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quarta-feira, setembro 19, 2007


Fausto, Olho Vivo


  • Estava matutando como responder ao e-mail do senador Aloizio Mercadante que postei ontem. Agora aquele e-mail já caducou e toda a sua "consciência" foi pra lama quando ele propôs na tribuna que os outros três processos contra Renanzinho sejam julgados de uma tacada só. Entenderam a mensagem? Colocam-se três processos numa única sacola, ou se condena ou se absolve, não tem como absolver em um e condenar em outro. Com o João Pedro, relator do processo Schincariol já disse que não vai pedir investigações à Polícia Federal e demonstrou sua intenção de engavetar tudo. Juntando esse relatório pedindo a absolvição aos outros dois que, por mais provas que possam ter como o rei do gado milhonário de Murici, a condenação fica comprometida. essa é a proposta do senadorzinho cheio de consciência. Calhorda! Pelo menos ele já me deu o mote do próximo e-mail que lhe enviarei.

  • Os ministérios já são 38, se bobear mais do que a soma dos ministérios dos outros dois governos. Como se não bastasse, os deputados já entregaram ao Ministro Mares Guia, aquele que esconde as notas do ENEM dos alunos concorrentes do Pitágoras, de que é proprietário e também envolvido no "mensalão mineiro", uma lista de reivindicações de cargos. Ah! A CPMF é importante para o país, como disse Lula, ou é mais uma moeda de troca, como disse Marquinhos de Ogum? CORJA!

  • O Clodovil não se elegeu jurando ética, que colocaria ordem na Câmara, que não faria o joguinho podre dos políticos profissionais? Pois então, como todo bom brasileiro, o cara tem memória curta. Já está negociando sua mudança de partido, irá para o PR, de José Alencar. Nenhum deles resiste a uma propostazinha indecorosa...

  • Não foi à toa que Lula lançou a campanha da inclusão bancária. A Caixa Econômica acaba de lançar a "conta fácil". Para abrí-la basta ter RG e CPF. Quanto mais cidadãos tiverem conta corrente, maior será a arracadação de CPMF; quanto maior a arrecadação de CPMF, mais dinheiro para a "saúde". Saúde financeira do governante e seus asseclas, que fique bem claro.

  • Essa foi ótima! Um casal se traía na net. Ela apaixonada por outro cara, ele apixonado por outra mulher. Se galanteavam com os amantes, falavam mal de seus cônjuges, se apixonavam. Um belo dia, ambos marcaram com seus amantes um encontro "ao vivo". Eis que, ao se encontrarem, eram os próprios marido e mulher que achavam que traíam um ao outro. Resultado? Divórcio! tolinhos, não perceberam que o que lhes faltava era diálogo. A não ser que mentiam pelo MSN também.

terça-feira, setembro 18, 2007



  • Os irmãos gêmeos separados na maternidade, Lula e Chavez, deram uma aula de geografia ontem: O venezuelano disse que vai alterar o fuso horário do país. Isso me faz lembrar da história do político de um pequeno estado que reclama com um assesor o fato de que a Mega-Sena só sai pra apostadores de São Paulo, minas, Rio... Ao que o aspone responde, "governador, lá tem mais apostadores que aqui, é a lei da das probalidades". Inconformado, o governador dá uma ordem: "Chaa o pessoal do jurídico e manda eles prepaparem uma lei para derrubar essa daí".

Já Lula disse que vai reclamar para seu amigo Bush: "Bush, resolve esse seu problema aí. Nós não vamos deixar a crise atravessar o Atlântico e chegar ao Brasil". Essa nem o comandante do Queen Mary sabia. Para vir dos Estados Unidos para cá a gente tem que atravessar o Atlântico, é?


  • O Cacciola foi preso, legal. O ministro da Justiça, tarso Genro disse que vai pessoalmente a Mônaco levar a documentação necessária para a extradição do banqueiro, grande coisa. O ninho tucano deve estar em polvorosa, afinal de contas Cacciola deu um tremendo baque no Fisco durante a administração de FHC. Agora juntemos tudo isso num panelão e vejamos no que vai dar: os tucanos, com seus irmãos siameses, vão procurar o governo e fazer uma proposta. Deixa o Caciola lá, tranqüilinho, construindo as casinhas dele que nós aprovamos a CPMF. Deixemos a coisa acontecer e depois me digam se Marquinhos de Ogum está errado.

