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sexta-feira, março 09, 2007

Amorim, Correio do Povo, RS


  • Bush vem ao Brasil e um monte de gente vai às ruas osquestrado por politiquinhos, sejam de centrais sindicais, de movimentos sociais, centros acadêmicos... Calma, senhores e senhores, não é uma defesa de Bush, mas um repúdio à idiotia.

    O cara é um crápula acéfalo, amiguinho das indústrias bélica e petrolífera, um megalômano que só é freado pela solidez das instituições democráticas estadunidenses, tudo bem, é isso tudo e muito mais. Mas não é por conta disso que vou para as ruas atirando pedras em policiais brasileiros, quebrando lojas e carros brasileiros, agredindo cidadãos brasileiros. O que esse tipo de ação vai conseguir? Nada senão repressão. Bush não vai cair e nem mudar seu modus operandi por conta dos protestos violentos de um povinho terceiromundista. Foi iso o que vimos em várias cidades, de Belém a Porto Alegre.

    Para protestar contra um presidente violento, faz-se uma batalha campal por aqui, vizinhos contra vizinhos, famintos contra famintos, insatisfeitos contra insatisfeitos. Quem sai ganhando com isso? Ninguém, nem mesmo Bush, que sequer viu. Bem, talvez Chavez, que é capaz de dizer que os brasileiros apóiam suas posições esquisitas.

    O sujeito não percebe que está sendo massa de manobra para o trampolim político de alguém? O protesto é válido e deve ser feito, mas existem métodos bem mais modernos e talvez mais eficazes do que a depredação de propriedades públicas e particulares. Bush vai embora do país hoje sem ouvir um protesto, sem levar uma pedrada, sem ler uma faixa de repúdio à sua presença no Brasil ou no mundo; depois que ele sair, cidadãos brasileiros é que estarão com os olhos ardendo de gás lacrimejante, com o corpo marcado por balas de borracha, com a fachada da loja ou o pára-brisa do carro quebrado, ou atrás das grades. Ou seja, o prejuízo é todo nosso.

    O cara veio para tratar do comércio de etanol, oportunidade que o Brasil tem de fazer um negócio exportando álcool e tecnologia de motores flex. A produção brasileira de álcool de cana é o dobro da estadunidense por hectare, que retira álcool do milho; o custo de produção brasileiro é R$ 0,22 por litro, enquanto que o deles é R$ 0,33, mesmo com impostos bem mais altos por aqui. Estamos numa grande vantagem, o que nos trava o sucesso é a sobretaxa de R$ 0,30 por litro importado de nós. Vai que por uma cagada o governo brasileiro consiga derrubar essa barreira e o Brasil consiga abocanhar aquele mercado... Seria um grande salto, a longo prazo, para nossa economia. Isso os sem-terra, os sem cérebro e os sem desconfiômetro que vão às ruas agredir concidadãos e destruir suas propriedades não param para analisar.

    É para protestar contra o belicismo ianque? Que sejam feitos fóruns com a presença dos embaixadores e cônsules estadunidenses; que sejam enviadas cartas e e-mails para seu governo e órgãos oficiais; que sejam feitos abaixo-assinados e manifestos junto à ONU, à OEA, à Anistia Internacional; que sejam erguidas faixas pelas prováveis vias por onde passará a comitiva de Bush... A fúria com que os protestantes vão às ruas mais parece que a raiva maior é contra as autoridades brasileiras do que do próprio presidente visitante. Mais ridículo que isso, a meu ver, são os imbecis que se matam em estádios de futebol.

    Batalha pelas ruas onde moramos para protestar contra a violência estrangeira... vai entender.


  • O iogurte Activia faz propaganda com o antigo chavão: satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. Uma vez que o produto promete regularizar o as atividades intestinais do usuário, fico imaginando a cliente entrar no supermercado carregando um monte de potinhos vazios do igurte e reclamar ao gerente: "quero meu dinheiro de volta! Há uma semana que tomo esse negócio e continuo com prisão de ventre".

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