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quinta-feira, janeiro 10, 2008

lane

  • Impossível jogar fiado na loteria, certo? Nada de financiamento pra fazer uma fezinha, correto? Você paga sua aposta em cash, pá! Pum! Por que cargas d'água o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) propões que os prêmios ganhos sejam pagos em prestações? O cara-de-pau argumenta que a maioria dos ganhadores de grandes prêmios não tem preparo para administrar as fortunas ganhas do dia para a noite. E daí? O que ele tem a ver com isso? Esse sujeito não tem coisa melhor sobre o que legislar, não? Se não tiver, basta dizer que eu lhe enumero um monte de coisas que precisam ser seriamente avaliadas pelos políticos. Até parece proposta de petista, de tão esdrúxula.

 

  • O Rio de Janeiro vai ficar sem governador e sem vice por alguns dias. Ambos viajarão para a Suíça a fim de fazer campanha para que a Olimpíada (no singular, senhores jornalistas, por favor!) de 2016 seja realizada na cidade do Rio. Duas coisas me chamam a atenção aí: a primeira, Cabral já esteve na Suíça há poucos meses para ouvir o anúncio oficial de que a Copa de 2014 seria no Brasil. Ora, ora, ora, não havia concorrente, todos já sabiam que a Copa seria aqui, então para quê fazer lobby? Segunda, o Tribunal de Contas da União ainda não fez as contas da dinheirama derramada no PAN de 2007, hiper valorizada e que muito pouco deixou para a cidade e para a União e Carlos Artur Nuzman já está de olho em multiplicar a sua fortuna, da esposa Márcia Peltier e dos amiguinhos mais próximos. Não vou entrar no discurso pessimista que o Brasil não sabe organizar um empreendimento desse tamanho, que a violência que grassa no Rio desde Brizola será um grande risco para estrangeiros e coisas que tais. O que me preocupa é o roubo descarado que se faz nos cofres públicos nessas oportunidades.

 

  • O ministro falou que não corremos risco de apagão. Leia-se: comprem suas velas, fifós e lampiões. A coisa vai ficar escura muito brevemente.

 

  • O outro ministro falou que não há risco de epidemia de febre amarela. Leia-se: vacinem-se que o trem tá feio.

 

  • Por falar em febre amarela, qual será a próxima epidemia? Não vou ficar nem um pouco surpreso se for de varíola ou tuberculose. Às vezes me sinto vivendo no século 19.

 

  • Olha a inflação aí, gente! A bichinha está voltando e nem um pouco tímida. É uma boa desculpa para ser usada por Mantega e sua gang para aumentar impostos: diminuir o consumo para reter o crescimento da inflação. Não estranhem se ouvirem um deles falando isso nos jornais logo, logo.

 

  • Adivinha quem saiu na frente na nova distribuição de cargos do governo federal? O PMDB, lógico! O ministro Geddel Vieira Lima já conseguiu emplacar os apadrinhados na SUDAM, a mesma que bancou um ranário milhonário de Jader, foi sacrificada e ressuscitou para gerar um enorme cabide de empregos. Dá ou não ná a impressão de que estamos vivendo no século 19? A propósito, o ranário de Jader não deu rã, mas vacas, milhares delas. Na época um amigo meu trabalhava na receita estadual do Pará e dava expediente no posto fical na fronteira com o Maranhão. Ele me contava que passavam comboios de caminhões caregados de gado, todos com guia de isenção de impostos.

quarta-feira, janeiro 09, 2008

AUTO_myrria

  • O STF tem tentado dar mostras de que está mais sério, mais preocupado com os valores éticos e morais e tal e coisa e coisa e tal. Como gato escaldado tem medo até de saliva, fico desconfiado... A Ministra Ellen Gracie deu dez dias de prazo para Lula explicar os reajustes tributários. Na prática, isso significa que Mantega e seus advogados dirão ao Tribunal o que quiserem dizer, os juízes dirão que é uma prerrogativa do Executivo reajustar taxas e impostos, tudo será considerado constitucional e legal e a oposição que morda a bunda. Aí ocorrerá, depois do carnaval, segundo o Garibaldo, uma briga de foice cega no escuro dentro do parlamento pela aprovação ou não do aumento da CSSL. Ai, ai, a política e a justiça brasileira são tão previsíveis que estão perdendo a graça.

