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terça-feira, dezembro 23, 2008

Cau Gomes, A Tarde, BA

    • Estou em São Paulo e ficarei por aqui até a segunda quinzena de janeiro. E daí? Daí que já estou pensando no caos que vai ser voltar pra casa. Mal começaram as férias escolares e os aeroportos e companhias aéreas já demonstram seu despreparo, sua incompetência e se pouco caso com os consumidores. Não tem jeito, entra ano, sai ano e a balbúdia e impunidades continuam as mesmas.

    • Esses intelectuais... Imaginem vossas senhorias que o último filme do Zé do Caixão está entre os "melhores do ano". Tudo bem que o cara tem lá sua importância na história do cinema trash nacional, mas daí a dizer que seus filmes são bons, vai uma distância abismal.

    • ACM e suas tramóias. Tem jeito, não, o cara morreu, mas teima em ser lembrado e, lógico, pelas cagadas que fez durante toda a vida. Agora vem a público a história de dona Siméa Antun, que, por dez anos, era funcionária fantasma do Senado, empregada por ACM, com um salário de R$ 8.200,oo. O senador empregou a fantasma como cala boca, já que a mulher acusava Luís Eduardo, filho de ACM, de ser pai do seu filho, hoje com 14 anos. Como fez por toda sua vida pública, o calhorda comprou o silêncio da sujeita com dinheiro público, ao invés de cumprir a lei e pagar a pensão devida. Ela, lógico, com boa brasileira, não recusou a mamata de fartar-se nas tetas da viúva.

    • Como a legislação brasileira é uma mãe para os bandidos e uma madrasta má para os bons cidadãos, o assassino do Tim Lopes já está em liberdade e os indultados de Natal já estão saindo às ruas com a indulgência dos juízes. Como acontece a cada ano, milhares deles não voltarão aos presídios e ficarão livres para barbarizar pelas ruas do país. Eles ganham o indulto e nós nos trancamos em casa com medo. Pura inversão de valores.

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Sinfrônio, Diário do Nordeste, CE
  • A senhora Marcos Pontes, Beatriz, está com um blog mostrando suas poesias. Convido-os a conhecê-la. Ela me convidou a participar de um meme, mas tô fora. Quem quiser, passe por lá e pegue o selo.

  • Por falar em Compulsão Diária, os links aí ao lado (Eu vou lá e eles vêm aqui) estão atualizados. Me assustei ao me deparar com 39 blogs desatualizados há meses e devidamente retirados. Novos entrarão brevemente.

  • Voltando aos esculachos. Interessante abriga entre senadores e e deputados federais no tocante ao aumento de mais de 7000 vereadores nas câmaras brasileiras. Antes das eleições os deputados estavam a favor desse aumento. Os senadores acreditaram e aprovaram o aumento depois das eleições. Daí os deputados voltam atrás e reprovam a PEC. Está claro que existem uma negociata mal andanda por trás disso. Aliás, com a gripe brava que estou (quem diria, uma semana de frio em Sampa em pleno dezembro) o cérebro rejeita pensamentos lógicos, o que me impede de lembrar o quê e onde li sobre essa negociata. Nada para nos surpreender, afinal de contas nossos parlamentares trabalham mais pelas propinas do que pelos salários e adicionais nababescos. Interesse público, então, é só balela daquelas que nem as mães dos descarados acredita.

  • O mundo inteiro fazendo nas calças de medo da crise que cresce mais que os aliens do filme, no Japão há uma diminuição de 19 mil cargos públicos, os demais países ricos desesperados inventando medidas e no brasil aumentam os números de vereadores. Mais uma comprovação de que somos um país rico e despreocupado com esses problemas mundanos de paizinhos pobres.

  • Com a popularidade batendo no teto, ofender Lula não bastaria uma sapatada, seria necessária uma centopéia neurótica pra fazer algum estrago. o cara chegou a ser considerado o 18º homem mais influente do mundo. É, macacada, não é só no Brail que existem cegos.

  • Quando o mundo se lembra dos 20 anos de morte do sindicalista Chico Mendes, seu assassino, Darly Alves, diz-se também um mártir. Sabe que até acho que no fundo ele é mesmo? Não siminuo a responsabilidade e muito menos a barbárie por ele praticada, mas como ele existem centenas particularmente na Amazônia. Assassinos, depredadores da natureza (não confundir com extrativistas e empresários progressistas e conscientes, como muitos), escravagistas e outros bichos que ficam impunes ou recebem multas que jamais pagam e que andam soltos. Esses fascínoras esconderam-se nas sombras enquanto Darly Alves encarava as câmeras como o único bandido. Ele foi o boi jogado às piranhas enquanto a manada de bandidos atravessava o rio sem problemas.

domingo, dezembro 21, 2008




Salve, gente!