  • Mais uma pérola do beócio: comparar o trabalho quase escravo dos cortadores de cana com o arriscado e quase escravo trabalho dos mineradores de carvão. Na lógica do presidente, se uns estão sifu, outros não têm do que reclamar se sifu também. Uma maneira de passar a mão na cabeça dos usineiros, transferindo a culpa para os mineiros europeus.

  • E o primo de Collor, hein? Isso, sim, é saber fazer justiça! Há alguns anos libertou Cacciola e agora liberta 15 acusados na Operação Furacão.

  • O que a oposição está fazendo, alarmando seu boicote para a votação da CPMF usando como argumento a absolvição de Renanzinho é apenas para inglês ver. Renan é apenas pretexto, o que tucanos e demoníacos estão esperando é a graninha e as negociações por baixo dos tapetes vermelhos e verdes. Vão botar um pouquinho de pressão, quando tiverem conseguido o que desejam, esquecem Renan e a CPF passa sem esforço, afinal de contas, esse impostozinho sem vergonha é criação deles.

  • Enviei o e-mail abaixo para o senador João Pedro, do PT-Am, relator do segundo processo contra Renan, o do caso Schincariol:

Excelentíssimo senador, mesmo sabendo que o senhor deva estar recebendo pressão para absolver o senador Renan Calheiros, mesmo ciente que o póprio Palácio do Planalto deve estar tentando de tudo para "convencê-lo" a apresentar relatório favorável ao presidente do Senado, na condição de cidadão sugiro a V. Exa. que peça mais prazo, solicite investigações à Polícia Federal, ouça testemunhas, paute seu trabalho na ética e na seriedade.

O caminho fácil de hoje poderá expô-lo para todo o país, especialmente para seus eleitores do Amazonas, como mais um venal, amoral e nada ético, asim como muitos de seus pares. Não caia nessa armadilha, senador.

Pense em como sua família sofrerá ao vê-lo sendo atacado por todo o país, em como seu nome poderá ser enlameado por sujeiras que o senhor pode produzir para atender a quem não tem coragem de dizer publicamente que está trabalhando pelos corredores do Congresso e do Planalto par livrar de qualquer culpa quem sequer foi investigado. Honre a educação que lhe foi dada pelos seus país na esperança que V. Exa. tenha se tornado um homem de bem e honrado.

Aprofunde as investigações antes de apresentar seu relatório, paute sua decisão na seriedade, em provas e não tão somente na palavra do senador Renan Calheiros. Lembre-se que não é só a absolvição do senador que está em jogo, mas seu próprio nome, senador.



Não tenho qualquer esperança que ele atenda a meu apelo, mas bem que gostaria que outros milhares de brasileiros também fizessem pressão.

  • Atualização! Acabo de receber a resposta do senador Aloizio Mercadante ao e-mail que enviei a todos os senadores na noite do fatídico dia 12, dia da absolvição de Renan Calheiros. Ainda não respondi ao senador, estou deglutindo essa resposta. Tirem sua próprias conclusões:

Espero que leia as razões do meu voto e possa me entender.

Razões do meu voto

"Os juízes devem ser homens de Estado. É necessário que saibam discernir o espírito de seu tempo, afrontar obstáculos que é possível vencer e desviar-se da corrente, quando o turbilhão ameaça arrastar, junto com eles mesmos, a soberania da União e a obediência devida a suas leis". Tocqueville

Percebo e compreendo o sentimento da sociedade, que quer a cassação do Senador Renan Calheiros. Ao longo de mais de 100 dias, diante de tudo o que foi publicado, verdade ou não, é natural que seja essa a vontade e a conclusão das pessoas. Trata-se de um julgamento que não apresenta grandes dificuldades, feito ao sabor da percepção dos acontecimentos veiculados pela mídia.

De minha parte, também seria mais fácil me esconder no voto secreto, como infelizmente tantos fizeram, sem que ninguém sequer soubesse minha posição, ou simplesmente acompanhar o movimento da sociedade e do eleitor, sem preocupar-me com a imprescindível proteção aos direitos e garantias individuais que julgamentos relativos à cassação requerem. Poderia estar, agora, confortavelmente recebendo elogios de todos.

