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terça-feira, maio 24, 2011

Revolução ofídica

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A Revolução Francesa tinha como objetivo destruir a monarquia e instalar a república, Isso qualquer estudante do ensino médio sabe, ou deveria saber, dada a péssima qualidade da educação nacional.

Para chegar lá, os republicanos teriam como primeira etapa destruir toda a simbologia monarquista. O propósito era o bem comum? Teoricamente, sim, mas o populacho foi o exército gratuito utilizado para levar a cabo os desejos da burguesia ambiciosa que jamais chegaria ao comando da nação.

Contra a monarquia também fez-se também a revolução bolchevique, em 1917, e várias outras revoluções em tempos e locais distintos ao redor do globo. Em alguns casos a figura imperial foi deveras substituída pelos presidentes e primeiros ministros, em outros o monarca de coroa foi substituído por oligarcas com faixa presidencial. Em comum havia a guerra civil e a mortandade de compatriotas. Em nome de uma causa, a manipulação dos insatisfeitos por meio de propaganda, promessas e uma imagem de sensíveis na luta contra a opressão, a miséria e a obsolescência da máquina estatal divulgadas pelos candidatos a assumirem o poder.

Os Estados Unidos e seus aliados, insatisfeitos com a postura do Eixo destruíram o Japão e o reconstruíram à sua imagem e semelhança, o mesmo na Coréia do Sul, Alemanha Ocidental, Vietnã do Sul, também em épocas diferentes, mas utilizando o mesmo método: a guerra.

Pacientemente, seguindo a nova tática gramsciana, a esquerda também preparava sua revolução, hoje em pleno curso, silenciosa e paulatina, sem sangria, mas com a semelhança da destruição de símbolos antigos e pré-estabelecido propósito de reconstruir o mundo ao seu jeitinho.

Todos os líderes mundiais estão de acordo com essa tática, têm conhecimento dos tentáculos vagarosos, longos e múltiplos que, à imagem dos filmes de terror B dos anos 50, passam por baixo da porta para estrangular suas vítimas na surdina? Não. A maioria deles são apenas instrumento de mentes bem mais argutas, preparadas e calculistas. Lula e Dilma, por exemplo, não têm a malícia e nem a prepotência de Putin, que restabelece mansamente a república soviética, sem comunismo, mas com todos os vícios que o antigo regime tinha em que havia uma pirâmide encimada pela casta política e economicamente privilegiada, algo completamente oposto à pregação de Marx.

Zapatero é outro exemplo de esquerdista ofuscado pelo brilho do poder, mas apenas uma ferramenta nas mãos daqueles que, à imagem de Greenhalgh, Mangabeira Ünger, Frei Betto e outros muitos cérebros pensantes da esquerda brasileira, mexem os cordéis que fazem seu títere andar, pular, falar ou fingir de morto.

Pregar contra as instituições religiosas seculares, levantando a bola das novas teologias e inúmeras religiões é uma faceta muda para as grandes massas desse avanço gramsciano da nova ordem que vem se estabelecendo calcada no politicismo correto.

As forças armadas, mundo a fora são outras vítimas de campanhas contumazes; o ensino tradicional é bombardeado pelas novas pedagogias como, por exemplo, o tão enaltecido construtivismo dos anos 90, hoje já demonstrado ser uma farsa. Destruir a escola tradicional ao invés de aperfeiçoá-la não é à toa, mas parte do plano.

Teoria conspirativa? Não, conspiração de fato.

Destruir as gramática, como o episódio amplamente divulgado e discutido dos livros espalhados pelo MEC em mais de 4000 escolas públicas em que se encontram erros absurdos de regras gramaticais também não é à toa. “Destruamos o que é velho para construirmos tudo novo, inclusive a gramática, que deve ser escrita pelo povo, não por letrados, cultos e acadêmicos estudiosos. O estudo é coisa pequeno burguesa, elitista, não serve para nós, povo oprimido e vítima dos senhores da indústria”, pode ser assim traduzido o discurso desses senhores e se os olhos e ouvidos lerem as entrelinhas, é exatamente isso que vai encontrar.