 

  • Um amigo meu criou há quatro meses um site de notícias. Ele até tem se esforçado para manter um bom padrão. Pra começar, não fecha contrato com órgãos públicos, coisa rara em cidades do inteior, assim mantém uma independência de opinião. Ontem ele teve seu primeiro momento de glória, embora por causa de um desastre. Um helicóptero com turistas caiu e pegou fogo numa barraca em Porto Seguro (não houve vítimas fatais, ainda bem, e estão todos bem) e um fotógrafo do site registrou tudo na hora. Um furo! O Hugo, o dono do site, passou o dia recebendo telefonemas dos principais órgãos de imprensa televisiva e internética do país. Ja falei demais, vejam o lance do Radar 64.

 

  • Mas nem tudo são flores para meus amigos da imprensa. Recebi ontem o e-mail abaixo de uma amiga minha que trabalha num jornal de Belém:

Meus caros,
Não posso me queixar do início animadíssimo deste 2008. E eis que, depois de dançar "coladinho" com mr. Billy Paul, no reveillon do Hangar, descubro que essa história de jornalista ameaçado não acontece só fora daqui. A atual vítima fui eu.
Tudo começou quando o Amazônia publicou, no sábado, 29, uma matéria sobre a prisão em flagrante de um vereador do município de Breves, na ilha do Marajó, chamado Mário Adolfo Furtado Rabelo Júnior, preso com a "boca na botija", extorquindo dinheiro de um analista de sistema, ao lado de um investigador da Polícia Civil, de nome Roberto. Os dois foram presos e transferidos, o vereador para o Corpo de Bombeiros, e o policial para o PEM 3, em Americano.
Na sexta-feira, 4, chegaram três homens na redação do Amazônia/ O Liberal, solicitando um "direito de resposta" em relação a matéria publicada.
Quando li o que estava, falei ao homem (que não se identificou pra mim) que não poderia publicar da forma que ele havia escrito já que no documento ele chamava alguém de "doido" e "desequilibrado mental", ao que perguntei se ele (o cara) era médico ou se tinha laudo para afirmar isso. Ele ficou puto e nervoso. Pedi que ele se identificasse e ele me mostrou uma espécie de crachá e o tirou da minha mão antes que eu lesse. Então eu disse que não tinha mais nada a falar com ele e o mandei se retirar e ainda recomendei para que se ele voltasse à redação, viesse sem os guarda-costas que o acompanhavam. Só aí, toda a redação veio me avisar que o armário, capanga do cara, estava AR-MA-DO (isso mesmo, o segurança tinha um trabuco na cintura sobre o qual não deixou de passar a mão nenhum segundo). Toda essa movimentação foi registrada pelo circuito interno de tevê da redação.
Na hora, liguei para o meu amigo Walrimar Santos (assesor de imprensa da Polícia Civil) e pedi para ele descobrir se o cara era o policial. Diante da afirmação de que o IPC Roberto continua em Americano, restou o vereadorzinho (e era ele).
Logo, Emanoel Villaça, também da assessoria da PC, me ligou e pediu para eu ir na Delegacia Geral fazer uma queixa formal do caso e falar com o delegado-geral Justiniano Alves, o que fiz durante a tarde inteira da sexta-feira.
Bem, como percebem, minha vida está animadíssima. Por isso quero dividir isso com vocês, com algumas consideração (para não perder o costume):
1º) vocês podem imaginar o quanto é "seguro" o local onde trabalho (qualquer entra e ninguém é incomodado).
2º) na hora da confusão, todo mundo falou e arrebentou, mas hoje (8) quando chegaram as intimações para as testemunhas prestarem esclarecimentos na DG, já apareceu neguinho "muito ocupado" e com "uma viagem inadiável para fazer".
3º) muitos na redação consideram que eu ter botado para quebrar para cima do vereador "não era pra tanto", já que "as imagens não mostram que o cara estava armado". DETALHE; eu não falei isso, nunca, mesmo porque não vi. O que me incomodou foi o fato dele (o segurança) ficar me cercando na minha mesa. Se isso não é intimidação, alguém aí me dê um nome pra isso.
4º) Estou me sentido ameaçada, sim, senhor. A família desse vereador tem muita grana e é dona de metade de Breves. O fato é que ele foi preso na madrugada do sábado, 29, e às 13h, do mesmo dia, estava em liberdade. Se não correu grana aí, quero também um nome para isso.
5º) quero deixar bem claro que se algo estranho acontecer comigo (acidente, assalto, agressão, qualquer coisa...), esse vereador DEVE ser procurado.
6º) o caso virou um inquérito na Delegacia de Crimes Funcionais (Decrif), sob a responsabilidade do delegado Antônio Benone. O delegado-geral está a par de tudo (me recebeu e prestou solidariedade), o governo do Estado também, assim como a Polícia Federal. O setor industrial da Delta Publicidade (dona dos jornais) está ciente de tudo, assim como o setor jurídico da empresa. A segurança mudou seus modos de abordagem a visitantes, mas ainda não é o ideal. O prédio da redação é muito, muito vulnerável. Não é de hoje que doidos, das mais diversas espécies, batem em nossas mesas de trabalho.
7º) quero deixar minha eterna gratidão ao Walrimar (foi o ombro mais amigo que encontrei naquela na tarde daquela sexta-feira), ao Villaça que articulou tudo na DG pra mim; ao delegado Antônio Benone (que ainda conseguiu me fazer rir na hora da confusão), à corregedora da PC (que agora não me recordo o nome); à dra. Lívia (advogada da empresa que acompanhou o meu depoimento); aos delegados Fernando Sérgio e Uálame Machado, da PF, que me orientaram a como agir nesse caso; a Elísia, a motora do jornal que me levou para todos os lugares; aos blogs do Juvêncio Arruda e do Paulo Bemerguy, que publicaram notas sobre o assunto; e aos poucos que souberam avaliar, realmente, a gravidade desse caso.
8º) até esta presente data, o meu querido "sindicato" (que me leva mensalmente 60 paus) não se manifestou sobre o assunto. Muito menos a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
9º) portanto, se alguém tiver alguma opinião sobre como esse caso pode ser melhor apurado, se tiver algo que eu posso fazer judicialmente (alô! dr. Guilherme Zagalo), please, mandem ver. Agradeço muitíssimo.
No mais é isso, "bola para o mato, que o jogo é de campeonato".
Grande beijo,
Dedé

