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terça-feira, novembro 16, 2010

Camarilha

Lula e Dirceu Chefoes

Espalham a verve incontida

Oceano de lama em profusão

Enodoam a pátria combalida

Promovendo a briga entre irmãos

 

Mentem e não se ruborizam

Agridem quem da mentira foge

Enganam em nome da moral em que pisam

Trazem sempre a traição no alforje

 

Leis, Constituição, Código Penal

São para eles inúteis resmas

Sabem da conivência do Tribunal

Que compram à mancheia e fazem lesmas

 

Elaboram, maldosos, a guerra sul-norte

Jogam negros contra brancos sem piedade

Lançam ricos contra pobres, vendem morte

Ao preço do seu poder e vaidade

 

Do erário fazem vítima e refém

Com propagandas do que não fizeram

Os números de menos viram além

Com os erros daqueles que não erram

 

Com balelas, favores e bolsas

Compram a permanência no poder

Com promessas e obras falsas

Corrompem até quem não os quer

 

Artistas, intelectuais, povaréu se vendem

Fazem-se piso para a malta passear

Imitam avestruzes, a consciência escondem

Sobra à nação a conta a pagar

 

Mafiosos urbanos, terroristas rurais,

Sindicalistas ineptos, juízes venais,

Escritores apócrifos, jornalistas e que tais

Incham a máquina. Bandidos boçais.

 

Não há governo, há quadrilha

Fantasiada de companheiros

Nos bastidores a camarilha

Rouba vidas e dinheiro

 

©Marcos Pontes

5 comentários:

Sonia disse...

Parabéns! Já admirava seus textos em prosa; foi uma grata surpresa ver que a lucidez se expressa também em versos e com um humor ácido irrepreensível!
A ilustração, também, foi uma escolha perfeita. Obrigada por compartilhar. :)

Velvet Poison disse...

Muito bom! Mas não é que a dona Dilma ficou ajeitadinha, na ilustração? hehehe

Francisco Cruz disse...

Marcos, parabéns você fez uma obra de arte em cima da mais pura e cruel realidade.

Beatriz disse...

poema denúncia que dá vontade de sair declamando pelas ruas, parando nas esquinas, num passa-passa sem fim até que o brasil todo diga: Chega!

Anônimo disse...

Bom dia meu caro Marcos!

Já sentia falta de transitar por aqui... a correria...


... mas a mim o que importa é que cá estou, querendo não se distanciar desse importante "fórum"

Veículo leve, carregando carga pesada. Eis o que me parece a síntese de tua obra!

E o combustível desse veículo? A indignação que parece não acometer o cidadão comum.

Abraços meu caro

Decubito