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sexta-feira, junho 26, 2009

Completamente Contra

Esta é minha pequena participação na blogagem coletiva proposta pela Beatriz para discutirmos o uso, comercialização, legalização ou não, descriminalização ou não das drogas. Quem não estiver participando, ainda está em tempo. Basta pegar a etiqueta, fazer sua postagem e comunicar à Beatriz para ter seu blog incluído na listagem.


Completamente Contra


Na história é comum encontrarmos mentiras repetidas tantas e tantas vezes e com mais convicção e detalhes a cada vez, que acabam se tornando verdades. Principalmente porque preferimos receber as informações mastigadinhas, de modo a não termos que pensar, e cheia de detalhes e argumentos, que não tenhamos que pesquisar. Mesmo que os tais argumentos sejam falaciosos.


Qual a cidade que não tem a “loura do cemitério”? A fórmula da Coca-Cola contém cocaína; Hitler está vivo e morando na Argentina; Elvis também está vivo e escondido, cansado do assédio dos fãs e da imprensa; qualquer coisa que passe pelo Triângulo das Bermudas é transportado para outra dimensão; João Paulo II assassinou João Paulo I ou algo do gênero; a CIA assassinou Marilyn a mando dos mafiosos; Xuxa viu duendes... Aliás, é capaz de aparecer gente por aqui que acredita em, pelo menos, uma das lendas acima. Normal.


Em relação Às drogas, seu consumo. Comercialização e efeitos, também não são poucos os mitos e achismos, alguns defendidos com convicção por ignorância ou interesses pessoais, repetidos e aumentados até que se tornem verdades irrefutáveis. Algumas dessas teorias, sempre acrescidas de “profundas bases científicas”, são usadas pelos defensores da legalização e/ou da descriminalização do uso e/ou do tráfico de substâncias psicotrópicas. Como sou careta das antigas, cheio de princípios éticos e morais herdados de uma educação mais ou menos conservadora, me oponho tanto à descriminalização quanto à legalização e me permito rebater vários argumentos dos droguistas, mesmo que sejam apenas com meus próprios achismos, já que eles vêm cheios de achismos alheios.


A propósito, sou contra também a descriminalização do usuário. Se eu comprar um relógio roubado, legalmente sou receptador e tão criminoso quanto o ladrão. Pois se a produção, tráfico comercialização de várias drogas é ilegal, ilegal também é que as consome e banca os crimes anteriores. O consumidor das drogas ilegais e o receptador do relógio roubado.


  1. A maconha é uma droga leve.

“O THC tem uma propriedade bem curiosa, gruda em algumas moléculas das paredes dos neurônios de animais, até mesmo do homem, tais moléculas são conhecidas como receptores de canabinóides, quando ocorre a ligação o receptor opera sutis mudanças químicas dentro da célula, mas não se sabe dizer ao certo quais são elas. “(http://www.brasilescola.com/drogas/maconha.htm)

O THC se liga aos receptores neuronais responsáveis pelo controle da dor e se influencia diretamente no sistema nervoso central, não pode ser considerada uma droga leve, pra início de conversa. E por não ser leve, já é sabido que ele destrói neurônios de forma irreversível por serem justamente os neurônios que não se regeneram (alguns se regeneram, ao contrário do que se cria até há alguns anos).

Como se isso tudo fosse pouco, a Cannabis sativa tem passado por um processo de “melhoria” genética que a tornou potencialmente muito mais perigosa do que aquele fumada nos anos 60 como símbolo de renovação da mentalidade mundial. Bah!


  1. A legalização diminuiria a violência porque os traficantes querem a legalização.


Cascata. O traficante pode ser a favor da legalização pró forma porque esta legalização seria um salvo conduto do governo para que ele continuasse praticando o que antes era crime, só que com a chancela do Estado. Todos os crimes praticados antes da legalização seriam anistiados, o que faria do traficante de ontem um honrado cavalheiro pagador de impostos hoje.

Mas voltemos à violência. A parte legalizada recolheria impostos, como todo negócio legal, mas o governo ficaria com uma parte muito grande do negócio, o que levaria a um mercado negro em que o traficante ficaria com todo o lucro. Isso já ocorre hoje com o tabaco e o álcool, por exemplo, obras legalizadas, mas que contam com um enorme tráfico, principalmente via Paraguai.