Mais eu teria a falar, porém o post já está quilométrico.

terça-feira, janeiro 08, 2008

amorim

  • Eu me posicionei contra o crédito consignado para aposentados desde o primeiro momento. Aqueles artistas globais da terceira idade nos comerciais e os juros mais baixos que os de mercado se mostravam uma armadilha para os velhinhos. A prática mostrou que eu estava certo. Uma quadrilha fraudava os empréstimos de dentro do Ministério da Previdência fazendo empréstimos em nome dos aposentados; sem orientação, muitos dos velhinhos terminaram se endividando mais do que poderiam e hoje sofrem para colocar as contas em dia e continuam sem orientação nenhuma. Pois bem, o governo federam suspendeu esse tipo de empréstimo. Eu não posso crer que seja para melhorar a vida dos pensionistas, ainda mais agora com essa "reforma tributária" feita nas coxas. Algo me diz que Mantega e sua gang estão estudando uma maneira de esfolar ainda mais os aposentados e pensionistas. Espero estar errado, mas algo me diz que não estou.

  • No final do mandato do prefeito anterior, aqui em Eunápolis, o sujeito, candidato à reeleição e todo endividado com agiotas, deixou de recolher o lixo deixando a cidade uma pocilga. Eu e um amigo, sozinhos, começamos a recolher as sacolas acumuladas em frente às casas de nosso quarteirão e obstruímos a principal avenida do bairro, bem em frente à agência do INSS. Aos poucos os demais moradores foram se juntando a nós e terminamos recolhendo o lixo de três quarteirões. Deu polícia, imprensa e o escambau. No dia seguinte o lixo estava sendo recolhido. Outro grupo despejou uma caçamba bem na porta do prefeito. Foi um período em que me envergonhei da minha cidade. Agora vejo Nápolis, cidade rica de país do primeiro mundo passando pelo mesmo, embora por motivos diferentes. Mais uma vez chego à conclusão de que calhordas e maus admnistradores públicos proliferam mais que ratos pelo mundo inteiro.

  • Por que a imprensa, que vive se colocando como paladino dos discriminados, só se refere ao candidato a candidato democrata à presidência dos Estados Unidos como "o candidato negro"? Em lugar nenhum vi alguma referência às suas idéias, à sua plataforma, somente à sua cor.

