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sexta-feira, junho 12, 2009

PM em vagabundo é bom!

amarildo

Amarildo, A Gazeta, ES

duke

Duke, O Tempo, MG

É que o Charge On Line está tão bom hoje que fica impossível pegar só uma.

Como eu já disse no título, PM em vagabundo é bom, ainda mais quando vagabundo está usando dinheiro público pra manipular alunos de universidade pública que poderiam ser estudantes, se estudassem. Quem quiser que me apedreje, mas a alunada de humanas da USP é sempre quem puxa as greves inócuas, ocupam os prédios – prioritariamente da Reitoria –, emporcalham tudo, fazem festinhas na madrugada banhada a álcool e com pizzas que ficam impregnadas nas paredes, móveis e espalhadas pelo chão, demonstrando bem o nível de intelectualidade, civismo, educação, higiene e respeito pelo bem público de que não são portadores.

Para quem se opõe a índio ocupar prédio de Funai e ser tratado a pão de ló; “agricultor” invadir hidrelétrica e fazer chantagem e ser atendido; bispo chantagear presidente da república com grevizinha de fome para evitar transposição de rio que pode salvar milhões de vidas e outros absurdos contra o Estado com a conivência desse próprio Estado, o ato do governador José Serra em mandar a polícia garantir a reintegração de posse, com mandado judicial nas mãos, é digno de aplausos. Desde os tempos de Mário Covas que não vejo um homem público com culhões para botar baderneiros em seus devidos lugares.

O Reinaldo Azevedo destrincha o movimento, mostra quem são os cabeças da falsa greve e deixa claro que a alunada é massa de manobra, boi de piranha, bem ao estilo dos autoritários que posam de paladinos das causas populares.

Em contrapartida, são muitos os blogueiros, jornais, chargitas e outros que criticam o mau uso da coisa pública que agora se vestem de cordeirinhos espancados e agridem a Polícia Militar do Estado de São Paulo, o governador, a Justiça e quem quer que apoie a evacuação do prédio.

Não sou contra protestos legítimos, pelo contrário, não costumo ficar calado contra desmandos – basta ver os mais de 900 posts desse blog –, fui estudante ativo nas reivindicações, sou adulto participativo, mas me orgulho do meu senso crítico. Não entro numa briga para salvar um amigo se esse amigo provocou a briga sem razão. Do mesmo modo, não vou ficar com peninha dos alunos da Fefeleche e seus manipuladores ( Marilena Chauí, Olgária Matos, Tia Deni… A turma que elegeu Lula e mama de caroninha há 500 anos), uma massa de grã-fininhos de bolsa tiracolo, sandálias de couro de bode, cabelos e barbas compridos e desgrenhados como se ainda estivessem nos 70.

A propriedade pública tem que ser respeitada não só por quem trabalha nela, mas por todos e cada um, inclusive pelos estudantes, professores e funcionários da USP que não são donos das instalações e mobiliário, são apenas co-proprietários como todos os paulistas. Se nossos representantes não dão o exemplo dilapidando o erário, de vez em quando é bom ver alguém nadando contra essa maré permissiva e politicamente correta que trata estudantes maiores de idade que já bebem, fumam, dormem fora de casa, trepam e abortam, como se fossem criancinhas indefesas que necessitam de proteção cega. São adultos responsáveis, mesmo em sua irresponsabilidade e por ela devem responder.

©Marcos Pontes

7 comentários:

Cejunior disse...

Bravo! Assino embaixo. E nem é pelo Serra, não. Se um outro governador de qualquer partido agir igual, será merecedor de nossos aplausos.

Basta de desordem, baderna e confusão. Precisamos de paz, trabalho e estudo, coisa que essa gente não sabe o que é.

Um abração.

Bea - Compulsão Diária disse...

Clap, clap, clap!
Chega dessa militância delinquente criada nos melhore piores colégios de sampa.
A fêfêléééch é um esculacho desde os barracões. Um nojo até hoje. depois que retiraram os barracões ficou pior.
As faculdades ali são reduto de docentes que não passam de apparatchik petistas desde os anos 80 qdo da findação do PT.

serra acertou. Quem viu os vídeos dos estudantes bem alimentados pela mesa natureba- veggie- da classe média hippie não pode dizer que a policia foi a agressora qdo ali estava pra que se cumprisse a lei.
além disso é uma infinitesimal minoria de baderneiros contra 90 mil funcionários..
Nossa que raiva dá esse Sintusp, com esse tacanho manipulando os beócios da fefeléééchhhhhhhh

Ronald disse...

Oras, os caras querem fazer bagunça? Então se voltem contra a farra do congresso que, como o André diz no seu post, é o local de pior aceitação nacional.

Isso aí Marcos, a busca pelos direitos é lícita mas sem baderna pois havendo, perde-se o direito.

Bom final de semana

Fábio Mayer disse...

Nos meus tempos de faculdade, esse tipo de retardado já existia. Não havia semana que não inventassem algum tipo de manifestação com o intuito precípuo de não estudar.

"Alunos" assim, que fazem greve e invadem reitoria, são justamente os que usam essa pressão para não serem incomodados por professores. Não estudam, não fazem prova mas querem ser aprovados na marra;.

É um aspecto.

Outro, é o fato de que geralmente são os mais baderneiros, os mais bêbados, os mais amorais que entram nesse tipo de movimento, e quase todos filiados a partidos de extrema-esquerda.

Por mim, seja quem seja o governador, o negócio é mandar PM e se não entregarem a posse por bem, que cantem os cassetetes e venha a choradeira!

Neto disse...

É o que sempre falo: Já está mais do que na hora desses adolescentezinhos baderneiros assumir a responsabilidade pelos seus atos. E pagar pena pelos desmandos que cometem.

Se agem assim, em nome de uma causa 'que nem entendem direito o que é' (são massas de manobra), imagine o que fazem em casa?

Parabéns pelo texto. Lúcido, oportuno e direto na jugular.

PoPa disse...

Um dos grandes problemas nestepais, é justamente o excesso de cursos de "humanas" (no caso, mais para "umanas") e a falta de cursos técnicos ou tecnlógicos. Onde estão as engenharias nesta bagunça? Não participam? Por que será?

Rudny disse...

Complicado mesmo...

Há umas semanas atrás houve uma série de protestos aqui em Cuiabá, contra a decisão da Reitora da UFMT de implantar o "Novo Enem" sem ter consultado a opinião da maioria. Teve gritaria, estudantes na chuva, repórteres, polícia... aquelas coisas de sempre. Sempre gostei da idéia do Movimento Estudantil, e fui lá pra emprestar minha garganta por uma decisão democrática. A maioria dos manifestantes era contra a implantação do Novo Enem como único modo de ingresso na instituição, e muitos outros diziam que o que eles defendiam na realidade era uma discussão maior sobre o assunto para que a decisão fosse tomada através de uma assembléia geral. Pois é, lá estava eu, pela primeira vez, em uma "manifestação". Percebi logo de cara que aqueles que mais gritavam eram os que queriam sair nas fotos com bandeiras vermelhas, nariz de palhaço, com latas e pedaços de pau nas mãos. Fiquei cerca de quarenta minutos na chuva, só observando a zorra dos estudantes políticamente corretos.

Felizmente não houve festas, álcool, pizza, e etc. Ocuparam a reitoria com consciência, sem demolição do patrimônio público. Que venha a próxima... :)