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quinta-feira, maio 05, 2011

Ainda “yankees go home”?

nva-yankees-go-home

 

Cada vez que um daqueles crimes que arrepiam até médico legista acontece, de mães a delegados,, de vendedor de picolé ao bispo, todos se revoltam contra os defensores dos direitos humanos que aparecem para exigir respeito aos acusados. Assim foi, para citar dois exemplos de casos de maior repercussão popular, no assassinato da criança Nardoni e no do menino João Hélio, arrastado por bandidos que roubaram o carro da família.

Com a mesma fúria e grita, exigem a presença dos defensores dos direitos humanos para defenderem as vítimas quando um indefeso é vítima de crime violento, como se só os malfeitores fossem defendidos. Se bem que nesse país injusto não são raras as vezes em que os bandidos são melhor atendidos do que as vítimas, mas essa é outra história.

Quando o algoz são os Estados unidos, o antiamericanismo paranóico de que é vítima o brasileiro faz com que esse sentimento de revolta se inverta. Lógico, me refiro especificamente sobre a execução de Bin Laden, assunto do qual venho evitando falar devido à quantidade e enorminade dos absurdos e achismos que tenho lido, ouvido e sabido a respeito.

O brasileiro – tanto os esquerdistas quanto os conservadores de direita -, via de regra, rendem-se à argumentação politicamente correta de condenar o governo ianque, defendendo o bandido Bin Laden e enfiando o dedo no olho da administração Obama, representante legal das vítimas do terrorismo contra as embaixadas americanas na Síria, no Iêmen, no Quênia e na Tanzânia, dos passageiros dos três aviões derrubados em 11 de setembro de 2001, da 3000 pessoas mortas enquanto começavam a trabalhar no World Trade Center, inclusive alguns brasileiros, e no Pentágono, dos bombeiros que sacrificaram-se para resgatar as vítimas daqueles ataques e dos muitos soldados mortos enquanto caçavam os talibãs e os Al-Qaedas no Oriente Médio.

Nas muitas reportagens a que tive acesso sobre a morte do terrorista-mor, em apenas uma vi entrevista com parentes de uma de suas vítimas, os pais de um jovem bombeiro morto no WTC, como se fosse raro ou fictício encontrar gente que sofre por ter perdido parentes e amigos entre os milhares que Bin Laden e seus terroristas executaram friamente. Por outro lado, o que tem de “especialistas” em operações militares, diplomacia, direito internacional, direitos humanos e palpiteiros dando pitacos e fazendo analises que condenam a ação militar, é uma enormidade.

Teorias de conspiração, essas eu já esperava, mas não tantas e tão absurdas como a que diz que Bin Laden já estava morto e congelado há anos, esperando um bom momento político para ser apresentado ao público. No domingo, quando o Manhattan Connection foi interrompido, falei para minha mulher “pode esperar que daqui a pouco aparecerão mil versões e teorias sobre essa morte”. Não precisa ser pitoniza, basta conhecer um pouquinho a mente doentia das massas.

Óbvio que os maus leitores alegarão que estou defendendo a tortura, a “execução sumária” ou a mentira oficial, uma vez que Bin Laden não está morto, e sim fumando charutos na Bodeguita Del Medio, num bate papo animado com Hitler, Gardel e Elvis. Não é disso que se trata, mas da superficialidade argumentativa (quando há argumentação e não apenas a reprodução do “ouvi dizer” com ar de interpretação e conhecimento profundo dos noticiosos que se vê por todas as partes); da hipocrisia de quem curte rock, toma Coca-Cola, veste jeans, calça All Star, passou ou quis passar as férias juvenis na Disneylândia e as adultas fazendo compras na 5th Avenue, não perde os blockbusters hollywoodianos, mas, por inveja, desinformação, má vontade, ideologismo esquerdista ou pura desonestidade intelectual não perde a oportunidade de espinafrar o american way of life.

Voltando ao Bin Laden. Eu que não sou santo e nem Jesus Cristo, que deu a outra face, se tivesse um parente morto por uma ação terrorista orquestrada por aquele monstro, teria ficado muito feliz ao vê-lo destroçado por obuses americanos, russos ou paraguaios. O resto são baboseiras de jornalistas ou reprodutores da imprensa que ouviram o galo cantar mas, por não saberem aonde, inventam suas historinhas de terror.

 

©Marcos Pontes

9 comentários:

Beatriz disse...

Muito bem, Marcos.

O nível de insanidade que a mídia americana inseriu na cabeça dos seus eleitores foi tamanho que elegeram um presidente anti-americano. Pior a mma mídia, alinhada à ditadura do politicamente correto paranóico, quase proíbe que se homenageie os Navy Seals e a Cia pela ação que pôs um limite, apenas um chega prá lá na jihad que tortura o mundo com suas ameaças. Guerra é guerra.