Não foi essa a minha atitude. Fiz o difícil e o necessário. Naquele momento, eu não era simplesmente um parlamentar, mas um juiz diante de uma decisão que poderia tirar da vida pública por mais de 10 anos um senador eleito com aproximadamente 80% dos votos de seu estado. Tais julgamentos não podem ser fáceis, pois incidem diretamente sobre direitos e garantias individuais.

Porém, alguns argumentam que o julgamento no Senado é eminentemente político e não precisa ter o rigor e nem o tempo dos julgamentos jurídicos. Não é verdade. É óbvio que todo processo dessa natureza tem como pano de fundo uma disputa política, principalmente quando está em jogo a Presidência da Casa. Essa disputa, no entanto, não deve contaminar o processo. Julgamentos políticos são típicos de ditaduras. Numa democracia, quaisquer julgamentos, principalmente aqueles que incidem sobre os direitos e as garantias individuais, têm de respeitar princípios jurídicos universais, como o do devido processo legal, o do amplo direito à defesa e, acima de tudo, o de que o ônus da prova para além da dúvida razoável cabe ao acusador. São exatamente esses aspectos formais do processo que garantem o respeito aos direitos e garantias individuais e a lisura dos julgamentos. Não fosse desse modo, os julgamentos seriam, aí sim, meras formalidades.

Coerentemente com esses princípios e preocupado com o desgaste do Senado, defendi na sessão que fosse adiada a decisão, por considerar que não havia ainda no processo provas conclusivas de que os pagamentos à Sra. Mônica Veloso foram feitos pela empreiteira à qual era vinculado o lobista amigo de Renan Calheiros, já que a leitura atenta dos pareceres revelava mais indagações do que certezas. Tampouco havia no processo a tão necessária análise das outras acusações que pesam contra o Renan Calheiros, como seu eventual envolvimento com a compra de emissora de rádio por intermédio de laranjas, a possível intervenção indevida e ilegal em favor da cervejaria Schincariol e o noticiado esquema de beneficiamento de instituição bancária para atuar com créditos consignados. Assim, era impossível, naquele momento e com as informações disponíveis, emitir um juízo de valor conclusivo sobre a culpa do Senador Calheiros.

Considerei, por outro lado, que também não era possível inocentá-lo em definitivo, pois há indícios de crime tributário, que só serão configurados após a devida investigação pela Receita Federal. Outra frente de investigação também está em andamento no Ministério Público Federal, já autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, que tem demonstrado extremo rigor na análise de processos que envolvam parlamentares.

Ante a impossibilidade do adiamento da decisão, vi-me num dilema ético. O voto "sim" significava a culpa comprovada acima de quaisquer dúvidas e a cassação. O voto "não", por seu turno, significava o reconhecimento de uma inocência ainda em questão e o arquivamento do processo. Optei, dessa maneira, pela abstenção. Portanto, não dei esse voto por falta de convicções, mas porque acreditava e continuo a acreditar que todos os processos abertos no Conselho de Ética devam seguir com rigor, até que se possa fazer um julgamento final e conclusivo sobre todas as acusações. Defendo, inclusive, que o Senador Renan Calheiros deva licenciar-se da Presidência do Senado, de forma a assegurar que os processos transcorram com isenção e sem percalços de qualquer tipo.

Não foi uma decisão fácil. Tive de abstrair meus interesses políticos e eleitorais e repelir a sedução do aplauso da opinião pública. Tampouco foi uma decisão coletiva, pois, ao contrário do que foi noticiado de forma maliciosa, não solicitei voto a ninguém e respeitei as convicções de todos.

Foi uma decisão difícil e solitária e o meu voto foi o voto do magistrado que busca pesar cuidadosamente todos os aspectos jurídicos do processo na balança da Justiça e que se rege por lógica e tempo obviamente distintos daqueles utilizados pela mídia.

Estou, é certo, pagando um preço político e pessoal caro por ter tomado essa decisão e não peço que concordem com ela. Mas quero que compreendam que foi uma decisão tomada com transparência e com base em princípios e convicções. Poderia, é claro, ter tomado outra decisão com base apenas nas minhas conveniências políticas e eleitorais. Porém, nesse caso, eu teria de pagar um preço terrível: o preço daqueles que votam contra suas convicções.

E esse preço, podem acreditar, eu não poderia jamais pagar.