Sei que ando sumido, dois meses sem mostrar a cara por esses lados, mas é que a vida deus guinadas fantásticas e muito boas. Veio o livro, o casamento, algumas viagens, reforma de apartamento, mudança... Agora as coisas voltam a se acomodar aos pouquinhos e consegui aparecer para matar a saudade.


Ainda não vou poder visitar todo mundo e reassumir a freqüência de antes, isso acontecerá aos pouquinhos.


Aos que passaram por aqui e deixaram seu recado, muito obrigado pelo acompanhamento; aos que fizeram crobranças, eis-me de volta; aos que não deixaram recado, mas se fizeram presentes, um abraço.


Vamos ao que interessa. Hoje, lendo o Editorial de Folha de São Paulo, dei de cara com o texto que transcrevo abaixo. Acho que os autores foram muito eufêmicos, bonzinhos ou covardes (talvez previdentes, o que é muito recomendável numa ditadura). Se fosse eu o autor, diria que houve mesmo corrupção da grossa, compra de pareceres, corrupção fedorenta, toma-lá-da-cá e outras coisinhas que são política de estado desde que Cabral por aqui pisou:
Negócio Fechado

O Governo Lula fez o que já se esperava. Atendeu aos interesses de uma das empresas que mais doaram recursos para a campanha presidencial de 2006, a Andrade Gutierrez, e criou um virtual oligopólio no serviço de telefonia em todos os Estados do país, com exceção de São Paulo.

Não foi fácil. Muita “vontade política”, para falar com o presidente, se fez necessária para impor aos consumidores brasileiros a compra da operadora Brasil Telecom pela Oi, que tem a Andrade Gutierrez como uma das suas principais controladoras.

Havia a lei. Foi alterada. Era preciso dinheiro público. Foi concedido. Surgiram focos de resistência entre os membros da agência que regula o setor, a Anatel. Nomeou-se uma personalidade sem experiência na área para aprovar a fusão. O Tribunal de Contas da União estranhou o negócio. Opiniões foram mudadas – em questão de 24 horas.

Os interessados tinham pressa. Se a compra não fosse aprovada até hoje, a Oi teria de pagar uma multa contratual de R$ 490 milhões à Brasil Telecom. O ministro da Comunicações, Hélio Costa, resolveu então levar ao pé da letra as suas atribuições. Comunicou-se. E foi assim que, depois de uma conversa com o ministro do TCU que resistia à operação, dificuldades de última hora foram superadas.

A Oi se livrou assim do incômodo de pagar R$ 490 milhões e pode celebrar o que, mesmo a olho nu, parece ter constituído um excelente negócio.

Já o contribuinte brasileiro não recebe maiores satisfações pelo fato de que muito mais dinheiro foi injetado pelo BNDES e pelo Banco do Brasil para possibilitar a transação. Do BNDES vieram R$ 2,6 bilhões. Do Banco do Brasil, R$ 4,3 bilhões. Fundos de pensão também foram convocados a participar da transação, cujo valor total se estima em R$ 12,5 bilhões.

Isso tudo ocorre num momento de aguda necessidade de crédito nos mais variados setores produtivos. O novo conglomerado não criará novos empregos, pelo que consta. Ao contrário, nessa área, tudo se resume a seu compromisso de não realizar demissões até abril de 2011.

Qual a justificativa do governo Lula para se envolver escancaradamente no negócio? Argumentou-se que, num mercado onde predominam empresas estrangeiras, seria estratégica a presença de uma grande operadora nacional de telecomunicações.

Todavia, uma surpresa estava reservada para esse último capítulo. Descobre-se agora que não existem mais impedimentos a que a nova empresa seja vendida a grupos estrangeiros.

Fecha-se, assim, o ciclo de uma espetacular sucessão de casuísmos, acomodações de interesses e jogadas clandestinas – na qual, diga-se de passagem, também a oposição parlamentar participou, quando chamada a intervir.