O Estado permitiria a comercialização e a produção das drogas ou seriam criados laboratórios e plantios também legalizados? É para isso que o cidadão que não consome drogas, um percentual esmagadoramente maior do que os consumidores, pagam impostos, para ser criada um “ministério dos bacanas”? Isso causaria protestos e, provavelmente, não passaria no Congresso.

Paralelamente a isso, os policiais, juízes, parlamentares e demais autoridades que se corrompem para darem cobertura a traficantes, e elas são muitas, não ficariam satisfeitas com a perda desse ganha-pão e partiriam para outro tipo de crime. Isso ocorre hoje, por exemplo, como ocorreu em São Paulo e Rio de Janeiro, onde as polícias investiram pesado contra os sequestros. Os sequestradores viraram cidadãos legais? Não, migraram para outro tipo de crime, como tráfico de drogas e assaltos a bancos ou assaltos a condomínios de luxo. A legalização e consequente fim da corrupção por esse motivo, levaria os bandidos a partirem para outra modalidade de crime ou ao próprio mercado negro.


  1. Na Holanda os crimes diminuíram com a legalização.


Bobagem. A Holanda nunca esteve nas estatísticas de violência ou produção de drogas. O país era fim de linha, um país de consumidores, não de produtores. Aliás, hoje é um país produtor de ecstasy, que é uma droga sintética e não produto “natural” ou substrato direto como o haxixe, o ópio e outras drogas manufaturadas diretamente de um vegetal.

A Holanda não é comparativo econômico ou social para o Brasil. Vivemos realidades diferentes em todos os campos. Independentemente disso, o que se vê na Holanda atual é um questionamento sobre os ganhos e perdas que a legalização trouxe. O país virou destino dos bichos-grilos europeus, o que tem causado sérios problemas na rede de saúde pública e no tratamento dos adictos.

Há muita coisa na internet sobre isso, basta procurar um pouquinho para se informar. Seria cacete colocar tudo aqui.


  1. Maconha não vicia.


Isso nem merece comentários mais alongados. Qualquer um com mais idade que um préadolescente conhece pelo menos uma pessoa que “fuma socialmente” seu charo. Que seja. Então, desafie esse xinxeiro social a ficar três dias sem dar um tapa e vai ver um sujeito subindo de costas pelas paredes.

Os especialistas que o digam, tem gente muito mais capacitada a descerrar o assunto, mas que a bicha vicia, vicia.


  1. Maconha é natural, por isso é saudável


Poderia listar aqui algumas dezenas de substâncias 100% naturais que matam sem muito trabalho: curare, veneno de viúva negra, "todesstuhl" (a toxina de cogumelos venenosos), tetratoxina. Oxalato de cálcio, toxialbumina, alguns alcalóides, glicosídeo cianogênico (encontrado na mandioca brava), saponino (encontrado em hera), … O THC não mata, mas é veneno, é substância tóxica, é peçonha. Se pode aliviar as dores de doentes como cancerosos, por exemplo, pode causar ainda mais males em quem não precisa dele como remédio. É remédio que mata a longo prazo.


São muitos os argumentos dos defensores das drogas e todos eles são refutáveis, menos aquele do usuário que, defendendo causa própria, defende a legalização porque acha as drogas boas. Se é uma questão de gosto, não há como discutir. Assim também não aceito que refutem esse meu argumento: droga não presta, é uma merda e deve ser coibida de todas as formas, inclusive por repressão policial, criminalização do usuário, mesmo ele sendo considerado um doente, mas é também o financiador do crime, e proibição total, geral e irrestrita de qualquer substância psicotrópica, a não ser as utilizadas como medicamentos legalizados e com controle rígido da vigilância sanita´ria, ministério da Saúde e todos os organismos públicos responsáveis pela farmacologia e medicamentos nacionais.




© Marcos Pontes
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30 comentários:

Bea - Compulsão Diária disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bea - Compulsão Diária disse...

Postado completíssimo. Sem papas na língua vc expressa o fundamental: toda justificativa pra usar e liberar as drogas é muito romântica e sedutora na literatura, na poesia, nas artes plásticas. Na vida real, entretanto, só traz complicação.
O cuidado com que você elaborou o post dá uma idéia do qto vc já compreeende o problema.
Mto obrigada por participar e ter dado tanta força;)
Um beijo

Bea - Compulsão Diária disse...