Senador Aloizio Mercadante.

segunda-feira, setembro 17, 2007


Simon Taylor, A Charge On Line


  • Lula quer construir armas, revitalizar a indústria bélica brasileira, enquanto isso os militares se mordem dentro dos quartéis, sem aumento, sem direito a FGTS, sem um programa de aquisição de casa própria... Mais uma imitaçãozinha nada barata de Chavez.

  • A deputada federal Patrícia Saboya, PSB-CE, lulista de primeira hora, mandou um ultimato a Lula: ou a Petrobrás fornece gás para a siderúrgica que Lula prometeu para o Ceará ou ela sai da base governista. Para seus eleitores, uma atitude nobre; para a ética, mais uma demonstração de que a ética está moribunda. O poder, os cargos, são, definitivamente, moeda de troca. Não são bons projetos o que interessa, mas a chantagem, as negociatas, o toma-lá-dá-cá.

  • Todo mundo sabe que os cartões de crédito corporativos têm ajudado Lula a enriquecer, o cara não gasta mais seu dinheiro nem em papel higiênico. Só que o Poder Judiciário também faz uso desse mecanismo. De janeiro a agosto, a grana gasta pelos juízes ultrapassa os R$ 1,3 milhão. Me lembra o velho ditado: "o rio só corre pro mar".

  • Deu no Estadão. Onde está o poder de barganha de Renan para conseguir o apoio dos nobres colegas em troca de sua absolvição. Chega a ser ridículo! Na lista abaixo não estão as vantagens dadas pelo governo federal, que devem ter sido mais ricas e atraentes. Se analisarmos direitinho, além de pagamento de favores, existe também uma boa dose de chantagem:

- gastos extra com material de expediente;

- permitir que colegas façam viagens oficiais acompanhados de suas amantes;

- transferência de funcionários dos estados dos senadores para Brasília;

- contratação de parentes;

- gabinetes amplos e bem mobiliados;

- apartamentos funcionais em bom estado ou de frente para o nascente;

- troca de carro velho por um novinho (e provavelmente mais bem equipado e caro);

- estouro da cota de combustível.


  • Em Espanha o torneiro mecânico encontrou-se com o sapateiro.

  • Já pensaram se a titular não perdoasse Renanzinho e pedisse o divórcio? Se para uma única pensão o cara desembolsa R$ 12.000,00 por mês, quanto não gastaria para os filhos do casamento? O cara ia ter que arrumar vaquinhas (a reserva não dá grana, só toma) de R$ 600.000,00 por cabeça.

sábado, setembro 15, 2007

O texto abaixo foi-me enviado pela minha amiga Luz Stolze, coincidentemente (e nesse caso é coincidência mesmo) a revisora do meu livro que será lançado no próximo mês. Mas isso é outra história que contarei daqui a uns dias.


DOUTORADO NA PUC - TEMA: "PREGUIÇA BAIANA"" é faceta do racismo.
Date: Mon, 3 Sep 2007 10:01:23 -0300 (ART)


DOUTORADO NA PUC - TEMA: "PREGUIÇA BAIANA"

"Preguiça baiana" é faceta do racismo. A famosa "malemolência" ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de "festa eterna".

Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. "Quem se diverte é o turista", diz a antropóloga.

O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas, que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatórios contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.


O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.

A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão?).

Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando-os como desqualificados, estabelecendo fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de "proteção" dos seus
empregos.

Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. "Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil", diz Elisete. Até Caetano se
contradiz quando vende uma imagem e diz: "A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo".

Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente "Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades."

O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América Latina.

Para tirar as conclusões acerca da origem do termo "preguiça baiana", a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também. A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em todo
o norte e nordeste (e não só na Bahia). Em fevereiro (Carnaval) uma empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada). Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade
no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).

Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados "desocupados" (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13°lugar.

Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos,financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).


Faça-me o favor de encaminhar este e-mail ao maior número possível de pessoas. Para que, desta forma, possamos acabar com este estereótipo de que o baiano é preguiçoso. Muito pelo contrário, somos dinâmicos e criativos. A diferença consiste na alegria de viver, e por isso, sempre encontramos animação para sair, depois do expediente ou da aula, para nos divertir com os amigos.


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Há uns dias o Ricardo Rayol postou um comentário aqui que dizia que o país vê os políticos do Nordeste como mais corruptos que o resto de país. Depois ele fez um post em seu blog comparando o prefeito de não lembro que cidade do Rio grande do Sul que desviava dinheiro da alimentação escolar com os políticos nordestinos como se houvesse um rancking de corrupção no país.