O negócio está feito. Apesar da complexidade dos detalhes, não é difícil resumi-lo ao essencial. É um caso de compra e venda. Nada mais que isso.

terça-feira, outubro 28, 2008

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Dora, Guilherme de Farias, Esus, Cintia Thomé e Alcanu

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Hesus, Eu, Bia escondidinha e Cintia Thomé

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Dora, de Recife para Sampa

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Eu e Peterso

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Anjo Daiane, Eu, Aldy e esposa (putz! Esqueci o nome)

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Cintia Thomé e Alcanu

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Co meus futuros engenheiros da USP: Carol, Rhemzo e digníssima namorada( a gente usa isso quando esquece o nome da pessoa)

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Ronald Lino, empresário, minha Bia e Daise, psicanalista, esposa do Ronald

Noite

Joe Brazuca, eu, Comandante Ordisi (até que enfim conheci sua cara) e Alcanu

Noite 12

Cauê Procópio (vocês ainda ouvirão falar desse cara) e namorada (não esqueci o nome, é que não sei mesmo)

Noite 5

A escritora Cintia Thomé e o cartunista Fred Ponzio

noite 21

Com o jurista "Circus de Suannes" (pseudônimo, claro)

noite 30

Com o magnífico Guto Lacaz e minha Bia

noite 31

Com MonyBlue, Ponzi, Peterso e Alcanu

Noite 8

A sapientíssima professora Ize, da UERJ, e Alcanu

noite 36

O tatuador Maurício Soldi, minha Bia e a Ana Paula, cantora e musicista, esposa do Maurício

capa_dacola pequena

A capa

Pronto, pelo menos acabaram-se os lançamentos do meu livro. As fotos acima são do lançamento que aconteceu em Sampa no dia 23 de outubro. Bom, são dos primeiro trinta minutos, daí a ausência de muito mais gente que apareceu, mas os fotógrafos, inclusive eu, já estavam no bate-papo animado e nas bebelanças e comilanças.

Dizem que todo baiano tem que ir um dia a São Paulo, essa foi minha vez e não poderia ser melhor. Muita alegria, uma recepção daquelas que a gente dá em amigos de infância que não vemos há anos. O inusitado é que pouquíssima gente eu já conhecia, todos os demais eram amigos novíssimos que me receberam com sorrisos largos e abraços apertados.

A recepção ao livro não foi diferente. Estou começando a me acostumar e a gostar de elogios.

Aos amigos paulistas, meu muito obrigado por tudo, principalmente pela amizade. Blogueiros, psicólogos, mais de vinte escritores, artistas plásticos, cantor, funcionários públicos, designers, professores,... Tanta gente e de tantas matizes para enfeitar a noite e me fazerem ainda mais feliz.

Em dezembro volto!

A propósito, quem quiser seu exemplar, pode me mandar um e-mail que eu mando os dados: pontes.mr@gmail.com.

quinta-feira, outubro 16, 2008

AUTO_samuca

  • Essa corja do Senado se aproveita do desvio da crise das bolsas para manter a parentada nos cargos. A Justiça? Ah, essa tá nem aí, tem muito parente de juízes, desembargadores e que tais nesse cabidão.

 

  • O Conselho Monetário Nacional está em reunião. Lá vem coisa...

 

  • A Record cria o primeiro canal de notícias 24 horas na tv aberta. Que legal! Teremos mais informações gratuitas. Em compensação há 72 horas mostra uma janela de apartamento porque lá dentro tem um idiota ameaçando com revólver uma garota de quinze anos. Vai, mundo cão!

 

  • Por falar no seqüestro-show da Record, que policial imbecil permitiu que a menina libertada voltasse a se tornar refém? Em qualquer lugar mais ou menos sério, esse sujeito seria sumariamente demitido.

 

  • Mandela, pobre homem, se diz honrado com a visita de Lula. Se ele conhecesse o cara...

 

  • Chega a ser engraçado. Lula cobra um discurso coerente dos líderes mundiais. E ele lá sabe o que é coerência? Em se tratando de bolsa de valores, ele não repetiu a receita do FHC liberando o FGTS do trabalhador para que fosse investido na Petrobrás, ao invés de fazer moradias populares? Pelo menos é esperto, está tentando se mostrar como um sujeito que sabe tudo de economia enquanto o Brasil não se afoga na crise. Já se mostrou o salvador da pátria, agora quer ser o salvador do mundo. Desde seu primeiro dia de mandato estou com a impressão de que quer ser Nobel da Paz.

 

  • Numa coisa o beócio tem razão: não podemos gostar de ver nossa economia, alavancada a trancos e barrancos, sendo destruída por especuladores inescrupulosos do mundo a fora.

 

  • "Quem trepa, fuma e cheira, vota no Gabeira", cantam os críticos. Demorou, mas Paes resolveu tomar o tema pra azucrinar o candidato verde. Deve estar engraçada a campanha fluminense.

 

  • Ansiedade aumentando:

 quinto-teste