Mais uma coisa: vc aponta pra algo fundamental: a ingenuidade dos que consideram maconha uma coisa, erva natural. E daí?
Mto bom postado pra ser lido muitas vezes e digno de página pra ser muitas vezes linkada;)

António Rosa, José disse...

Marcos

Muito completo e exaustivo, ou não fosse você um homem da «palavra». Parabéns.

Regina d'Ávila disse...

Você me convenceu definitivamente..
Adorei e achei super esclarecedor.
Parabéns!!
Bjs
Rê.

Frodo Balseiro disse...

Meu caro Marcos. Nessa campanha contra as drogas, estão incluídas entre elas, a nossa classe política?
Se estiver, estou dentro!
abs

Fábio Mayer disse...

Não pude participar, porque estive viajando esta semana.

Mas é por aí mesmo, temos que divulgar muito o que as drogas representam de mal para a humanidade, quem sabe isso desencorage as pessoas de experimentá-las.

J. Neto disse...

Parabéns pelo texto. Forte e marcante como sempre fazes.

Quem se beneficia das drogas é a indústria do narcotráfico e assim eles querem que seja. Enquanto houver jovens leigos, rebeldes, analfabetos e semianalfabetos eles vão enriquecendo. E isto em um país (leia governo) que não investe na família nem na educação para uma sociedade.

Também deixei meu recado.
Muito boa a iniciativa de sua esposa. Boa blogagem.

Abraços

Georgia disse...

Marcos mas esse seu texto é digno de apaluso e você escreveu muito bem cada idéia também do que eu penso sobre os diversos pontos de vista.

Concordo pelanamente que aquele que compra coisas roubadas querendo tirar proveito por pagar mais barato, também é tao ladrao quanto aquele que roubou.

Perfeito.

Parabéns!

Lino disse...

Como já assinalado em outros comentários, um belo posto, direto e sem subterfúgios. Acho que temos, sim, de combater as drogas, mas não só as ilegais. Devemos combater também as legais, que fazem tanto mal quanto aquelas.

Cristiano Melo disse...

Marcos, seus argumentos são enbasados, apesar de dizer que são seus achismos, bem, dessa maneira irei comentar com meus achismos também..rs Quase morri de rir do parágrafo em que vc conclui com a Xuxa vendo duendes... Seu texto traz a sua ironia sofisticada e vai direto ao ponto. No caso, se não me engano, vc foi sobre a discriminalização da maconha em relação às outras drogas, além de não discriminar o usuário do traficante (os dois no mesmo lugar) e a comparação da Holanda com o Brasil.
No meu achismo, comparar a Holanda com o Brasil é de rir... A maconha possui seus efeitos psicoativos como o álcool, e se for discriminar todas as drogas, penso que deveríamos começar com o maior causador de danos, em números, que é o alcoolismo. E, não sei se meu achismo é achismo demais, mas comparar usuário a traficante não é muito radical? Bem, Uma vez que todo caso é um caso, e existem usuários que, independente de como caíram nesta esparrela, estão "doentes" e assim devem ser tratados e com um certo esforço, recuperado e reinserido na sociedade, se é otimismo meu? Não mesmo, sou pessimista por natureza, acho! Mas a comparação entre os dois pólos não acho que seja por aí.
Continuemos, continuemos.
abração
PS: FORA SARNEY!

Roseli disse...

Oi Marcos,
Muito bom seu texto e seu ponto de vista. Gostei demais de seu blog e ainda vou voltar para conhecê-lo melhor. Também estou participando dessa blogagem.
Abraço,

Luciano A.Santos disse...

Marcos,

Simplesmente completo. Gostei muito da forma direta como abordou o tema, e em alguns pontos temos a mesma opinião. Sou extremamente contra a legalização das drogas, não acho que seria para o bem de coisa alguma, a não ser dos maiores interessados (deveria dizer o governo).

Parabéns pelo post, abraços.

Lúcia Soares disse...

Oi, Marcos. Volto depois pra conhecer melhor seu blog. Hoje vim pela blogagem coletiva. Sua explanação foi ótima! Abraços.

Bea - Compulsão Diária disse...