Desde esse dia venho me remoendo, ofendido, com essa comparação. Pensei em dez maneiras diferentes de responder às alfinetadas do Rayol, mas não consegui achar a forma ideal. Pensei, por exemplo, em listar todos os políticos não nordestinos envolvidos em falcatruas nos últimos anos, mas seria mais separatista do que meus intentos.

Pensei em fazer um discurso anti-discriminação contra os nordestinos, mas o resultado não seria bom, sairia agressivo.

E a coisa continuava me incomodando.

Como não sou de falar com ninguém sobre o que me aflige, provavelmente reflexo de alguém que, desde os 13 anos de idade, resolve seus problemas sozinho, contando somente com sua própria competência, com a sorte e com a ajuda ocasional dos amigos, fiquei me remoendo: Como dar uma resposta ao comentário do Ricardo sem parecer agressivo, ofendido ou, pior, um bebê chorão?

Como por telepatia, Luz me socorreu enviando o texto acima cuja autoria ela não me disse e eu, confesso, não pesquisei. Ainda não é exatamente o que eu gostaria de dizer, mas já é uma grande ajuda.

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Atualização:

Acho que atirei no próprio pé ao escrever o post acima. Tentando responder aos que discriminam os nordestinos, acabei machucando o Rayol que não tem nenhuma culpa, apenas foi o catalizador da minha insatisfação com aqueles que discriminam os nordestinos. O Rayol sentiu-se ofendido, o que não foi meu propósito e terminei ficando altamente desconcertado por ter provocado essa ofensa quando o que eu gostaria de dizer era outra coisa.

Vocês já devem ter percebido que estou altamente desconfortável com a reação que acabei provocando. Bom, vou mostrar a correspondência que acabamos trocando, talvez assim a coisa fique mais clara:

ahahahaha

Caraca Marcos, deixa de sacanagem. Não fiz um ranking de corrupção. O que quis dizer é que, aqui no sul maravilha, todos acham que as mazelas são provocadas pelo nordeste quando a verdade é bem outra. A roubalheira é generalizada. Essa percepção é tão arraigada que o movimento "O Sul é meu país" prega exatamente essa idéia de que o povo nordestino é indolente. Mas vamos aos fatos:

a) Não sou racista.

b) Sou nascido em Brasilia. Minha mãe é maranhense e meu pai, apesar de nascido em São Paulo por acaso, é de família cearense.

c) Os casos de corrupção em Florianópolis são tão ou mais sérios que os que ocorrem no nordeste. O sistema de saude está um caos. E outros quemais.

d) A unica diferença é que houve uma super exposição de esquemas, montados por politicos do Nordeste, por ocasião da formação da SUDAM e SUDENE. Aqui no sul se forem cavar deve sair algo parecido.

Não sei de onde tirou essa idéia e espero que minha explicação seja o suficiente. Peço a gentileza de corrigir o texto ou incluir meu comentário.

O e-mail que ele me enviou:
marcos
não se de onde tirou a idéia que sou racista ou discrimino nordestino. respondi ao teu post no comentário mesmo.
Como o que escreveu dá a impressão que realmente sou racista peço a gentileza de corrigir essa impressão ou publicar meu comentário, ia ser muito chato eu ter que escrever um post sobre isso.
grande abraço

Minha resposta:

Ih! Caramba, então não soube me explicar direito. Desculpe por isso, Rayol.

Deixa eu tentar explicar. Você postou o comentário "mas enquanto a maioria acreditar que as mairoes falcatruas são cometidas por politicos do nordeste isso tende a ser mais desejável. aqui no sul é fato." E foi isso que me incomodou, o fato de a maioria achar que as maiores falcatruas são praticadas pelos nordestinos. Acho que não deixei isso claro.

Não achei que você discrimina, sacou?, não disse isso. Por outro lado, sei que há uma grande discriminação contra o povo nordestino e nortista. O fato de chamarem todo nordestino de "baiano", em São Paulo, ou de "paraíba", no Rio, são formas de discriminar. O que me incomodou não foi você ter feito a comparação, mas ser esse o pensamento dessa maioria citada.

