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quarta-feira, junho 23, 2010

O que era e o que é

censura

 

Uma coisa interessante acontece com o atual governo federal, não há necessidade de se criar mentiras ou factóides para desmoralizá-lo ou fazer-lhe oposição, como é prática na política brasileira há 510 anos. Basta saber ler os jornais. As piores críticas nascem da própria práxis política do PT e adjacências.

Foi notícia, por exemplo, a cassação de vários textos publicados no site do Ministério do Planejamento que faziam críticas a vários órgãos e segmentos do governo que haviam falhado em seus objetivos ou na execução das tarefas que os atingissem. Repetindo a máxima do Rubens Ricúpero, massiçamente criticada pelo PT antigo, que “o que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”, o governo central, o nosso Politburo, censura até mesmo as autocríticas. Como uma moça pudica não permite que apareça sequer um milímetro da renda da anágua.

Aliás, o governo Lula não seria jamais uma moça pudica, está mais para uma devassa em roupas de evangélica. O que se puder pensar em pior em termos de falta de moral, de honestidade, de transparência, de democracia, essa messalina tem de sobra. Por baixo da roupa comportada, saias abaixo do joelho, blusa de mangas e golas altas, há uma calcinha fio dental, sutiãs com enchimento e um tremendo fervor nas entranhas, uma atração terrível pelo pecado.

Essa menina transviada tentou obedecer à mãe que aconselhava a evitar as más companhias. Esse era o PT da primeira idade e da adolescência, aquele partido que se orgulhava de não coligar-se com os “reacionários” (os seguidores sectários continuam usando essa terminologia contra todo e qualquer opositor a si) e condenar as ilegalidades dos governos e governantes daquele tempo. Mas a menininha bem comportada e rebelde contra a desonestidade cresceu e cansou-se de ser exceção, tornou-se membro da gangue dos podres. Passou da maconha que usava nas festinhas “inocentes” para o charutão castrista e o sangue dos inocentes que os produziam; das batinhas indianas do romantismo hyppie pulou para os ternos Armani e os tailleurs Chanel arrematados sem pudor com milhões retirados do erário. Para seguir as orientações de transformação do marqueteiro mor, Duda Mendonça, Lula deixou de ser um sapo barbudo para tornar-se um “paz e amor” de ternos importados; Dilma deixou de ser a riquinha e ex-católica rebelde de bolsa tiracolo de couro ou lona para usar bolsas Hermès que custam mais que um ano de salário dos trabalhadores que ela diz defender.

Millôr, na sua genialidade, já havia feito a diferenciação: “Eu mandar em você é democracia; você mandar em mim, é ditadura”. O velho relativismo esquerdista. A prática política de Lula e PT no comando torto da nação mostram exatamente isso, o que eles condenavam quando eram oposição furiosa tornou-se diretriz e norma de sua própria administração. Censura, por exemplo, um dos carros chefes de todas as oposições ao regime militar e, com razão, um dos pontos fortes do discurso petista-oposicionista, tornou-se aliada do governo e uma busca constante, altamente fomentada por Tarso Genro quando exercia o cargo de pior ministro da justiça que o país já teve. Se bobearmos, logo, logo terá gente como Franklin Martins ou Dilma Roussef defendendo a tortura como meio lícito e justificável de se conseguir confissões.

Para quem ficou curioso e quer informar-se melhor sobre os erros do governo e a análise desses erros feita por gente do próprio governo e devidamente censurada pelo Politburo, eis o link da Folha. Leia antes que seja censurado.

 

@Marcos Pontes

2 comentários:

Adao Braga disse...

Eu ganhei e estou lendo Marcos o livro que o jornalista Polibio Braga me enviou gratuitamente.
Ótimo livro para conhecer como foi que o PT governou o RS e Porto Alegre nos 16 que lá esteve.

O que admiro foi como eles conseguiram permanecer 16 anos no poder cometendo tantos erros.

Se você quiser, o Polibio Braga, @polibiobraga e www.polibiobraga.com.br ele te envia o livro gratuitamente.

Bea - Compulsão Diária disse...

Muito boa a imagem da loucura petista. psicopatia petista. Impostura perversa que engolimos e nada fazemos. Essa tem sido minha quetão. Por que, Marcos ninguém brada contra essa canalha? Será que depois de décadas de ditadura cultural marxista precisamos formar uma massa crítica? E para isso como fazer? Tomar as universidades atoladas no relativismo, desconstrucionismo? Nessa geléia geral que nos transformamos não conseguimos diferenciar liberais de conservadores. A linha que separa comunistas de liberais é muito tênue. Qualquer liberal hoje é a favor do PT e qualquer petista é a favor do mercado.
Seu texto , excelente como sempre, aponta o sintoma, rasga o véu puído. Mas, o que eu acho necessário é pensarmos na ação oposicionista ao que aí está. Cadê a direita do mundo? Reparou que não há mais? Foram todos cooptados? é teerível!