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domingo, novembro 20, 2005

Tenho que lembrar de não esquecer... esquecer... Ih! Esqueci!




Coluna nova enviada para o site do Pedro.


O Poetrando está atualizado




Jurandir e o Raciocínio Lógico

Talvez não para ele, mas para os outro o Jurandir é um sujeito muito engraçado. Quando guri seus irmãos o chamavan de "o voador", conseqüência de sua facilidade em desligar-se do ambiente ao seu redor e entrar com força em seu próprio mundo.

Sem mais nem menos gesticulava enquanto balbuciava algo ininteligível para os demais. Voava mais fácil que albatroz.

Garoto amável, sempre disposto a ajudar alguém, assim manteve-se por toda a vida, uma daquelas almas que vão para o céu, caso exista céu.

Ajudava também a mãae nas atividades do lar sempre que solicitado, mas sempre havia um desastre à vista quando isso ocoria.

Certo dia a mãe pediu que ele retirasse a mesa do almoço, o que fez sem reclamar, na maior boa vontade. Aonde foram parar os pratos e talheres a mãe só descobriu quando ligou a máquina de lavar roupas.

Maiorzinho e independente, o próprio Jurandir preparava seu café da manhã antes de sair para a escola, só que, não raramente, fritava a casca e jogava o ovo no lixo, ou colocava o açúcar no coador e o póde café no fundo do bule.

Bom aluno, nunca repetiu de ano. Passou no primeiro vestibular que prestou. Na faculdade apaixounou-se por Eliane e foi correspondido, casaram-se, tiveram tr~es filhos lindos. O fato de ter ido para a solenidade de formatura com paletó, gravata e calça de pijama não causou estranheza nos colegas nem nos mestres, que tiveram quae explicar ao reitor que não havia nada de rebeldia naquele ato.

Certa manhã Eliane recebeu um telefonema do marido. Estava ele no banco para abrir uma caderneta de poupança para os filhos, mas tinha um probleminha: como era mesmo o nome das crianças? Perguntou isso à mulher, mesmo estando com as carteiras de identidade dos filhos no bolso.

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