Estudo, ciência, tradicionalismo, mérito, ética, moral, religiosidade e o que mais houver de estabelecido na cultura mundial há de ser arruinado, assim, sem valores, metas e lideranças, os esquerdistas revolucionários aparecerão em cena fantasiados de salvadores do planeta, braços dados com as minorias que vêm cooptando, sejam negros, gays, evangélicos, ecologistas, feministas e qualquer outra classe ou categoria que aceite vestir a carapuça de vítimas e oprimidos históricos. Não será de estranhar que a nova revolução francesa nasça em França, esquerdista de longa data e primeiro refúgio de ditadores depostos no decorrer das várias décadas do século 20, e de comunistas banidos por ditaduras de direita.

Como a primeira revolução francesa, a revolução bolchevique, a reconstrução japonesa, a nova revolução começa pela destruição dos símbolos dos regimes atuais, a diferença é que não se faz isso pela força das armas, mas com a força da pena, que é muito mais forte e permanente do que a força da espada, como já ensinara Voltaire e Gramsci assimilara muito bem, transmitindo essa assimilação e seu emprego prático e paciente aos dissimulados que aplicam isso ideologicamente hoje. Se o sangue jorrar, será no final do processo, quando a maioria de hoje estará tão fragmentada que as “minorias” unidas a esfacelarão facilmente.

O novo não significa necessariamente o melhor, aliás, muita coisa nova é infinitamente inferior em qualidade e conteúdo do que seus similares de algumas décadas atrás. Toda a vigilância contra a manipulação individual e das massas é porca diante da ardilosa revolução tácita que avança sorrateiramente.

 

©Marcos Pontes

7 comentários:

Beatriz disse...

Primoroso! Você diz tudo que deveria ser dito todos os dias para jovens e tantos adultos perdidos. Parabéns! Continue ...não para aprimorar mas para dar o prazer de textos lúcidos nessa massa de textos delirantes de "intelequituais" charlatães, encharcados de ideologia barata. Adorei! Adorei!

Anônimo disse...

Oi meu amigo,
Título bem adequado para o expost. Como uma cobra sorrateira e peçonhenta, eles avançam sobre os valores duramente conquistados e os destroem. Pessoas que, sabemos inteligentes, deixam-se levar pelo papo melífluo de "cobras" supostamente inofensivas, como citado por você. Estamos diante de um país incapaz de enxergar nas entrelinhas e de interpretar as verdadeiras intenções desta camarilha. Pena! Todos, intelectualmente, cooptados.Hoje dialoguei com 1 ambientalista q, ao final, nãi mais retornou os posts.É assim que acontece qdo tentamos dialogar, raciocinando. rsss. Abs e parabéns pelo acertado artigo. opcao_zili.

nadiavida disse...

Que aula maravilhosa! Você é estupendo em tudo o que escreves.... Mas, será que irão deixar acontecer isto com a nossa língua? Ando inconformada..... Abraços

MC.EAGLE disse...

Verdade! A destruição dos símbolos nacionais por exemplo, é fato verídico nessa república.

Velvet Poison disse...

Ai, meu Deus! Revolução Francesa é o brioche do pensamento esquerdistamente sedutor! Usa-se a igualdade e a fraternidade para anular a liberdade...

Emidio disse...

Olá marcos, parabéns pelo Artigo e pelo blog. Me lembrei de um comentário de um petista (histórico comunista) há alguns anos, que indignado disse: esse fp do lula estragou o nosso plano, pois com ele o povo vai virar lulista e não comunista. Com isso digo a você que esses esquerdistas (teóricos ofídicos) não conseguirão o objetivo final pq no meio do caminho se perderão nos bilhões das benesses do capitalismo, das consultorias, dos LandRovers etc etc.
Nem isso eles serão capazes. Nem ganhar dinheiro honestamente eles sabem. São incompetentes! Aposto com você.!

Joe_Brazuca disse...

na música e artes em geral então, é uma verdadeira hecatombe...é o lixo do lixo do lixo...como diz meu velho pai ( mais uma vez...) : pura especulação !

Texto completo...só faltou dizer do poderio econômico amealhado pelos burocratas pré e pós soviéticos, que financiam, uma parte dele, o tráfico de entorpecentes, a prostituição, venda clandestina de armas para os mini-exércitos espalhados pelo mundo terrorista...

O comunismo se escondeu no esgoto do mundo e está dominando o mundo lá, do esgoto, agora com a carapuça da "ilegalidade"...sabe cumé né ?

abraço

Joe