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segunda-feira, março 05, 2007

Vasqs, A Charge Online


  • Há dois anos Marquinhos de Ogum passou por aqui e alertou: "os Estados Unidos ainda irão se arrepender de ter permitido a entrada da China na Organização Mundial do Comércio". Nem precisava ser um excelente (hihi) profeta como ele. A economia mundial - não é o caso do Brasil que, assim como os EUA, pertence a um mundo próprio - ia muito bem, mar calmo, de repente, uma galinha espirrou em Xangai e as pedras do dominó da economia de fachada, aquela feita de capital especulativo que entra e sai de países sem entrar no bolso de ninguém, começaram a cair. Os economistas já colocam as barbas grisalhas em solução aquosa, os investidores mais sabidinhos já começam a realizar lucros e tirar o seu da reta antes que a bomba pipoque... Sei não, mas se Marquinhos de Ogum estivesse aqui, já teria mandado os poucos nobres leitores venderem suas ações e aplicarem na caderneta de poupança, pobre, mas limpinha.


  • O banco Opportunity e seu cacique, Daniel dantas, abrem um processo contra o jornalista Rubens Glasberg, editor do site Teletime News. A pedido da Carta Capital a notícia sobre o processo foi colocado em acesso livre. Antes era só para assinantes. Glasberg enviou uma série de perguntas ao presidente da Comissão de Valores Mobiliários sobre o processo que corre contra o banco. Passadas duas semanas sem receber resposta, o jornalista publicou as perguntas feitas e não respondidas. Isso aconteceu numa quinta-feira. Na segunda-feira seguinte os advogados do Opportunity entraram com uma ação alegando danos morais ao banco e a seus sócios. Do jeito que a coisa anda, até donas candinhas na janela poderão ser processadas se conversarem sobre a hora em que a filha da vizinha voltou da festa. Me fez lembrar um antigo quadro de um programa humorístico cujo o jargão do personagem era "perguntar não ofende". Nos tempos chatos do políticamente correto, perguntar tanto ofende quanto pode mandar um jornalista bem intencionado para a cadeia, enquanto ministros do Supremo tentam derrubar a Lei da Improbidade Administrativa para deixarem livres figurinhas processadas como Paulo Maluf, Celso Pitta, o ex-ministro Ronaldo Sardemberg que levou toda a família para tirar férias em Fernando de Noronha viajando em avião da FAB, e um ministro do próprio Supremo, Gilmar Mendes, processado em 2000.


  • O orçamento para as obras do Pan no Rio de Janeiro, apresentado quando a cidade era apenas candidata a sede, era de R$ 178 milhões, hoje já passa de R$ 350 bilhões, 1967 vezes mais. Quem paga? Todos nós, brasileiros, e não só o povo fluminense, uma vez que a grana vem dos cofres da União, ou seja, do nosso bolso. A pergunta é: o que nós vamos ganhar com isso? A segunda pergunta é: o que vai ficar de bom para o povo carioca depois que acabar a festa? Vejam bem, não estou perguntando o que vai ficar na cidade, mas o que o povo vai ganhar. Apartamentos que não poderá comprar? Estádios, pistas, raias olínpicas, velódromos que não poderá acessar? Piscinas olímpicas onde sequer poderá molhar os pés? Muito oba-oba para um povo pobre e carente como o nosso. Gosto do Nuzman como administrador, mas a distância entre ele e o povo carente é abismal.


  • Acreditem se quererem: O vereador Carlos Apolinário, do PAL de São Paulo, apresentou um projeto para que seja instituído o Dia do Orgulho Heterossexual. O nobre edil, evangélico, se defende com as pérolas: "Os gays precisam entender que estão dentro de uma sociedade. Eles não podem impor à sociedade uma cultura gay"; " Você vai a um restaurante com a sua família. Dois homens chegam, começam a se beijar e acham que isso é normal. Eu acho que não é normal, nem para o gay nem para o hétero"; "Daqui a pouco vai ter na cidade um outdoor dizendo: 'Gay, você ainda vai ser um'. Ou um cartão na farmácia : 'Gay, 10% de desconto'". E Apolinário se ofende se for chamado de homofóbico. Se seu projeto for aprovado, é capaz de algum colega seu propor a instituição do Dia do Orgulho Bissexual.

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