Não nego o grande número de corruptos existentes do Maranhão ao sul da Bahia, aliás, vivo batendo nesses caras, nos oligarcas, nos coronéis políticos e seus asseclas, nos politiquinhos que tentam e,às vezes, conseguem roubar até merenda escolar. O que me deixa possesso é o fato de tanta gente achar que esse tipo de coisa só acontece por aqui.

Seu comentário apenas provocou minha vontade de escrever a respeito, de externar minha insatisfação com os que nos discriminam, como se fôssemos os bobos, os coniventes, os comprados.

Peço desculpas de novo se o ofendi, não houve o propósito. Postarei essa nossa correspondência para que isso fique claro. Ok?

Abraço.



Me desculpo publicamente e espero ter encerrado o assunto entre nós dois, mas não com aqueles que realmente nos ofendem com essa comparação absurda que continuam fazendo.





sexta-feira, setembro 14, 2007

No dia 12 escrevi e-mail para todos os 81 senadores repudiando a absolvição de Renan Calheiros. Alguns poucos deles se dignaram responder. Aqui em baixo estão as respostas que recebi e minhas réplicas.

Senador Paulo Paim, PT-RS:

Entendo sua indignação e reafirmo mais uma vez minha posição: votei pela perda do mandato.

Estou no Congresso Nacional há 21 anos. Como constituinte defendi o fim do voto secreto. Foi meu primeiro pronunciamento quando tomei posse, ainda como Deputado Federal.

Há mais de uma década apresentei projeto para extinção do voto secreto.Aqui no Senado, ainda em 2006 apresentei a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 50 que propõe o voto aberto em todas as situações.

Anunciei há mais de um mês que votaria pela perda do mandato do Presidente do Senado. Essa decisão foi publicada em todo país através da imprensa.

Em inúmeras entrevistas que concedi já havia previsto que o voto secreto apresentaria um resultado diferente da Comissão de Ética, onde o voto foi aberto.

Essa situação já aconteceu por diversas vezes na Câmara dos Deputados e agora no Senado. Por isso aprovei requerimento de audiência pública para discutir o fim do voto secreto no Congresso Nacional.

Espero que esse momento de reflexão nacional sirva para aprovar minha PEC (nº 50/2006).

Minha luta não é de última de hora!!

Saudações respeitosas,

PAULO PAIM

Senador-PT/RS

Minha resposta:

Senador, acompanho sua vida no Congresso nesses 21 anos, acredite. Nem sempre concordei com suas atitudes e posições, mas sempre o respeitei, como a poucos de seus pares. Mas no meomento a crítica não é pessoal, mas à instituição. Ao seu redor existem dezenas de covardes que se escondem na escuridão de sessão secreta e votos fechados. Como podem se dizer nossos representantes se se eescondem de nós na hora de tomar decisões? Como podem querer que acreditemos neles se 40 votam contra a vontade da população e depois aparecem 46 nos jornais dizendo que votaram pela cassação? O painel eletrônico está quebrado? Não. Os senadores são analfabetos que não sabem diferencias as palavras "sim" e "não"? Não. O que, então, podemos concluir? Que há má vontade e covardia de alguns senadores que nos traíram no seu voto e agora mentem descaradamente para s jornalistas, sabedores que são de que sua atitude não nos agradaram, mas cederam a chantagens, pressões, fraqueza e malcaratismo.

Sinto muito a linguagem irascível, excelência, mas não consigo mais me sentar conformado em minha poltrona vendo a imoralidade de algumas autoridades ditarem os rumos de uma nação carente e desejosa de honestidade, transparência e crescimento real.

Senador Arthur Vigílio, PSDB-AM:

Senador Arthur Virgílio sobre os Senadores que votaram pela abstenção de Renan Calheiros:

" Eu não esperava que seis pessoas cometessem o exercício pornográfico de safadeza cívica de votar pela abstenção. Eu não consigo achar respeitáveis as seis pessoas do voto safado da abstenção. Não venham me dizer que não tinham opinião formada."

(Correio Brasiliense - 13/09/07)

Especial
12/09/2007 - 20h12

Arthur Virgílio diz que absolvição de Renan mantém o Senado em crise

O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), classificou o resultado da sessão secreta do Senado em que foi votado o projeto de resolução que decretava a perda de mandato do senador Renan Calheiros, e que foi favorável ao presidente da Casa, como "infeliz". Na sua avaliação, o resultado irá manter em crise a instituição.

