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domingo, julho 31, 2005

Os nomes das coisas

Quando vim pra Bahia um amigo paraense veio junto. Um dia estávamos numa lanchonete e ele pediu um suco de cajá. Sempre ouvira falar daquela fruta e tinha curiosidade de prová-la. Depois de dar um gole virou-se pro atendente e reclamou "isso é taperebá!". O rapaz disse que não, era cajá. E eu me divertia com a discussão dos dois. A mesma fruta tem nomes diferentes nos dois estados.

Outras coisas também têm essas nomenclaturas regionais tão diferente. Eu acho que nada varia mais de um lugar para outro do que aquelas lagartixas que têm em quase todas as casas. Aliás, tenho a impressão que o bicho nasce por geração expontânea, assim como as aranhas. Pode prestar atenção. Uma casa novinha, jamais habitada, logo aparece enfeitada com teias no encontro das paredes com o teto.

Voltando à lagartixa. Já ouvi gente referir-se a ela com osga, orga, briba, biba, blíbia, taruíra, lagartixa, jacaré de parede, e mais uns dois nomes de que não me lembro agora.

A galinha d'angola é outro multi-batisado. Galinha d'angola, capote, angola, guiné, tô fraco, galinha d'água, galinha pintada...

E o estilingue? Além desse nome é chamado também de baladeira, atiradeira, badoque e bodoque.

E os alimentos a base de milho? Nunca sei qual é a canjica, a canjiquinha, o mungunzá ou munguzá, o mingau, o curau...

Quem já andou por outros estados deve estar lembrando-se agora de outras coisinhas que são conhecidas por nomes diferente. Como eu adoro esses regionalismos, me conte aí do que lembrou
.

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