Marcos se me permite gostaria de responder ao Cristiano Melo que é meu amigo e nosso padrinho;)

Cris, com todo carinho e respeito,

Quem compra e usa droga patrocina a violência. Quando um delegado íntegro e sincero como é Delegado Hélio Luz - Ex-Chefe da Polícia Civil do RJ - diz no documentário Uma guerra particular , do João Moreitra Salles "Ipanema Brilha". ele se refere a uma classe média que adora fazer passeata pela paz mas, depois sobe o morro atrás da droga. E ainda mais idolatram o traficante, acham "o cara". estão fora de si, tão fissurados e sozinhos que perdem o discernimento de quem está ali na frente seduzindo, oferecendo o bagulho.

Marina Saggessi é outra que cansou de ver senhoras de branco em passeatas "cheiradas até o talo" balançando bandeiras de seda contra a violência no Rííoo, saca?

Tropa de Elite foi massacrado, por uma pseudo-intelectualidade malinformada em Pucuspes da vida, porque disse a verdade. A cena do policial dando esporro no "nóinha " de classe média é excelente. ele matou o bandido. Tá certo!!!

Chega de hipocrisia e relativismos inúteis e irresponsáveis, manja?

Quer paz aja de acordo para que ela possa existir. Quem compra financia assassinato, sequestro, tráfico de armas, drogas e pessoas e toda espécie de crime.

Esse lance de que devemos descriminalizar o usuário é patotinha de classe média que é exatamente quem compra e patrocina essas passeatinhas ridículas, sem coerência ideológica alguma. Pior, sem ética nem compromisso com a verdade.

Sem aliviar, Cris;))

Namasté;)))

Cachorro Louco disse...

Marcos ,boa tarde.Excelente e esclarecedor esse texto .Este assunto nem merece discussão pública ,pois é obvio demais o que a maconha faz.Para os pais que estão educando seus filhos dou uma sugestão Peguem uma foto do "Carhlinhush Minc" mostrem para as crianças e digam :se você fumar maconha vai ficar igual a esse cara !
Para este assunto só ha uma solução :maconheiros tem de ir prá cadeia e traficantes e comunistas para o cemitério.Abraços

Cristiano Melo disse...

Oi Bea,
Concordo com o que vc postou, talvez não tenha me feito entender, então deixa eu discrimar o usuário? O de classe média a que vc se refere sim, pois além de informação sobre o assunto, detém recursos para se restabelecer de uma drogadição. Eu me referia ao que cai na droga e não tem recurso algum, nem informação tinha, aquele que compra a droga "barata" ou que rouba pra sustentar o vício, entende? Este grupo que me refiro. Longe de ser de classe média ou rico, ele é uma vítima da droga. Bem, mas é uma percepção, opinião. É que fico tocado com os usuários que chegam num ponto que quase não há mais retorno, pode ser romantismo de minha parte, mas ainda acho que este é diferente daquele.

Cejunior disse...

Apoiadíssimo, meu caro Marcos. Drogas são drogas e pronto. Seus efeitos deletérios são mais do que conhecidos e esse papo furado dos Mincs da vida de que a maconha é "natural" não passa de desculpa para dar um tapa...

Só não sei se algum dia vamos conseguir deixar de usar qualquer tipo de drogas, mesmo as sociais. Mas é nossa obrigação alertar e esclarecer seus danos e as consequencias da opção pelo seu consumo.

E a propósito, o presidente do senado não é uma droga também ?

Um abração.

Serena Flor disse...

É...eu vi bem de perto como as drogas destroem pessoas e famílias inteiras...
Espero sinceramente que um dia este horror tenha fim!
Parabéns pelo teu excelente texto!
Um grande beijo e acabei de postar a minha participação agora ok?

Mírian Mondon disse...

Olá Marcos,
Prazer em conhecer voce e seu blog! Parabens pela excelente participação!

Estava hoje conversando com meu marido exatamente sobre o exemplo da Hollanda que depois de mais de 30 anos de "gedoogbeleid" (que traduzido seria algo como tolerancia pragmatica) está lutando para refrear os excessos gerados por essas décadas de tolerancia.

Sem falar que é no minimo simplorio comparar Brasil e Holanda.

Obrigada pela visita ao Café e pelas gentis palavras!

Teresa disse...

Olá Marcos
Concordo consigo, é o relativismo que tem imperado na nossa sociedade que acaba por nos trazer à situação que existe hoje.
Só duas palavras sobre a questão do consumidor:1 - quem decide a partir de que ponto se pode criminalizar?
2 - Quantos consumidores acabam por se tornar vendedores?
É sobre estas coisas que devemos pensar, sem romantismos.
Abraço
Teresa

Laguardia disse...