- A crise vai continuar, porque infelizmente o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi absolvido. O clima é o pior possível. Renan se mantém na Presidência do Senado com os outros processos. A crise venceu - disse.

Arthur Virgílio se disse surpreso com o resultado, já que os seis votos dos que se abstiveram, somados aos 35 favoráveis à perda do mandato, somariam os 41 necessários para o que ele chamou de "regeneração da imagem do Senado".

- Respeito mais os quarenta que votaram contra a cassação do que os seis que estupidamente não se manifestaram nem para um lado, nem para o outro. São covardes - disse.

Afirmando que o clima é de desânimo, Arthur Virgílio adiantou que a bancada do seu partido vai se reunir para definir a posição a ser adotada diante da situação. Na sua opinião, a oposição deve continuar com a obstrução anteriormente em curso no Senado, em protesto contra a permanência de Renan Calheiros na Presidência da Casa, mesmo sendo objeto de dois processos no Conselho de Ética e de um representação, ainda não analisada pela Mesa, por quebrado o decoro.

Elina Rodrigues Pozzebom / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Minha resposta:

Excelentíssimo senador, a crítica nesse momento não é pessoal, mas à instituição. Como cidadão, prefiro a declaração do senador Mercadante que absteve-se do voto, por covardia ou cumplicidade, do que a camuflagem daqueles que se escondem no escuro de sesão secreta e voto fechado para trair a vontade daqueles que os elegeram.

Vejo parlamentares reclamando da imagem feia do Senado, mas como ter uma boa imagem se o que ele, o Senado, faz só é digno de repúdio? A imagem da instituição é exatamente a que ela faz, de alguns sujeitos amorais, venais, covardes que se escondem não permitindo que os eleitores saibam o que seus "representantes" fazem na escuridão dos gabinetes. Infelizmente, pelo próprio resultado da votação, chegamos à triste conclusão que esses amorais são hoje a maioria da Casa.

Senador Sérgio Zambiazi, PTB, RS:

Caro Marcos Pontes, sua indignação e da maioria do povo faz muito sentido, os três senadores do Estado do Rio Grande desde a semana passada já tinha declarado seus votos a favor do relatório do conselho de ética, na imprensa gaúcha, cordiais saudações Sérgio Zambiasi

Minha resposta:

O engraçado, senador, é que os jornais mostram que 46 senadores declararam ter votado pela cassação de Renan Calheiros. Como o painel eletrônico do Senado não está defeituoso, o que posso concluir é que alguns de seus pares, além de covardemente se esconderem em sessão secreta e voto secreto para fazerem exatamente o oposto do que a maioria dos cidadão brasileiros gostaria que eles fizessem, ainda vêm a público mentir e se acorvadar novamente tentando sair como bons moços. Infelizmente não podemos nos sentir representados pelos parlamentares quando eles se escondem não permitindo que acompanhemos suas decisões e ainda aparecem no jornal mentindo. Não vai ser assim que a esperança do cidadão de que a honestidade e a transparência se tornem uma constante seja restaurada.

Senador Marconi Pirillo, PSDB-GO:

O senador me mandou um monte de recortes de jornais, que você pode ler aqui:

Minha resposta:

Desculpe-me, senador, mas esse tipo de notícia não me diz grande coisa, uma vez que é plantado nos jornais pela sua própria assessoria, não pode ser considerado notícia de verdade. Não desejo desrespeitá-lo, mas apenas triar o que é notícia e o que é declaração do próprio gabinete dos políticos.

Como notícia eu vejo, por exemplo, a declaração de 46 senadores que votaram a favor da cassação do senador Renan Calheiros. Não acreditando que o painel eletrônico do Senado estja defeituoso, só posso concluir é que alguns de seus pares aproveitaram-se da escuridão de sessão secreta e votos fechados para depois mentirem para nós, cidadãos, covardemente, não assumindo seu voto contra a vontade daqueles que dizem representar.

Sinto muito, excelência, mas não me sinto representado por um Congresso que diariamente toma resoluções contrárias aos meus desjos e aos de milhões de brasileiros.

