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segunda-feira, julho 06, 2009

Segunda sonolenta

iotti

Ioti, Zero Hora, RS

  • O que a Dilma e o Celso Amorim tinha na cabeça ao declararem diplomas que não tinham? Achavam, os dois, que sua mentirinha daria mais credibilidade a eles e às suas atuações e ao governo? Achavam que sua mentiria persistiria por toda a vida? Ou simplesmente, como bons petistas, têm a mentira tão encalacrada em sua práxis que já não conseguem segurar o impulso de mentir por qualquer motivo?

 

  • O dinheiro gasto pelo Senado é de R$ 11.000,00 por minuto. Para se ter uma idéia de quanto é isso, a cada minuto o são desembolsados mais de 23 salários mínimos, ou seja, em uma hora 1419 salários mínimos são jogados no ralo do país. Já que Marolinha I e Único prefere dar esmola aos miseráveis do que diminuir impostos que ajudariam no crescimento de todo o país, se o Senado seguisse o exemplo e doasse um dia de seu orçamento às populações carentes, mais de 55.000 famílias poderiam receber um salário mínimo num só dia. Mas seria pedir muito. Eles preferem dar para os Agaciel da vida e sua curriola de safardanas.

 

  • Desse orçamento de quase R$ 2,8 bilhões anuais de orçamento do Senado – sem falar da Câmara, que é outra bomba que qualquer hora dessas explode –, segundo seu primeiro secretário, Heráclito Fortes, do DEM-PI, R$ 2,7 bi são gastos com pessoal. Já seria um absurdo se esse gasto com pessoal fosse somente salários, mas não é. Aí tem até seguro saúde vitalício para senadores e seus familiares e os declarados dependentes (aí tem mãe, sobrinhos, cunhados, empregada…), mesmo que esse senador seja suplente – aqueles que se elegeram sem receber um votinho sequer – e tenha assumido a titularidade por apenas um dia. Duvida? Pois é verdade. Brasil, país de absurdos.

 

  • Voltando aos salários. Motorista ganhando salário de R$ 12 mil é comum, os caras vão incorporando aos salários mil balangandãs, alguns genéricos como vale-alimentação e vale-transporte, até os auxílios-funerais e paletó e sabe-se lá o que mais. De um salário base de dois, três mil reais, ou quanto seja, aos trinta mil de Agaciel, é um salto. Efraim Morais, quando primeiro secretário, e responsável pela administração, delegou poderes a Agaciel, que montou sua camarilha, fez esse grande desfavor ao país e agora só a Justiça para permitir a redução dos salários e a demissão de funcionários que adquiriram estabilidade e tornam-se intocáveis. Efraim, é óbvio, não será incomodado, como nenhum parlamentar será punido.

 

  • O tal do funcionário intocável é aquele que põe o dedo na cara da nação – com cacófato e tudo – e diz “cale a boca, não reclame e engula. Eu posso desviar, roubar, não trabalhar e você tem que aceitar quietinho, eu sou um funcionário público federal estável e às minhas costas tem sindicado, federação e uma esquerda enorme para me apoiar”.

 

  • E por que a Justiça não permite redução de salários, fim da farra das horas extras, aumento da carga laboral ou a demissão de funcionários corruptos ou inoperantes? Porque nela também o mesmo mal é corriqueiro. Se tomar atitudes assim para com funcionários dos outros dois Poderes, vai ter que fazer com os seus também e isso é traumático, sério e nada interessante.

 

©Marcos Pontes

2 comentários:

J. Neto disse...

Não é atoa que, hoje, tantas pessoas inteiramente desqualificadas querem um emprego público, de preferencia no senado ou na câmara. É muita botija.

Diploma de Amorim eu até já sabia (li sobre isso duas semanas atras). É comum este hábito isto nos petistas. Em Dilma, é surpresa.

R$ 11.000.00 por minuto é muita grana. Mostra que, de fato, e porque, esses cidadãos se acham tão "incomuns".

É preciso ter muito talento e competencia para se fartar com tanta grana.

pois é. E eu continuo achando que a melhor saída é fechar este Senado, porque da câmara não quero nem falar. O que já me disseram que vem por aí...

Nanda disse...

Essa da Dilma eu não sabia, embora não me surpreenda... Aliás, o que me surpreende é ver Renan e cia bela, como se nada tivesse acontecido e comentando sobre escândalos...