  • Lula está provando, mais uma vez, que o que ele fala a gente não deve escrever. Nesse imbróglio todo de aumento de impostos, ele disse que não mexeria nos programas sociais e nem no PAC, mas que haveriam cortes em outros campos. Agora, Romero jucá, líder do governo no Senado, diz que esses programas sociais também sofrerão cortes, assim como o PAC. Saúde, saneamento e educaçãoterão menos investimentos. Aliás, o ministro da educação já havia falado, no dia seguinte ao anúncio do pacote, que os professores corriam o risco de não terem reajustes salariais. Foram eles as primeiras vítimas diretas. Entendo que a CPMF colocava nos cofres da União R$ 32 bilhões e estimava-se que esse valor chegaria a R$ 40 bilhões em 2008, e isso não é pouco dinheiro em lugar nenhum do mundo. Mas, cá pra nós, o site da Receita Federal diz que a arrecadação no período de janeiro a novembro de 2007 foi de R$ 537, 16 bilhões, um aumento de 19,82% em relação a 2006. A CPMF perdia é, portanto, pouco mais de 5% do arrecadação total e parte dessa perda já foi compensada com o aumento da IOF e com o aumento das contribuições bancárias. O que falta mesmo é administrar decentemente esa dinheirama.

O governo gasta em demasia e mal, depois fica reclamando da oposição e esculachando o cidadão. Só para se ter uma idéia: os ministros José Múcio, Luiz Dulci e Paulo Bernardo estão reunidos para definir a distribuição de cargos para os aliados do segundo mandato. Segundo esse trio, o governo contava com 4 partidos o apoiando no primeiro mandato, hoje são 11 partidos. Para quem vinha a fim de mudar a praxis política brasileira, o PT está fazendo o mesmo toma-lá-da-cá que se faz desde Deodoro. Pior, quando não há cargos para todos, criam-se. Daí a explicação para mais de trinta ministérios.

Voltando aos cortes nos programas sociais. Tavez o presidente tenha em mente que programas sociais sejam apenas suas bolsas-esmolas-famílias ou seja lá que nome se queira dar. Saúde, saneamento e educação, para ele, não são programas sociais. Ah, bom, agora entendi.

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Rapidinhas, pero no mucho

AUTO_novaesjb

                 Novaes, Jornal do Brasil, RJ

 

  • A mansão confiscada do traficante Abadia, na praia de Jurerê, SC, será leiloada. Nada contra. Algum milhonário arrematará o imóvel e fará dali um retiro de férias. Mas, para onde irá a grana arrecadada? Não seria mais útil utilizar um casarão daqueles para abrigar um centro de recuperação de viciados? Do pó vieste, para o pó voltarás.
  • Preparem os saquinhos. De hoje em diante os assuntos mais comentados em todas as mídias serão BBB 8 e carnaval, não necessariamente nessa ordem. Por falar em BBB 8, milhares de preguiçosos mentais enviaram suas fitinhas esperando serem chamados. O que lhes resta? Aparecerem como piadas sem graça no Multishow como "nem big nem brothers". No final das contas são chamados a filha da ex-atriz global Nádia Lippi, o primo do apresentador da TV Diário, de Fortaleza, o amiguinho de fulano, o parentezinho de sicrano... Aos bobões ficam as torcidas, os milhões gastos em telefonemas, a compra dos pacotes pay-per-view, horas votando na net,...

      Essa história me fez lembrar um e-mail que recebi hoje:

      "O pai entrega o último dinheirinho para o filho e o manda à casa lotérica para pagar a conta de água e de luz. Na loja o garoto lê num cartaz: Sorteio de dois carros. Compre! Eles podem ser seus! O garoto pensa que realmente pode ganhar aqueles carros. Não paga as contas e compra um bilhete. Voltando para casa, entra se escondendo do pai e vai direto para o quarto. Na manhã seguinte o pai o chama e pergunta pelas contas, daí o garoto admite que não as pagou, que comprou o bilhete para o sorteio. O pai, furioso, dá-lhe uma bronca e lhe aplica uma surra. Na manhã seguinte, surpresa! Entre prantos a família vê dois carros estacionados em frente à sua casa: um da companhia elétrica e a outra da companhia de água e esgotos, vieram cortar o fornecimento".