Parabéns pela postagem. Vou republicar um post antigo sobre drogas e fazer uma chamada para o excelente post que você escreveu no Brasil Liberdade e Democracia

Mari Amorim disse...

Marcos,
acompanho teu blog,
agradeço tua visita,é dispensavel o comentario sobre teu texto.A menina citada em meu texto foi aluna da escola onde tenho desenvolvido projetos unto a comunidade,estou com diretora desta escola a 8 anos
Parabéns!.
gostaria de avisar que vou levar e linkar o selo do Sarney,se houver algum problema me avise.
Boas energias

Vanessa disse...

Marcos, isto não é um post é um artigo. Muito bem fundamentada a sua posição, da qual comungo, por acaso.
Tb estou na coletiva e só agora pude passar para comentar os postados. Abraço!

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Adorei!

Luma disse...

hahahaha maconha transgência! Pensaram até nisso!

Sobre os traficantes serem a favor da legalização. Então, o governo quer o imposto também da maconha? Brasil terá traficantes com carteirinha? Eta, Brasil ioio!!

Holanda já quer revisão das suas leis. Os crimes não diminuiram e o número de usuários aumentaram.

Sobre o vício, existe um estudo dizendo de pessoas propensas a ficarem viciadas em drogas, essas pessoas teriam famílias susceptíveis geneticamente. Neste estudo o tipo de familia mais susceptível é aquela desestruturada moral, social e culturalmente! Quac!

A legalização somente ajudaria o governo a arrecadar mais imposto, visto o que ele arrecada com impostos de venda de cigarros e bebidas alcoolicas, porque não de outras drogas?

Beijus

Ery Roberto Correa disse...

Pontes, estou contigo integralmente. Teus argumentos são irrefutáveis. Tenho uma experiência (de convívio) "braba" na família. Minha sobrinha está morrendo com 26 anos (droga-se desde os 13) e o que mais defendia eram duas coisas: maconha é produto natural e quando eu quiser eu paro (!!!!).

Aqui no Brasil é triste pensar no que fez a Justiça com relação ao art. 16 da Lei anti tóxicos, artigo que trata do usuário. A "amaciada" que deram em sua aplicação é causa de muita tragédia.

Sou dos que acreditam que o vício é mais um problema de segurança pública do que de saúde. Posso estar na contra mão do entendimento, mas ainda não me vejo nem longe a mudar de idéia. Nem que me torne um dia o único a pensar assim.

Este entendimento tem seu trajeto no sentido tráfico/usuário, deixo bem claro.

No outro sentido, o da busca do usuário que se atira pela primeira vez, onde estão presentes outros fatores como relações de amizade, locais de frequência, etc, etc, vejo como fundamentalmente um problema de educação e deficiência familiar, falta de estabelecimento da cultura de limites.

Como vê, sou "às antigas". A pós modernidade não me convence. Jamais.

Abraço.

ET: Duvido que alguém que não pense assim deixe de refletir melhor se um dia, como eu, visse a casa do pai ser invadida por traficantes para cobrar o fornecimento da usuária (neta) internada por 4 vezes sem qualquer solução.

Nanda disse...

Marcos, suas considerações estão perfeitas! Como escrevi no Luz, informação de qualidade é sempre o melhor caminho. Beijos.

albarmvieira disse...

Marcos:
Os seus argumentos são excelentes, inclusive mudaram a minha opinião em relação à descriminalização, pois eu não era totalmente favorável à criminalização, pois imaginava que o comércio e a violência poderiam ser diminuídos e, ingenuamente, eu achava que o fato de não proibir diminuiria a vontade das pessoas de buscar o proibido. Então, pensando bem, é melhor continuar proibido mesmo.
Muito bom seu texto!

Mylla Galvão disse...

Marcos,
Obrigado pela visita em meu blog Vidas Linha mas, tenho outro blog que também está nessa blogagem: Ideias de Milene
Http://ideiasdemilene.blogspot.com
Optei por falar de drogas que são mais frequentemente usadas hj em dia pelos jovens: O Crack e a Cola de Sapateiro...
Mas seu post está muito completo, parabéns!!!
Tb sou contra Sarney, acho que vou aderir ao seu chamado. Dessa vez Lula passou dos limites mesmo!!!

Bom Domingo!!!
Abraços