Senador Osmar Dias, PDT-PR:

SENADO FEDERAL

GABINETE SENADOR OSMAR DIAS

12.09.2007

Osmar Dias diz que absolvição de Renan desacredita o Senado Federal

O senador Osmar Dias (PDT-PR) considera que a absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), coloca instituição num processo contínuo de perda de credibilidade. Para o senador paranaense, as seis abstenções e a influência da bancada governista foram determinantes para livrar o senador alagoano da cassação. "O resultado da votação passa a imagem de que o Congresso e o Executivo têm forma conjunta de atuar. Isso mostra que há a proteção mútua e recíproca entre as partes. Quem mais perde é a população que não vê satisfeita a sua vontade por parte daqueles que foram eleitos pelo povo", afirma.

Para Osmar Dias, quem se absteve de votar na sessão histórica, em que pela primeira vez o presidente do Senado teve a cassação avaliada em plenário, não deveria ter comparecido. "Quem se absteve de votar num processo como este deveria optar pela ausência. A abstenção é uma forma disfarçada de votar não", salienta. O projeto de resolução (PRS 53/07) que recomendava a perda do mandato foi rejeitado por 40 votos não, 35 votos sim e 6 abstenções.

Afastamento

O senador pedetista mantém a posição da bancada do partido no Senado pelo afastamento de Renan Calheiros da presidência da Casa. "Ou o Senado toma um novo rumo e começa a trabalhar para votar as reformas de que o Brasil precisa, ou vai afundar num processo de descrédito. Mesmo absolvido neste processo, o presidente ainda tem outros a responder. Não podemos, mais uma vez, paralisar o País por conta de uma crise política", finaliza Osmar Dias.

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Minha resposta:

Excelentíssimo senador, desculpe-me a franqueza, embora não duvidando de sua declaração de voto, mas na imprensa diz-se o que quer. Hoje lemos nos jornais que 46 senadores afirmam que votaram pela cassação do senador Renan Calheiros. Como não acredito que o painel eletrônico do senado esteja quebrado, só me resta concluir que alguns dos covardes que se esconderam na escuridão de sessão secreta e votos fechados continuam mentindo para a população covardemente, sem a hombridade de assumir que votaram contra a vontade popular.

Como vamos cnstruir um país honesto e progressista se os ditos "representantes do povo" mentem, se acovardam, praticam atos desonestos? Nossa imagem interna e externa está cada vez pior e, tenho certeza, senador, que os principais culpados são as autoridades, sem querer generalizar, que dão o exemplo que a honestidade, a mentira, a covardia, o corporativismo e as camuflagens é que levam o homem a ter sucesso na vida.

Senadora Marisa Serrano, PSDB-MS (Segundo e-mail):

Estou convencida de que o relatório que apresentei em conjunto com o senador Renato Casagrande, recomendando a cassação do senador Renan Calheiros e rejeitado por 40 senadores, não foi uma derrota pessoal nem partidária. Foi uma derrota de toda a sociedade brasileira. Tenho a consciência do dever cumprido. Sei que fiz o melhor que pude e agi conduzida pelos fatos e por documentos comprobatórios. O Senado Federal é uma instituição democrática, fundamental para o fortalecimento do espírito republicano e, nada mais justo do que acatarmos, apesar da perplexidade geral, sua decisão soberana.

Mesmo assim, não devemos esmorecer na luta. A construção de um Estado pautado pela ética é um processo feito de avanços e recuos. Tenho esperança de que o passo que foi dado para trás seja fundamental para que se dê dois para frente em futuro próximo. Vamos continuar defendendo os interesses gerais, sem medo dos arreganhos do poder.

Saudações,

Marisa Serrano

Senadora (PSDB-MS)

Minha resposta:

Os bons cidadãos desse país esperam que isso ocorra, senadora. Vemos agora na mídia que 46 senadores declararam que votaram pela cassação do presidente do Senado, ou seja, além de se esconderem na escuridão de sessão secreta e votos fechados, alguns dos "nossos representantes' ainda se acovardam diante da atitude nada popular e continuam mentindo e tentando nos enganar

Infelizmente, excelência, enquanto o Congresso Nacional, assim como diversas prefeituras, câmaras municipais e assembléis elgislativas forem formadas, em boa parte, por seres sem qualquer traço de boncaratismo, antiéticos, mentirosos, venais e covardes nós, homens e mulheres que lutam por uma melhora do país, não podemos ter esperanças dessa melhora.

Como ensinar nossas crianças e jovens que a honestidade e a transparência são alavancas essenciais para se fazer uma Brasil melhor se aqueles que nos representam no poder mostram a essas crianças e a esses jovens que é o caminho contrário que eleva socialmente o homem?