazer naquela casa. Eu dormia, acordava, dava uma volta pelos cômodos, comia e voltava para o colchão macio de Carlota para dormir mais um pouco, hora após hora, todos os dias.

Me queixar? Que é isso? Era a vida melhor que eu queria.

Aos poucos fui ganhando uma coisinha ou outra para me distrair, o que foi ótimo uma vez que, com o passar do tempo, o sono foi diminuindo e o tédio começava a tomar espaço.

Carlota me amava, mas tinha o péssimo hábito de me manter preso quando saía para trabalhar.

O apartamento foi ficando pequeno, o que aumentava minha necessidade de procurar ocupação. Passei a explorar atrás de portas e portinholas, gavetas, subir nos móveis ou me meter sob eles em busca de novidades, como aquela aranha enorme embaixo do sofá. Tornou-se meu brinquedinho por horas até que, coitada, morreu de stress e inanição.

Quando Carlota chegava do trabalho e encontrava as roupas espalhadas pela casa, seus bibelôs em cacos pelo chão, panelas (que som engraçado elas fazem quando se estabacam das prateleiras) decorando o piso da cozinha, ralhava comigo, me punha de castigo e colocava ordem para eu ter o que faver no dia seguinte. Depois me colocava no colo, me perdoava e me fazia um cafuné gostoso.

Depois de uma tard de estrepolias, sonecava eu na poltrona, quando Carlota entrou com uma caixa devidro nas mãos. Hum, brinquedino novo, pensei eu. Mas na hora eu estava cansado, queria dormir mais um pouco. Preparei meus ouvidos para abronca pelo que fizera à tarde e voltei a dormir.

Esse brinquedo foi a minha desgraça.

Acordei de madrugada, cansado de dormir, dei uma voltinha pela casa, fiz uma boquinha, da janela do quarto, enquanto Carlota ronronava, fiquei olhando o movimento da rua, seu movimento lento àquela hora, os fittipaldis das altas horas desrespeitando os sinais, a velhinha sob os papelões embaixo da marquise, o jornaleiro em sua bicicleta azul... Naquela modorra, louco por uma aventura, lembrei-me do presente de vidro.

Corri para a sala, dei uma procuradinha rápida e o vi ali, na estante. Cheguei perto, meus olhos acostumados à pouca luz viram opeixinho dourado, devagarzinho de um lado para outro entre borbulhas.

Definitivamente, Carlota me amava! Embora tivesse lanchado havia pouco, não resisti. Me joguei sobre o aquário e me deliciei com aquele jantar surpresa.

Acordei com um puxão pelo cangote que quase me mata de susto entre gritos e choro de Carlota:

- Gato desgraçado! Só me dá dor de cabeça, prejuízo e trabalho, seu bosta!


Abriu a porta, me atirou no corredor e nunca mais pude entrar, nem depois de ficar lamentando à porta madrugada a fora.




Um presentinho para a Karlota.


Atendi a um convite e agora você pode me ler semanalmente também no Extremo 21,
que está sendo implantado agora.