  • Em 1988 foi aprovada a lei que permite a votação e, portanto, aprovação de leis populares. Para que a proposição dos cidadãos se transforme em projeto de lei, é necessário que seja assinada por 1% do eleitorado. A Folha de São Paulo fez um levantamento e concluiu que nesses quase 20 anos, foram enviadas 9.429 proposições de leis populares para o Congresso. Dessas, apenas duas viraram leis. Uma delas foi aquela da novelista Glória Perez que enquadrou homicídios qualificados como crimes hediondos. Mais tarde o próprio STF já deu uma enfraquecida nesse conceito de crime hediondo, mas essa é outra história. A conclusão a que chegamos é que ou as proposições são esdrúxulas (todas as 9.427? Pouco provável) ou, definitivamente, os congressistas só aprovam o que lhes interessa diretamente, virando as costas para o povo, o que é muito mais provável.
  • Chávez cortou três zeros no peso. Isso fez-se no Brasil mais de duas vezes e em nada ajudou a controlar a inflação, o que, a princípio, significa que o maluco-mor está chovendo no molhado. Atitude inócua. O aumento da IOF pelo governo brasileiro, para substituir a CPMF, pedra cantada por mim no dia seguinte à queda daquele imposto, também é uma atitude inócua e desesperada. O vice-presidente chamou de "remendo", eu, como quase baiano, chamaria de "armengue". Nunca o governo federal arrecadou tanto, porém, nunca o governo federal gastou tanto e tão mal toda a fortuna arrecadada. Mais de trinta ministérios? Isso é brincadeira... E de mal gosto. Alguém conseguiria listar, de memória, todos esses ministérios? Duvido. Perguntinha mais fácil: alguém conseguiria dizer, de memória, o nome de dez ministros?
  • Procurei a revista "piauí" hoje nas bancas, mas ela está esgotada. Tá o maior buchicho a entrevista do Zé Dirceu e eu fico sabendo só de fragmentos pelos blogs. Saco!
  • Por falar em mal funcionamento dos ministérios, no Piauí, o estado, não a revista, os agricultores não estão podendo plantar por falta de sementes. Dá pra acreditar numa coisa dessas? Sementes!! E essa porra desse governo ainda me vem com aquele papo de que está investindo na melhoria da agricultura familiar... Prosopopéia flácida para bovino rubro adormecer.

domingo, janeiro 06, 2008

Esperança

AlbufeiraSquare(compr) 

 

Está no Aulete:

Esperança

1  Expectativa otimista da realização daquilo que se almeja : Tinha a esperança de ser o primeiro colocado.
  2  Fig.  Aquilo ou aquele em que(m) se deposita uma expectativa : Aquele médico era sua esperança de recuperação.
  3  Qualquer coisa que seja ilusória : Desista dessa esperança de ficar milionário!
  4  Rel.  Juntamente com a fé e a caridade, a segunda das três virtudes básicas do cristão. 
  5  Zool.  Inseto ortóptero, de antena ger. mais longa que o corpo, pernas espinhosas e cor verde. 

Nesses tempos de ano iniciante desejamos as melhores coisas que nos vêm à mente às pessoas queridas e até àquelas que jamais vimos. E é verdade, desejamos tudo de bom a todos, ou, como diz Lulu Santos, "não desejamos mal a quase ninguém". Mas não consigo entender esse negócio de se desejar um ano cheio de esperanças.

Juntando dois ditados populares: "Tudo o que é bom, dura pouco" e "a esperança é a última que morre", podemos deduzir que a esperança não é lá uma coisa muito boa, ou ela duraria pouco.

Prefiro que se deseje um ano cheio de realizações e não apenas de esperança. Aliás, algum cineasta já definiu o "brasileiro: profissão esperança". Criou-se no Brasil uma cultura de que o Estado e seus agentes é que devem realizar, a nós, cidadãos, cabe a espera de que as coisas sejam feitas. É o escapismo institucionalizado: eles fazem ou não e eu espero. Não sei se gosto disso, não.

Para quem, desde cedo, aprendeu a se virar sozinho, a não ter que esperar pelos outros, a resolver seus próprios problemas, esperar é um castigo. Não espero carona ou convite, não gosto de depender da vontade alheia, não suporto a idéia de ficar na dependência de que chova ou faça sol. A vida me educou a ir atrás, a realizar ou fazer com que as coisas possam ser realizadas. Ao invés de esperança, seria mais edificante desejar fé, força, decisão, intrepidez, realizações...

Ainda fico com Geraldo Vandré que cantou "quem sabe faz a hora, não espera acontecer".

A esperança já está viva em nós, quer queiramos, quer não. A todo momento esperamos que algo aconteça ou algo dê certo, desnecesário desejá-la a outrem. Cabe a cada um aproveitar as oportunidades quando a esperança torna-se real.

A todos, portanto, um ano cheio de realizações, de feitos brilhantes ou corriqueiros, de decisões acertadas e frutíferas.

Voltemos à lida!