Alguém com a mínima honestidade intelectual defende a sobrevivência de Osama bin Laden e seus fascínoras? Pois bem, quem defende? Alguém que teve um ente querido assassinado no Kenia, no WTC, nos atentados em Israel?
Ser anti-amerciano tomando coca-cola e usando jeans, usando computador, celular , i-phone e etc... do lado de baixo do equador é tão infantil, tão irresponsável quanto apoiar Lula e PT, Chávez, Castro.
Por favor, sejamos realistas. Quem fala aí sobre direitos humanos pra terrorista? A pessoa real ou o sonho de um eu que está fora da realidade?
Tem algum anjo aí?
Esse relativismo é de lascar, minha gente.
Vivemos na realidade não na verdade relativa.
Os atentados elocubrados por Osama assassinaram pessoas de carne e osso, com uma história, uma família!

Carlos Alberto disse...

É isso mesmo! Os palpiteiros e mesmo os cientistas não revelam - aqueles por ignorância; estes por descuido ou interesse - que esta "guerra" EUA/Talibãs não é oficial. Não é entre Estados, portanto, não há que se falar em determinados direitos. Quem pode, repito, pode questionar qualquer violação é o Estado paquistanês, somente. Bin Laden e os Talibãs, por não terem deveres, tampouco detêm direitos.

Sonia disse...

Eu acredito que o texto por si, dispensa maiores comentários, pois encerra a idéia do anti-americanismo doentio, mostrando o quanto as pessoas podem ser iludidas e manipuladas pela mídia.
Defender um terrorista, assassino frio e sem um pingo de humanidade é a coisa mais piegas, ridícula e sem propósito a que a imprensa poderia levar a massa mundial.
E a maioria segue...por isso estamos assim, como estamos... =/

Menescal disse...

Estava eu esperando um Crônica com esse teor. Parabéns!!

José Ribamar Marques disse...

Vc tem razão meu caro.....a paranóia dos esquerdistas de meia tigela, que alegam que os americanos cometeram assassinato, como se todos os atos de Bin Laden, não fossem crimes hediondos cometidos pela brutalidade do ato, contra pessoas inocentes, desarmadas e inofensivas, mas eles não vêem isso.
Criticar americano, e tomar coca cola, usar Iphone para acessar o Twitter, passar férias na Disney ou em Orlando, é muita cara de pau.
Nenhum dos defensores do hoje finado Ozama, se alistaram nas fileiras de sua organização terrorista. Nenhum deles teve a coragem de enfrentar frente a frente os marines americanos. Neste ponto Bin Laden, teve mais coragem que eles.
O mundo ficou livre de um monstro.
Deus dê ao Seals que acertou-lhe a cabeça, paz, saúde e prosperidade.

Adao Braga disse...

Os que não acreditam na morte do Bin, também, talvez, são os que não acreditam que ele planejou e executou o 11/09.

Bem como, os que não acreditam na morte do Bin, sejam também os que não acreditam que ele exista.

Minhas questões são outras, por exemplo:

É um pais aliado? Que tipo de aliado? Qual a qualidade da aliança? É confiavel como aliado? ...

Anônimo disse...

Não sou anônimo, sou @carneiro_rio

"Ser anti-amerciano tomando coca-cola e usando jeans, usando computador, celular..."
Ora! Partindo desse raciocínio, durante a 2ª guerra, todos que eram anti-alemães, não poderiam ter um Mercedes ou um Porsche?
O Bin Laden tinha mesmo que ser morto.(assim como os Fernandinhos Beira-mar daqui)
Por inúmeras razões, estou mais para anti que pró-americano.
E vou continuar adorando Coca-Cola, e os bons filmes de Hollywood.

Ajuricaba disse...

É muito mimimi de falsos puritanos e humano-direitistas quando afirmam que o "grande" Bin Laden deveria ter sido preso em vida e julgado por um tribunal "isento".
Só quem teve alguém próximo vitimado por um dos atentados planejados pelo barbicha ou seus fanáticos seguidores, sabe o que motivou o investimento duzamericanus em tempo e recursos para pegá-lo.
Se alguém estupra uma filha minha ou trucida um parente próximo meu numa ação insana, espero 300 anos e vou pegar a criatura onde estiver e com quaisquer recursos que dispuser.
Pergunta dessa rapiocada se eles se lembram do Sérgio Vieira de Melo?

Lis disse...

Como sempre, não há o que tirar nem por nesse post! O anti-americanismo torna as pessoas ridículas, elas perdem o senso de realidade e ficam elocubrando um amontoado de imbecilidades para justificar o injustificável. Um monstro que aterrorizava o mundo foi morto, dane-se o modo como foi, o que importa é que estamos livres dele. Mas, os mesmos que criticam a forma como foi caçado o terrorista Bin Laden, não se mostra indignada com a morte do dissidente cubano Juan Wilfredo Soto depois de espancamento policial durante um protesto em Cuba.São dois pesos e duas medidas.